Inspirei fundo e quando expirei, ainda mais fundo e mais lentamente já me encontrava sentada no confortável sofá, ao lado de H. na nossa casa nas Híades.
Ele lia um holo-livro, suspenso no ar, e delicadamente
expandiu-o para eu ver melhor. Dirigindo o foco da sua atenção para o
holo-filme este começou a rodar e mostrou uma cena antiga, passada na Terra.
Super-Máquinas construíam algo, usando grandes blocos
quadrados; verificando e revisando planos organizavam-se harmonicamente para a
construção ser perfeita. Em poucos minutos construíram uma pirâmide.
H. fez-me notar, telepaticamente, que a construção tinha durado duas semanas.
E que devido ao eixo da Terra ser inexistente, nesse tempo muito recuado, a
contagem do tempo era outra. Era no tempo em que não havia estações no único
continente que existia.
O filme mostrava agora as câmaras interiores da pirâmide:
rei e rainha… Arrepiei-me com a lembrança de ritos antigos em que o meu corpo
preso na ponta de um túnel escuro obrigava à projecção da minha energia etérica na
sala em frente. Sala essa que estava já ocupada por outras projecções etéricas
de velhos e venerandos Iniciados da Escola de Mistério Egípcia.
Outras lembranças de túneis em espiral de velhas catedrais projectados para o mesmo efeito: o derradeiro teste de um iniciado que é vencer o corpo e
anular o medo.
As máquinas depois de terem acabado o seu trabalho
recolheram-se nos túneis debaixo das duas esfinges: a que está virada para
ocidente e a que está virada para oriente.
O holo-livro apagou-se e eu enrosquei-me no sofá, apoiada em
H., para dormir uma boa soneca. A luz de uma das estrelas do nosso planeta avançava de mansinho no chão da sala...
Paz e Amor,
Curadora64
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