Como sempre escrevo por “encomenda”[i]
mas também me ajuda a assentar as minhas próprias ideias.
Mais uma vez estas são as minhas reflexões sobre o que
aprendi até ao momento lendo, meditando, vivendo e até canalizando. Daqui a uns
tempos posso pensar de maneira diferente e é bom que assim seja, o que nos leva
à primeira reflexão.
Orgulho e preconceito
como as únicas barreiras à evolução espiritual
Já dizia Jane Austen sobre assuntos amorosos e afinal o nosso
Caminho Espiritual não é mais do que um caso de Amor.
O orgulho presume que somos o máximo e que já não temos nada
a aprender. A verdadeira humildade remete tudo e todos ao lugar próprio que é o
de Somos Todos UM. Então apenas se trata de perspectivas diferentes… em simbologia
existe uma representação de muitos olhos para esta noção.
Mas esta última frase também nos direcciona para os
preconceitos ou dogmas que criamos durante a nossa vida toda melhor… durante
todas as nossas vidas. Isso reduz-nos a pessoas presas numa caixa.
Se querem evoluir têm de ser livres. Livres do ego formado
por esse preconceito modifiquem-se de propósito, imitem o camaleão, adoptem-no
como animal de poder.
Sejam plurais e não singulares. Mudem regularmente, não
fiquem presos ao ontem nem mesmo ao minuto anterior. Só a mudança pode efectuar
uma cura.
O que nos leva ao maior curador de todos e à segunda
reflexão.
O Eu Superior como
chefe das marionetas que somos nós
Chocante não acham? J
A realidade é um Eu Superior gerindo muitas personalidades,
cada uma em seu país e fazendo trabalhos diferentes.
Desde os meus vinte e poucos anos que tenho uma ligação “absurda”
com a Chechénia até chegar ao ponto de saber de um atentado antes das próprias
agências noticiosas. Sei que tenho lá alguém próximo que partilha o meu Eu
superior, alguém de uma religião diferente, com uma personalidade muito
diferente, se calhar é homem, pode já ser velho, sei lá…
Aposto que já encontraram pessoas estrangeiras com quem
sentiram muita afinidade partilharam uma interessante conversa e depois partiram
cada um para seu lado, sem nunca mais se verem.
Existem inclusive casos de famílias inteiras que partilham o
mesmo Eu Superior.
Tudo o que estudei leva-me a crer que no início dos tempos as
centelhas divinas se separaram da Alma Universal. E agora nesta mudança de
energia do Final dos Tempos, tal como o conhecemos (nada de cataclismos), temos
de experimentar o máximo possível, aprender tudo o que podermos e fazemos como
o estudante relapso, muitas vidas e apenas um mestre marioneteiro… muitos fios
axiotonais que se cruzam e às vezes as informações também se cruzam.
Onde fica Deus nesta
reflexão?
Onde sempre esteve, no centro de Tudo.
Cai uma folha neste outono solarengo e onde está Deus? Na
folha…
Canta o passarinho ao sol matinal, saudando um novo dia.
Onde está Deus? Nessa canção…
Fora de Deus não existe nada e assim sendo o nada não existe
mas O que É Deus?
Eu, tal como vocês, não consigo abranger abstractamente Algo em
Deus que é definido como o Não-SER. E esta é a “parte” de Deus mais intangível a
que só iremos pertencer depois de uma iluminação muitíssimo profunda que nos
levará ao aniquilamento total da personalidade.
Algumas pessoas têm receio desta aniquilação da
personalidade mas eu lembro-vos que viemos dessa zona de não –SER, essa é nossa
origem como Filhos de Deus. Quando viemos experimentar a Matriz Material e
criar o ego foi difícil para nós essa separação… muito mais difícil do que vai
ser voltar, estou em crer.
As eternas Luzes das Consciências dos eternos e infinitos
Eus Superiores levam-nos sempre a uma Fonte Divina. Que é Deus, o Deus Eterno,
não nascido, não criado, imutável, invencível e cuja única substância é o Amor
e a União Divinos.
Como dizem os budistas tibetanos: a Mente é Luz e eu digo (e
todos os sabemos):
-Deus é Amor.
No entanto, alguns de nós estão tão maltratados e estragados
que têm medo do Amor.
Lembram-se do Mestre e do Gafanhoto? Este é um diálogo muito Zen:
- Mestre, o que é o Amor?
- O Amor é a ausência total de medo.
- E a que temos tanto medo?
- Ao Amor...
[i] Escrever
por encomenda = algum aluno ou leitor que me fez uma pergunta pertinente,
quando se repete a pergunta, por mais que uma pessoa e durante uns dias, já “sei”
que é encomenda.
Paz e Amor,
Curadora64
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