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quinta-feira, 23 de maio de 2019

Fechando ciclos: A simplicidade da Vida

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Por vezes, corremos atrás de soluções complicadas quando, tudo o que é necessário, é o retorno à simplicidade da Vida.

A maior parte das doenças pede-nos descanso do corpo e quietude da Alma.

Aqueles que são Curadores verificam que a cura se dá ao rectificarem as suas atitudes e padrões de pensamento, tornando-os mais adaptados aos ritmos da Natureza.

Devemos respeitar os ciclos da Natureza para termos uma boa saúde e sermos felizes.

Energeticamente somos criaturas setenárias e os nossos ciclos de Vida também o são.

No final de cada ciclo, impõe-se uma paragem e uma reflexão. Reparem que a semana também tem sete dias e no final descansamos, pelo menos, um dia.

Citando Clarissa Pinkola Estes em "Mulheres que correm com os lobos: mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem":

"Temos aqui ciclos de sete anos cada, que se estendem por toda a vida da mulher. Cada um tem seus ritos e suas tarefas. Cabe a nós cumpri-los.

Proponho o que se segue apenas como metáforas do crescimento psíquico. As idades e os estágios da vida da mulher fornecem tanto tarefas a serem realizadas quanto atitudes nas quais enraizá-las. Por exemplo, se de acordo com o esquema que se segue vivermos o suficiente para entrar na fase ou no lugar psíquico dos seres da névoa, o lugar em que todo pensamento é novo como o amanhã e antigo como o início dos tempos, nós nos encontraremos entrando em ainda mais uma atitude, mais uma maneira de ver, bem como descobrindo e realizando as tarefas de consciencialização a partir dessa posição privilegiada.

As imagens seguintes são fragmentos. No entanto, partindo-se de metáforas suficientemente amplas, podemos elaborar, a partir do que sabemos e do que sentimos acerca do conhecimento antigo, novos insights para nós mesmas que tanto são plenos de força espiritual quanto fazem sentido para nós hoje mesmo. Essas imagens são baseadas livremente na experiência e observação empíricas, na psicologia do crescimento e em fenómenos encontrados nos mitos da criação, que são alguns dos melhores esqueletos fundamentais dos registos psicológicos humanos.

Essas fases não se destinam a ser vinculadas inexoravelmente à idade cronológica, pois algumas mulheres aos oitenta anos estão, em termos de desenvolvimento, no início da mocidade; algumas mulheres aos quarenta estão no mundo psíquico dos seres da névoa; e algumas de vinte anos têm tantas cicatrizes quanto velhas enrugadas e idosas. Não se pretende que as idades tenham um sentido hierárquico, mas que simplesmente pertençam à consciência da mulher e à expansão da vida da sua alma. Cada idade representa uma mudança de atitude, uma mudança na atribuição de tarefas e uma mudança nos valores.

  •  0-7 idade do corpo e do sonho/socialização, mantendo, porém, a imaginação
  •  7-14 idade da separação bem como do entretecimento da razão e do imaginário
  • 14-21 idade do novo corpo/início da mocidade/desdobramento da sensualidade, apesar de protegida
  •  21 - 28 idade do novo mundo/nova vida/exploração dos mundos
  •  28-35 idade da mãe/aprendizado de ser mãe para os outros e para si mesma
  •  35-42 idade da procura/aprendizado de ser mãe do self/procura do self
  •  42-49 idade da velha precoce/descoberta do acampamento distante/transmissão de coragem aos outros
  •  49 - 56 idade do outro mundo/aprendizado dos termos e dos ritos
  •  56 - 63 idade da escolha/escolha do próprio mundo e do trabalho ainda a ser feito
  •  63-70 idade da transformação em sentinela/reformulação de tudo que se aprendeu
  • 70 - 77 idade do rejuvenescimento/mais velhice
  • 77 - 84 idade dos seres da névoa/mais descobertas do que é grande no que é pequeno
  • 84 - 91 idade de tecer com o fio escarlate/compreensão da trama da vida
  • 91 - 98 idade do etéreo/menos a dizer, mais a ser
  • 98-105 idade do pneuma, da respiração
  • 105+ idade da atemporalidade

Para muitas mulheres, a primeira metade dessas fases do conhecimento da mulher, digamos, aproximadamente até os quarenta anos, revela nitidamente um movimento do conjunto autónomo de percepções instintivas da primeira infância até o conhecimento corpóreo da mãe profunda. Já na segunda metade das fases, o corpo transforma-se quase exclusivamente num dispositivo sensorial interno, e as mulheres vão ficando cada vez mais subtis.

Durante a trajectória da mulher por esses ciclos, suas camadas de defesa, protecção e densidade vão se tornando mais diáfanas até que o brilho da sua própria alma começa a transparecer. Podemos sentir e ver o movimento da alma dentro da psique corporal de uma forma surpreendente à medida que envelhecemos cada vez mais.

Portanto, o sete é o número da iniciação. Na psicologia arquetípica há literalmente dezenas de referências ao símbolo do sete. Uma referência que considero valiosíssima para ajudar as mulheres a diferenciar as tarefas que as esperam, bem como para determinar sua posição actual na floresta do outro mundo faz parte das antigas atribuições dos sete sentidos. Acreditava-se que esses atributos simbólicos pertencessem a todos os seres humanos, e eles aparentemente constituíam uma iniciação na alma através das metáforas e dos sistemas reais do corpo.

Segundo os ensinamentos antigos, os sentidos representam aspectos da alma, ou do "santo corpo interno", e devem ser exercitados e desenvolvidos. Embora o trabalho seja longo demais para ser exposto aqui, gostaria de dar apenas uma olhada nessa antiga tradição. São os seguintes os sete sentidos e, portanto, as sete áreas de tarefas a cumprir: animação, sensação, fala, paladar, visão, audição e olfacto.

Dizia-se que cada sentido estaria sob a influência de uma energia dos céus.

Para trazer isso de volta à realidade, quando as mulheres trabalhando em grupo falam nessas coisas, descrevem-nas, exploram-nas e as investigam, elas podem usar essas metáforas, a partir da mesma referência, para melhor examinar os mistérios dos sentidos: o fogo anima, a terra provoca a sensação, a água produz a fala, o ar leva ao paladar, a névoa gera a visão, as flores propiciam a audição e o vento sul cria o olfacto.

A partir do traço ínfimo que restou do antigo rito iniciático nessa parte da história, especialmente a expressão "sete anos", tenho a forte impressão de que os estágios da vida inteira da mulher, bem como questões como a dos sete sentidos e de outros itens tradicionalmente contados aos sete, eram ressaltados para a inicianda dos tempos de outrora e mesclados nas suas tarefas."

A origem destes ciclos vem da Mãe Cósmica da Terra: a Lua. Cada ciclo lunar tem sete dias cumprindo um total de um mês lunar com 28 dias. No início de cada lua nova deve-se também descansar como preparação para um novo mês Lunar.


Estamos aos poucos a evidenciar, cada vez mais, a consciência e respeito por estas antigas leis. Quando assim o for, na sua totalidade, viveremos em Paz e Harmonia.

Paz e Amor,💙
Curadora64

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"Se não existe vida fora da Terra, então o universo é um grande desperdício de espaço."- Carl Sagan
Posted by Auras, Cores e Números on Sábado, 29 de agosto de 2015

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