
Antoine Saint-Exupéry foi um escritor, poeta,
ilustrador e aviador francês.
Nasceu em Lyon a 29 de junho de 1900 e desapareceu no
Mediterrâneo, perto de Marselha, em 31 de julho 1944. O seu corpo nunca foi
resgatado, embora tenham encontrado destroços do seu avião, em 2004, a poucos
km da costa de Marselha.
Ficou
órfão de pai, executivo de uma empresa de seguros e vítima de apoplexia, aos 4
anos de idade. O que levou a que a família se mudasse de Lyon para Mans, para o
castelo de Saint Maurice de Rémens, quando
Saint-Exupéry tinha apenas 9 anos de idade.
Era
o único homem numa família com inúmeras tias, irmãs e primas. Neste universo
feminino, no qual a sua mãe, senhora de uma sensibilidade artística, não terá
sido a menos influente, viveu Saint- Exupéry, até ir estudar nos colégios
jesuítas de Montgré e Le Mans. E também, na Suíça, entre os anos de 1915 e
1917, num colégio interno dirigido por padres Maristas, em Fribourg. Após ter
sido reprovado no exame de admissão à universidade, ingressou na Escola de
Belas-Artes como estudante de Arquitetura.
Como
já tinha tido uma experiência precoce com a aviação, na adolescência, foi
enviado para Estrasburgo a fim de receber treino como piloto. Fez o seu
primeiro voo desacompanhado a 9 de julho de 1921 e, no ano seguinte, com a
obtenção do brevet, recebeu uma proposta de adesão à Força Aérea Francesa.
Recusou, e decidiu estabelecer-se em Paris, trabalhando num escritório e
escrevendo em simultâneo, planeando casar-se com a romancista aristocrata Louise
de Vilmorin.
Depois
de numerosos empregos, entre eles guarda–livros e caixeiro-viajante, ficou
destroçado ao ver romper-se o noivado, e decidiu retomar a sua carreira na
aviação civil na companhia Latécoère, tirando o brevet de piloto civil em Rabat em 1926.
Nesta
altura, a aviação postal fazia concorrência ao correio por via marítima e
férrea e Saint-Exupéry em 1927, passou a pertencer à Compagnie générale aéropostale, sendo pioneiro numa profissão tão
arriscada como a de piloto de linha.
Os
seus primeiros livros, L'Aviateur (O aviador) – 1926, Courrier sud (Correio
do Sul) – 1929, Vol de nuit (Voo Noturno) – 1931 foram já
escritos ao serviço desta companhia e relatam a sua experiência fazendo o
circuito França – norte de África (Marrocos).
Quando
escreveu L'Aviateur para a revista literária Le Navire d'Argent, escreveu também sobre a
sua relação amorosa fracassada com Louise de Vilmorin.
Na época em
que escreveu Courrier sud, de
1927 até 1929 chefiou o posto de Cap Juby, no sul de Marrocos. Todas as
suas experiências, como piloto e dotes diplomáticos, foram utilizadas para
negociar com tribos berberes a libertação de pilotos de linha caídos no deserto
e feitos prisioneiros durante a insurreição marroquina.
Em
1929, no mesmo ano em que assinou contrato com a editora francesa Gallimard
para a publicação de sete romances, foi nomeado diretor da Aeroposta Argentina,
com a incumbência de criar a linha aérea da Patagónia.
Vol de Nuit, que relata
o conturbado voo final de um piloto do correio na Patagónia, Argentina, foi
adaptado ao cinema em 1933, depois de ser bestseller.
Casou-se
em 1931 com Consuelo Suncín-Sandoval Zeceña, uma escritora, ilustradora e ex-jornalista
salvadorenha que conheceu em Buenos Aires, nesta época. Consuelo era uma jovem e rica viúva de um diplomata guatemalteco quando pediu a nacionalidade
argentina em 1925. Casamento conturbado, devido sobretudo a infidelidades de
Saint-Exupéry, mas que durou até ao final da sua vida.
Foi
Consuelo que o convenceu a escrever Vol
de Nuit depois de receber uma carta com 26 páginas a contar o drama do
piloto na Patagónia.
Foi
a Consuelo que Saint-Exupéry dedicou o personagem da Rosa em o Principezinho.
Consuelo, por sua vez, escreveu as suas memórias com Saint-Exupéry em 1946
intituladas Mémoires de la Rose. No
entanto só foram publicadas pelo seu herdeiro, em 1999, vários anos depois da
sua morte que ocorreu em 1979.
Entre
1931 e 1938 fracassou em bater os records de velocidade nos raids entre Paris e Saigão e entre Nova Iorque e a Terra do Fogo, na Argentina.
Sofreu vários acidentes aéreos sendo o mais grave em 1934 (Guatemala) durante o raid Nova Iorque-Terra do Fogo. Neste ano prometeu a Consuelo não voar mais. Devido a remorsos de não cumprir esta promessa, mais tarde em Nova Iorque, desenvolveu a partir deste incidente o tema do Pequeno Príncipe em que Saint-Exupéry, o piloto que teve a panne fala com a sua própria Anima: - Porque abandonaste a tua Rosa, que é tão bela?
Sofreu vários acidentes aéreos sendo o mais grave em 1934 (Guatemala) durante o raid Nova Iorque-Terra do Fogo. Neste ano prometeu a Consuelo não voar mais. Devido a remorsos de não cumprir esta promessa, mais tarde em Nova Iorque, desenvolveu a partir deste incidente o tema do Pequeno Príncipe em que Saint-Exupéry, o piloto que teve a panne fala com a sua própria Anima: - Porque abandonaste a tua Rosa, que é tão bela?
Saint-Exupéry
desesperou-se pela humilhação de seu país durante a Segunda Guerra.
O
último livro, a Cidadela, ainda incompleto, foi publicação póstuma em 1948.
Segundo Consuelo diz numa entrevista
dos arquivos da Rádio Canadá, este livro contém tudo aquilo que Saint-Exupéry
descobriu sobre a vida, sendo uma espécie de legado espiritual à humanidade.
Escritor
que se caracteriza por um profundo humanismo que toca o coração de leitores de
todas as idades. O maior exemplo disso é o seu mais famoso livro, o pequeno príncipe, que é descrito como
uma fábula para adultos em que Saint-Exupéry apela para o retorno aquilo que é
essencial.
Como
diz o pequeno príncipe: - O essencial é visto com o Coração. A mensagem de
Saint-Exupéry vive em cada um de nós, tornando-o um escritor imortal.
Paz e Amor,
Curadora64
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