Depois da
incorporação da energia dos Mestres e de alguma da energia do Eu Maior, a
diferença na nossa vivência é muita, porque aqueles “botões” que nos fazem
saltar, por temos karma associado, deixam de estar ativos.
Dou o
meu exemplo: tenho uma pessoa muito próxima que amo muito mas, devido a ter karma
pesadíssimo em conjunto com ela, estávamos sempre a chocar. Apercebi-me - e essa pessoa também - isto nos
últimos dias de Setembro, que algo tinha mudado. Aliás, eu
fiquei tão feliz por perceber isso que a minha felicidade ainda a confundiu
mais. Entretanto o Amor venceu e no karma que queimei esta noite, ela estava
presente (juntamente com outro amigo que me ajudou) e ficou feliz por mim.
Devo
dizer que nenhuma destas pessoas tem consciência destas ações ao nível do corpo
(embora eu acho que a algum nível elas saibam algo indefinível) mas eu tenho, e
estou agradecida por isto tudo.
Esta é a
fase de queimar e/ou transmutar Karma ou energias densas, porque depois ficamos
mais leves para subirmos a outro nível, o nível da Não-Existência.
Quando em
Março me apercebi do meu Eu Maior, primeiro contato, o primeiro sentimento e
compreensão foi este: a inutilidade da ação e a perda da importância de Tudo-o-que
existe.
Ou seja,
percebi que não era importante nada do que fizesse na altura para resolver o “grande
problema” que achava que tinha, problema esse, que, por uma comoção e choque extremo,
me conduziu ao Eu Maior.
A morte
- minha e dos outros - também se tornou obsoleta e compreendi que embora o
nosso Eu Maior “precise” de nós
(diversos corpos em diversas reencarnações, em muita energia inextricavelmente
misturada) para saber o que se passa no Mundo, na realidade não precisa de nós
para “não-existir” e não é atingido por nada que façamos ou não façamos porque
Ele é a própria Não-Existência…
Ele - e nós somos O mesmo e o UM - está
num mar de Paz, em que nada o pode perturbar, em que não se interessa por nada
em particular, embora tenha acesso a Tudo-o-que-Existe assim que manifeste essa
Vontade.
Não faço
ideia das dimensões em que isto se passa, nem tenho nomes altissonantes para
vos dar, sei que alguns de vós nem acham isto nada apelativo, porque é muito “fora”
da matéria…
É
verdade, mas pensem que, quando tive a primeira experiência destas, contei a
alguns amigos e eles na maioria não entenderam, embora me ouvissem - agradeço o
carinho meus queridos - e eu própria pensei, “tenho de ir com calma, não posso
contar isto assim às pessoas, nem mesmo escrever no blog”…
O que
mudou? Acho que alguns de vós, que me vão ler, estão quase lá…”falta assim um
bocadinho”…rsrs…;)
Talvez
possa ajudar alguém, ao dizer-vos que é através do desapego de Tudo o que
pertence ao Mundo e através da queima e/ou transmutação de karma que se chega lá,
mas estas energias que chegaram agora, através dos últimos portais, também ajudam
muito.
Hoje é o
dia 1 de Outubro, parece que chove no Mundo inteiro, limpando e limpando Tudo e,
este mês é um mês intermédio e de acomodação das energias de Setembro e Agosto.
Outubro
também vai servir de preparação para Novembro. Não é preciso ser astróloga para
saber que, este Novembro vai ser especial, sobretudo para a transformação interna.
Ainda
outra coisa, se calhar têm curiosidade de saber como é a Existência depois de
saber, ou melhor vislumbrar, o que é a Não-Existência…
Aprendemos
a estar em vigilância e com humildade, atentos ao que o nosso Eu Maior deseja
de nós, porque o Ego perde a força e sai de cena mas, não quer dizer que não
tenhamos desafios e que cesse a nossa evolução como seres humanos.
Embora, no nível do nosso Eu Maior as emoções cessem, para nós não é assim, embora se perceba que isto tudo é uma peça de teatro, é impossível desligar completamente as emoções.
Ficamos um "pouco insensíveis" ou indiferentes, ao compreender certas coisas que os que estão ainda "em cena" não atingem...é que nós vimos a cena toda, somos os encenadores e eles apenas os atores, mas isso não quer dizer que ao compreendermos o que se passa não exerçamos a Compaixão que daí advém...
Este é
apenas mais um patamar, o tal sobre que os hindus falaram (Nirvana) e sobre o
qual Paulo de Tarso disse: “O Inefável não precisa de mim mas eu não vivo sem
Ele”.
Paz, Amor
e Luz
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