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Algumas considerações sobre a visualização espontânea de auras

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domingo, 26 de agosto de 2018

So Ham - A Meditação "Eu Sou"



A maior e mais importante pergunta que podemos colocar a nós mesmos é:

- Quem sou eu?

E geralmente, nessa resposta, temos tendência a identificar-nos com o ego. Mas o ego é simplesmente o que não somos.

A nossa verdadeira Natureza é pura e simples; quando temos vislumbres dela, estamos, sempre, num estado de fusão e, assim sendo, a distância entre o observador e o observado não existe.

Meditação So Ham

So Ham significa Eu Sou, em sânscrito, e é uma meditação muito poderosa embora muito simples.

Devemos colocar-nos na posição de meditação, relaxar e respirar profundamente algumas vezes libertando, ao exalar, as nossas densidades do momento. 

Depois ao inalar dizemos, silenciosamente para nós mesmos, "So" e ao exalar, "Ham". 

Ao fazer isto podemos focar e concentrar na luz que o nosso coração emite. 

Ao terminarmos devemos dedicar o mérito da meditação à iluminação de todos os seres sencientes.

Deixo-vos com um filme:


https://youtu.be/jMfQQ0UtNrs

e um mantra que promove a iluminação devido a ser usado em rituais de purificação, o Vajrasattva (versão curta):

Om Benza Sato Hung (Om Vajrasattva Hum) respectivamente em Tibetano e Sânscrito.




https://youtu.be/t76wBFP4ovw


Dedico este post à Sofia e, com muita amizade, desejo-lhe muitas felicidades no seu ano solar. 


Paz e Amor,
Curadora64

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quinta-feira, 1 de março de 2018

Conversas com o Eu Maior


Este blog faz hoje anos e como esta é a cara visível do projecto maior que tenho na vida, é aqui que tenho de celebrar os 6 anos de vida sempre a divulgar as Forças Maiores que estão representadas sempre nas auras dos seres vivos que habitam esta Terra.

Por isso, que melhor maneira poderia ter de celebrar do que iniciar uma rubrica nova? É ela: "Conversas com o Eu Maior".

***
Exausta de recapitular sem fim capítulos da vida refugiei-me na sua LUZ.

Mal o invoquei apareceu um  grande olho amarelo dourado e uma voz suave disse:

- Fizeste bem...

-Sei que é importante recapitular para dissolver as energias e fazer bem o luto mas já não podia mais. - disse eu.

- Não se pode fazer uma tarefa difícil sem fazer uma pausa. Liga-te a Mim ou à LUZ de vez em quando. - disse Ela sorrindo. - Estamos aqui para ti.

- Tu hoje estás muito querida, que é feito daquele discurso de que tudo é passageiro e que nada terreno importa, disse eu.

- Queres sentir a Eternidade? Talvez te faça bem...

Imediatamente senti a energia do TODO que é Eterno, o Poder da Invencibilidade e da Imutabilidade e o Sentimento profundo de estar sempre acompanhada.

O meu coração aqueceu, as lágrimas vieram-me aos olhos e finalmente apercebi-me que Ela tem razão: 

Tudo o que é terreno é apenas um piscar de olhos no seio da Eternidade.

- Obrigada, Amo-te, Perdoa-me, disse recitando H'oponopono.

- Basta o Amor, disse Ela suavemente, o resto não tem cabimento entre nós. Somos Todos UM. Amamos-te.

Paz e Amor,
Curadora64

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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

O caminho do Tau

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A descrição deste Caminho Espiritual Universal, Tao ou Tau, é algo que se faz em poucas linhas, contudo poucos o percorreram ainda na sua totalidade.

Para que o compreendam, pelo menos em parte, tenho de explicar alguns conceitos sobre a realidade vivida nas dimensões que precedem a Realidade que vive na 6ª dimensão: a nossa Partícula Divina.

Na terceira dimensão que ainda é a nossa pois possuímos um corpo físico a viver cá, usamos os cinco sentidos e pouco mais.

Por mais que a nossa mente percepcione fenómenos das duas dimensões seguintes e nos diga que há algo mais que os 5 sentidos experenciados nesta dimensão e com este corpo, falta-nos ainda algo...

Existem neste momento ainda dois tipos de pessoas: os que só acreditam nos 5 sentidos e os outros que acreditam já nos sentidos superiores que lhe permitem detectar seres que vivem na 4ª e  5ª dimensões.

Na dimensão imediatamente a seguir à nossa temos os seres que não são gerados e por isso não têm energia própria. Vivem agregados aos seus “criadores” que somos nós. Denominam-se de fantasmas e alimentam-se da nossa energia. Podemos contudo dissolvê-los por acção da vontade.

Na 5ª dimensão manifestam-se seres que vivem em dimensões superiores e não estão encarnados na Terra, são entidades do Bem e por isso associamos-los à Grande Fraternidade Branca, à qual pertencem os Mestres Ascensos, etc.

Nós próprios, a partir do momento que acordamos e conseguimos ascender um pouco vamos lembrar-nos das nossas actividades nessa zona.

O que não devemos fazer, de forma nenhuma é deslumbrarmos-nos com o espectáculo dos sentidos, sejam eles os 5 sentidos como os outros superiores resultantes da abertura do 3º olho.

Todas essas belezas nos afastam do Caminho do Tau* que é precisamente sacrificar tudo o que se interpõem entre nós e a Partícula Divina: o Eu Maior.

Reside na 6ª dimensão para estar o mais perto possível de nós mas o trabalho de lá chegar é nosso e não há ninguém que nos guie, apenas nós mesmos através do nosso Eu Maior.

* Tau é a cruz onde sacrificamos o nosso ego e a ilusão de Maya antes de nos dedicarmos à Realidade Maior.

Paz e Amor,
Curadora64

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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

O estado da evolução espiritual – a queima de karma ou a limpeza cósmica

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Anjo com o véu Estátua na ponte de Ponte Sant Angelo, Roma

 

“Está na hora de retirar o véu que nos separa de vós, chegou o momento dessa transmutação, o véu é retirado definitivamente, façam o vosso trabalho e assim em conjunto alcançamos a unificação, TUDO É UM SÓ. Jamais te diremos, deste lado do véu, simplesmente te diremos SOMOS UM SÓ e esta FAMÍLIA DE LUZ KROWN também é tua, é vossa, é de todos. Sempre assim foi e assim será.” – FAMÍLIA DE LUZ KROWN através de Sílvia Guimarães


A retirada do véu- O que é o Véu?

Não há dúvida de que isso está a acontecer e é para todos que assim o desejarem. O livre arbítrio é respeitado, como sempre o é, no mundo espiritual.

Mas, o que queremos saber é: o que significa levantarmos e retirarmos o véu. E o que é o véu?

O véu, também denominado Véu de Ísis é um tampão energético que impede a subida natural das almas às dimensões superiores e, sobretudo, impede que a quarta dimensão despeje os seus desvarios mentais em cima da 3ª dimensão.

Tudo o que idealizamos mentalmente e que não é – digamos – altruísta, fica preso nos níveis inferiores da 4ª dimensão. Níveis esses a que chamamos de Umbral. As entidades geradas pelos pensamentos “errados” geralmente voltam para nos apanhar karmicamente.

Porque mesmo depois de evoluirmos espiritualmente temos de pagar integralmente o karma que geramos noutras vidas. Isto antes de subirmos de nível ou dimensão.


As consequências da retirada do Véu

As consequências são precisamente termos de pagar a portagem e as dívidas antes de subirmos de nível. Estamos perante todas as anomalias que gerámos, nesta e noutra vida, ao presenciarmos a retirada do Véu.

Mas, existe esperança e solução para este sofrimento. Ao aceitarmos com o mínimo de emoção as coisas negativas que nos acontecem estamos a apaziguar essas forças. Chama-se a isto “dar a outra face”. Responder ao mal com o bem. J

A chave é uma “indiferença observadora” na qual nos destacamos dos piores momentos embora estejamos presentes. Devemos também pedir ajuda ao nosso Anjo e confiar que tudo é passageiro e tem solução.

A melhor consequência é a possibilidade de podermos ter acesso à felicidade presente nas dimensões superiores à 4ª Dimensão. A partir da 5ª dimensão temos Seres benfazejos que nos querem ajudar. E agora estão à distância de um pensamento dirigido com leve intenção.

No entanto, do mesmo modo, podemos dar força aos nossos problemas se não nos soubermos auto motivar e direccionar no sentido positivo.

É importante estarmos vigilantes para discernirmos bem e agirmos de modo sensato, em vez de nos precipitarmos na loucura das emoções ou, de modo inverso, ficarmos tolhidos em morbidez flácida.

A ajuda das entidades superiores nesta hora de mudança e limpeza cósmica

É com esta certeza que vos deixo que quero terminar. Sei que já sabem disto mas peçam sempre ajuda quando se sintam assolados pela dúvida ou pelo desespero.

Sei, também, que já disse tudo isto muitas vezes aqui mesmo neste blog mas é a minha função repetir as vezes que forem precisas estas nobres verdades que não têm preço nem idade. Sempre foi assim mas, agora, é mais fácil o acesso e a subida a estas energias, e essa é a única diferença.

“Todos os cabelos da tua cabeça estão contados” (Lucas 12:7)- diz a Bíblia e é bem verdade. O significado é que a Lei do Universo é implacável mas é justa.

E misericordiosa também… Deus é AMOR.

"Embora os humanos se queixem do mal e desejem o bem, dir-se-ia que eles estão muito mais convencidos do poder do mal do que do poder do bem. Eles dizem que a experiência lhes mostrou que quem quer criar a desordem, demolir os seres, consegue-o mais facilmente e mais rapidamente do que quem quer ser útil e repor uma situação em ordem; então, para que serve fazer tantos esforços? Eles não reagem ou até se deixam arrastar no sentido de também agirem mal.
Mas há uma questão que eles não consideraram: quanto tempo durarão os sucessos que o mal parece proporcionar? Sim, para se tirar conclusões verdadeiramente válidas, é preciso ter em conta o factor tempo: durante quanto tempo irão triunfar as forças do mal? Porque, no momento em que o mal começa a agir, as forças do bem não ficam inactivas: também se erguem para restabelecer a ordem e a justiça."

Omraam Mikhaël Aïvanhov


Paz e Amor,
Curadora64 

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sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Reflexões sobre conceitos Espirituais



Como sempre escrevo por “encomenda”[i] mas também me ajuda a assentar as minhas próprias ideias.

Mais uma vez estas são as minhas reflexões sobre o que aprendi até ao momento lendo, meditando, vivendo e até canalizando. Daqui a uns tempos posso pensar de maneira diferente e é bom que assim seja, o que nos leva à primeira reflexão.

Orgulho e preconceito como as únicas barreiras à evolução espiritual

Já dizia Jane Austen sobre assuntos amorosos e afinal o nosso Caminho Espiritual não é mais do que um caso de Amor.

O orgulho presume que somos o máximo e que já não temos nada a aprender. A verdadeira humildade remete tudo e todos ao lugar próprio que é o de Somos Todos UM.­ Então apenas se trata de perspectivas diferentes… em simbologia existe uma representação de muitos olhos para esta noção.

Mas esta última frase também nos direcciona para os preconceitos ou dogmas que criamos durante a nossa vida toda melhor… durante todas as nossas vidas. Isso reduz-nos a pessoas presas numa caixa.

Se querem evoluir têm de ser livres. Livres do ego formado por esse preconceito modifiquem-se de propósito, imitem o camaleão, adoptem-no como animal de poder.

Sejam plurais e não singulares. Mudem regularmente, não fiquem presos ao ontem nem mesmo ao minuto anterior. Só a mudança pode efectuar uma cura.

O que nos leva ao maior curador de todos e à segunda reflexão.

O Eu Superior como chefe das marionetas que somos nós

Chocante não acham? J

A realidade é um Eu Superior gerindo muitas personalidades, cada uma em seu país e fazendo trabalhos diferentes.

Desde os meus vinte e poucos anos que tenho uma ligação “absurda” com a Chechénia até chegar ao ponto de saber de um atentado antes das próprias agências noticiosas. Sei que tenho lá alguém próximo que partilha o meu Eu superior, alguém de uma religião diferente, com uma personalidade muito diferente, se calhar é homem, pode já ser velho, sei lá…

Aposto que já encontraram pessoas estrangeiras com quem sentiram muita afinidade partilharam uma interessante conversa e depois partiram cada um para seu lado, sem nunca mais se verem.

Existem inclusive casos de famílias inteiras que partilham o mesmo Eu Superior.

Tudo o que estudei leva-me a crer que no início dos tempos as centelhas divinas se separaram da Alma Universal. E agora nesta mudança de energia do Final dos Tempos, tal como o conhecemos (nada de cataclismos), temos de experimentar o máximo possível, aprender tudo o que podermos e fazemos como o estudante relapso, muitas vidas e apenas um mestre marioneteiro… muitos fios axiotonais que se cruzam e às vezes as informações também se cruzam.

Onde fica Deus nesta reflexão?

Onde sempre esteve, no centro de Tudo.

Cai uma folha neste outono solarengo e onde está Deus? Na folha…

Canta o passarinho ao sol matinal, saudando um novo dia. Onde está Deus? Nessa canção…

Fora de Deus não existe nada e assim sendo o nada não existe mas O que É Deus?

Eu, tal como vocês, não consigo abranger abstractamente Algo em Deus que é definido como o Não-SER. E esta é a “parte” de Deus mais intangível a que só iremos pertencer depois de uma iluminação muitíssimo profunda que nos levará ao aniquilamento total da personalidade.

Algumas pessoas têm receio desta aniquilação da personalidade mas eu lembro-vos que viemos dessa zona de não –SER, essa é nossa origem como Filhos de Deus. Quando viemos experimentar a Matriz Material e criar o ego foi difícil para nós essa separação… muito mais difícil do que vai ser voltar, estou em crer.

As eternas Luzes das Consciências dos eternos e infinitos Eus Superiores levam-nos sempre a uma Fonte Divina. Que é Deus, o Deus Eterno, não nascido, não criado, imutável, invencível e cuja única substância é o Amor e a União Divinos.

Como dizem os budistas tibetanos: a Mente é Luz e eu digo (e todos os sabemos):

-Deus é Amor.

No entanto, alguns de nós estão tão maltratados e estragados que têm medo do Amor.

Lembram-se do Mestre e do Gafanhoto? Este é um diálogo muito Zen:

- Mestre, o que é o Amor?
- O Amor é a ausência total de medo.
- E a que temos tanto medo?
- Ao Amor...



Foto de Auras, Cores e Números.





[i] Escrever por encomenda = algum aluno ou leitor que me fez uma pergunta pertinente, quando se repete a pergunta, por mais que uma pessoa e durante uns dias, já “sei” que é encomenda. 

Paz e Amor,
Curadora64

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domingo, 20 de agosto de 2017

O ego e as três qualidades da Matriz Primordial

Imagem relacionada

Quando evoluímos e nos dirigimos espiritualmente para a Luz do Eu Superior este brinda-nos com mais luz ainda e a nossa aura resplandece com tanta beleza e cor.

Quem não fica nada feliz é o ego que resolve dar-nos de presente a culpa e o medo - e a sensação de que está algo errado - em troca do desconforto que sente de estar a ser trocado pelo Mestre Divino.

Em cada subida de nível energético é fatal sentirmos essa emoção de desconforto e de inadequação. Pois regozijem-se em vez de se sentirem mal, pensem com justiça, que algo brilha mais forte e que o mal está a ser vencido.

Kryon, segundo Lee Carrol, diz isto frequentemente e todos os gurus falam nesta situação. Eu digo mais… é igual para todos até que o ego seja completamente submetido.

O maior problema dos nossos dias é que as pessoas começam a fazer serviço aos outros sem antes se curarem a si e de certo modo fazerem serviço a si mesmas e, pior que isso, sem antes renunciarem ao ego e o dominarem.

Acabam por sofrer muito e algumas desistem e fogem da espiritualidade pois têm receio e medo.

No entanto, a missão de alguns é evoluírem para depois ensinarem a outros, existindo assim uma vontade indomável de descobrir a Verdade e a sobrevivência/resiliência nas mais duras condições o que evita a desistência.

Agora sei que a combinação certa é alguma disciplina (um pouco de ascetismo e a renúncia total a certas vivências) e muita fé em Deus. Existe uma confiança cega em Deus que têm a supremacia em relação ao ego e a todas as dificuldades da vida. Daí vem uma Alegria interior que transborda para o Universo.

Mas o que se passa com a maioria das pessoas?

Antes disso temos de refletir em certos conceitos que a sabedoria Védica nos transmitiu ao longo de inúmeras gerações.

Prakriti é a matriz que contém todos os fenómenos possíveis. Segundo a noção de causalidade aceita pelo Samkhya, um efeito qualquer está contido em potencial na sua causa específica. Assim entende-se que, por exemplo o leite contenha em si a manteiga em forma latente, potencial. Entretanto, o leite sozinho não pode gerar manteiga: para que o efeito se manifeste é necessário um arranjo específico de causas compostas.

Seguindo este raciocínio a teoria do Samkhya conclui que todos os fenómenos manifestos devem ser efeitos de uma causa primordial, uma matriz de onde emanam todos os fenómenos possíveis. Esta matriz é chamada Prakriti. Para que possa ser efectivamente a causa primordial, é necessário que Prakriti não seja ela mesma manifesta, dado que qualquer manifestação da sua parte seria um fenómeno causado - efeito e não a verdadeira causa. Além disso, já que admite-se que os efeitos advenham de causas compostas, Prakriti também é composta por três qualidades chamadas Gunas.

Purusha significa pessoa, espírito ou homem. Como vimos, Prakriti é a fonte de todo fenómeno, o contém tudo que tem causas específicas, o que inclui o nosso próprio corpo, nosso ego, pensamentos e tudo o mais que é fenómeno. Logo a noção de Purusha não corresponde de maneira alguma à nossa consciência linguística ou mental de qualquer tipo. Tampouco está relacionada à alma no sentido cristão da palavra, dado que esta também tem causas específicas, sendo considerada por alguns como equivalente ao Atma nos Vedas.

O conceito mais preciso de Purusha pode ser apreendido através da noção de "observador". Purusha é a consciência que observa os fenómenos de Prakriti.

Uma alegoria esclarecedora é a do homem no teatro ou cinema: o espectador é o observador de um espectáculo desenrolando-se na sua frente, e pode eventualmente esquecer-se que é espectador, tamanha sua imersão na história à sua frente. Purusha e Prakriti são entidades distintas assim como actores e espectador, mas o espectador não reconhece sua verdadeira posição, ao invés disso identifica-se com a história. No entanto, a verdadeira consciência própria - Purusha - não se identifica com os fenómenos que testemunha. É somente o observador. O Ego (Ahamkara) é que se identifica erroneamente com o que se desenrola a sua frente.

Note-se que o sofrimento não é entendido como fruto de um pecado ou erro cósmico, e sim fruto do engano e da ignorância do ego, nunca do Purusha. O Purusha nunca se engana, somente observa e sabe de tudo. Daí decorre que a libertação do Samsara (roda do nascimento e morte) pode ser atingida por meio do conhecimento verdadeiro da natureza do Ser.

Falei anteriormente nas 3 gunas ou qualidades da Natureza ou Matriz Primordial (como Prakriti).

Elas são: sattva, rajas e tamas.

Sattva tem um carácter imaculado, é luminoso e isento do mal. Tem qualidades como a bondade, luz e harmonia. O seu fruto sem mácula é o do acto bem feito e dela nasce o Conhecimento. Quando no corpo a Luz do Conhecimento se produziu em todas as portas dos sentidos, sattva cresceu. É dominando rajas e tamas que sattva cresce. E quando isso acontece e morre o corpo, o portador deste chega aos mundos sem mácula que conhecem o Supremo.  A roda do Samsara foi extinta para este Ser.

Rajas cresce quando existe avidez, agitação e o desejo de certas acções e não-repouso nelas. Dela nasce a cobiça e o desejo. O fruto de Rajas é a dor. É dominando (e eliminando) sattva e tamas que rajas cresce. Quando o corpo morre nesta situação, a pessoa vai renascer entre aqueles que se entregam à Acção.

Tamas cresceu quando houve o eclipse de toda a Luz, a inactividade e a indolência imperam. A ignorância, a negligência e a desrazão procedem desta guna. O fruto de tamas é a ignorância e as trevas. Rajas e sattva foram eliminadas e quando o corpo morre a pessoa renasce entre as matrizes dos desatinados.

O que é preciso compreender

É importante analisarmos as nossas formas de agir e de “residir” na energia onde nos movemos e a partir daí procurarmos agir e viver mais sattvicamente.
Mas o mais importante é compreender que Existe Aquele que é estranho às 3 gunas e é a Esse que nos devemos ligar.

O ego e as suas armadilhas

Estas noções infelizmente não são muito compreensíveis à maioria das mentes ocidentais mas já a noção de ego é bastante comum e familiar.

O ego é importante para a nossa sobrevivência, foi ele que nos livrou de situações complicadas no passado. Hoje em dia quando começamos a evoluir e a fazer yoga, meditação, etc, a Luz invade-nos e o ego entra em pânico porque perde o controlo mas a algum nível nós não tomamos a atitude certa.

A algum nível nós compreendemos que somos únicos mas quando pensamos em ser espirituais pensamos sempre em ser igual àquela pessoa que conhecemos e faz isto e aquilo…

Isso nunca deve ser feito… é entrar em modo rajas (acção gerada pela inveja) com tamas (ignorância) à mistura… percebem agora?

O que deve ser feito é seguir a nossa vida o melhor possível e procurar fazer as acções prescritas, para as quais nascemos por karma, do modo mais luminoso possível. Nem todos nascemos para ser carpinteiros ou astrofísicos e ainda bem.

Se somos atraídos para o esoterismo não quer dizer que tenhamos capacidade para ser vidente mas pode ser por exemplo, que tenhamos capacidade para sermos uma boa mãe para os nossos filhos (o que até me parece mais importante).

Do mesmo modo não devemos abandonar o nosso cargo num banco se achamos que é materialista e já não se coaduna com a nossa evolução pessoal. Já pensaram ao contrário? Nós viemos trazer Luz à Matéria… só nós o podemos fazer.

Precisamos de mais infiltrados em locais onde haja pouca Luz para servirem de farol. É isso… parafraseando Kryon, mais uma vez, sejam um farol. E Gandhi, já agora:

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Sejam a Luz que querem ver no Mundo!


Como é a pessoa que ultrapassou as 3 gunas e o ego?

A pessoa que permanece centrada em si mesma - enquanto observa as qualidades vê que elas estão em exercício - e assim sendo, é sempre firme e igual na tristeza como na felicidade, na desonra e na honra. E permanecendo em equilíbrio para ela todos e tudo são iguais: amigo ou inimigo, censura e louvor, agradável e desagradável. Fica também indiferente e renuncia a todo o empreendimento, abandonando rajas, mas sem a indolência e inércia, abandonando tamas, e abraçando a Luz da vida interior que se vai sobrepor a toda a vida material. Esta pessoa aceita a sua acção prescrita mas executa-a abandonando os seus frutos (karma), sejam bons ou maus. E é isto que a vai libertar da roda dos nascimentos.

Paz e Amor,
Curadora64 

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domingo, 7 de maio de 2017

O Sol - Símbolo da Divindade



A consciência desenvolvida, ao acordarmos da letargia material, tanto nos mostra o bom como o menos bom. É frequente entrarmos numa onda de guerra contra o menos bom e, isso é parecido com um peixe que se debate nas malhas de uma rede, é uma luta inglória.

Quando atingimos um determinado patamar de evolução espiritual só existe uma alternativa: elevarmos-nos até ao mais alto nível energético que pudermos.

E o mais elevado nível energético é o do Eu Maior, a nossa Centelha Divina. Já escrevi sobre isto muitas vezes e nas aulas os métodos de yoga que ensino todos eles visam a re-união com o Eu Superior. Yoga quer dizer união em sânscrito.

Existe o Hatha yoga que é o mais conhecido e praticado no ocidente e dentro deste existem muitas variantes. A minha favorita é o yoga Vinyasa que une a respiração às posições tradicionais permitindo praticar uma espécie de meditação em movimento. É favorecida a comunhão entre a trindade corpo-mente-Espírito.

Esta comunhão era a que Cristo se referia: “quando dois estão reunidos em meu nome eu estarei no meio deles”. Basta estar o corpo e mente reunidos para Ele estar como representante do Espírito.

Esta reunião, ou controlo do corpo e mente, é o que o yoga promove, porque os yogues sempre souberam que este seria a única condição para o Espírito descer sobre o nosso mundo material.

Assim sendo, a forma de conseguir esta junção de corpo e mente, pode ser através do Chabda yoga ao dizer mantras, do Bahkti yoga da devoção a Deus, do Kriya Yoga que manipula a Luz da Aura (eu chamo-lhe Auraterapia), do Karma yoga da ação desinteressada, do Agni yoga com a suscitação do grande Fogo Alquímico, do Jnana yoga através do pensamento sobre os mistérios de Deus, ou do Prana yoga que usa a ciência da respiração ou pranayamas.

Mas existe um yoga superior que reúne todas estas técnicas: o Surya Yoga. Surya é a palavra em sânscrito que significa Sol. Algumas escolas de yoga oferecem todos estes tipos numa só senda de harmonia. A escola yoga-samkhya é um método muito antigo e exemplar do caminho espiritual.

Se não quisermos, ou pudermos, pertencer a uma escola do género temos de nos esforçar por praticar o Surya yoga que, na verdade, apenas nos pede que reestabeleçamos uma ligação ao Sol consciente.

O poder da consciência, ao manifestarmos a intenção de nos reunirmos ao nosso Deus pessoal através do Sol, é enorme porque vai amplificar a ligação do nosso corpo etérico ao corpo energético do Sol. Este por sua vez veicula a energia do Sol Central da Galáxia que distribui a Energia da Fonte da Origem do Universo. Esta Energia primordial é a Energia do 2º Logos ou seja do Filho, do próprio Cristo.

Ao meditarmos sobre o sol e as suas virtudes podemos tentar imitá-lo. Ele dá sempre sem julgar, é o criador de civilizações, das ciências e das artes. Dele vem a Vida e o Calor. É a fonte do Fogo Espiritual.

O nosso caminho rumo a uma civilização que usa todos os benefícios solares e, não falo só das energias renováveis mais conhecidas mas dos proveitos espirituais, é inevitável.
Como tal devemos aprender algumas coisas básicas sobre o sol e o seu símbolo antigo: o círculo.

O seguinte circulo tem o teorema de Euler como “base” mas pelos vistos os estudiosos dizem que está errado, foi apenas uma forma de dizer ‘olá’ usando o teorema de Euler…


Não importa… se olharmos com atenção vamos ver um ponto central de influência que comanda o círculo na periferia, assim é com o Sol e assim é, também, com o nosso Eu Superior. O reino material obedece sempre ao Reino do Espírito e é por Ele que é influenciado.

A outra ilação que podemos inferir é a de que se nos dirigirmos para o centro simplificamos, reduzindo a um ponto aquilo que era uma linha curva. Isto tem um significado espiritual: reduzir é purificar, libertando-nos dos produtos secundários, ou seja da escória, podemos concentrar-nos no plano original. 


De outra forma, podemos pensar que a vista de um ponto alto, ou cume, de uma montanha ou até de uma pirâmide, por exemplo, é uma vista mais abrangente e, como tal, mais verdadeira.


O olho de Hórus, nem de propósito o deus do Sol egípcio, é também um símbolo de pureza do terceiro olho e mais uma vez o Mestre dos mestres disse: “se o teu olho te escandalizar afasta-o de ti”. Ele referia-se à pureza do 3º olho. Só quem mantém a pureza de coração pode também ter a pureza de visão. É preciso encontrar por si só o significado oculto desta verdade.

“Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus. Mateus 18:3”

O terceiro olho é que nos mantém num estado de pureza aconselhando-nos o que fazer nesta e naquela situação… chamamos-lhe intuição.

“Os olhos são a lâmpada do corpo. Portanto, se teus olhos forem bons, teu corpo será pleno de luz. Mateus 6:22” Cristo referia-se à pineal, ao 3º olho.

Quando não existe pureza, uma das leis espirituais entra em acção e impede que a pessoa tenha acesso ao conhecimento, aos dons do Espírito.

O que temos de fazer?

Purificar-nos sempre, mais e mais, e usar os métodos da Luz em todas as situações.

A Luz do sol deve ser bebida, inalada, comê-la e vivermos através dela, o mais possível.

Fazer isso muitas vezes por dia vai colocar-nos numa posição ‘mais alta’ e a nossa aura vai melhorar clarificando e purificando-se.

Sejamos como as árvores que são formadas pelo Fogo e pela Luz do Sol e como o ouro que é Sol cristalizado.

Paz e Amor,
Curadora64

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Posted by Auras, Cores e Números on Sábado, 29 de agosto de 2015

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