
De vez em quando, os ditados ou máximas, tais como o do título deste artigo, são sentidos profundamente.
Não só os compreendemos com a mente, mas calam no mais profundo da nossa Alma.
Um dia destes, ia eu no meu passeio matinal, acompanhada pela minha mãe...
Para dar algum contexto a esta estória: tenho estado doente com uma bela anemia (o que é vulgar e periódico em mim) mas também com duas tendinites (uma em cada anca), o que já não é vulgar e me fez rever alguma simbologia de doença e cura.
Tudo isto contribuiu para que me passasse a mover a passo de caracol, a ponto de me auto-intitular "granny Pearl". :)
Subia eu penosamente a minha rua, a tentar não arfar de falta de ar mas sem sucesso nenhum.
Eis quando paro, tentando recuperar o ar e a compostura, vejo na minha frente dois pés bastante grandes com uma pele lustrosa, muito negra. Olho para cima - demorando no processo, pois tratava-se de um gigante -, até encontrar dois olhos assustados numa cara muito bonita, com belas rastas.
Ele, em inglês, pediu-me para eu passar ao lado dele ao que respondi que não, literalmente sem voz. Ficámos num impasse, que a minha mãe, mais esperta e prática do que nós os dois, resolveu sem dificuldade. Disse-lhe ela, em português, que eu estava doente ao que ele respondeu em inglês, tendo compreendido a minha mãe, que só não podia passar no meio de nós. Que seria mau para ele. Acabou por, e desfazendo-se em desculpas, passar do lado de fora do passeio.
De repente, "caiu-me a ficha" e compreendi tudo: ele acreditava em certas coisas que os rastafari acreditam (já tive uma fase semelhante em jovem) e eu estava acreditar na minha doença e, de certo modo, a entregar-me a ela.
Neste episódio todo, finalmente, abri a boca para dizer à minha mãe, observando o jovem e alto desconhecido que descia a rua a passo largo: - De facto, somos aquilo em que acreditamos!
Acreditam se vos disser que, a partir desse dia, vi melhoras significativas em mim?
Para dar algum contexto a esta estória: tenho estado doente com uma bela anemia (o que é vulgar e periódico em mim) mas também com duas tendinites (uma em cada anca), o que já não é vulgar e me fez rever alguma simbologia de doença e cura.
Tudo isto contribuiu para que me passasse a mover a passo de caracol, a ponto de me auto-intitular "granny Pearl". :)
Subia eu penosamente a minha rua, a tentar não arfar de falta de ar mas sem sucesso nenhum.
Eis quando paro, tentando recuperar o ar e a compostura, vejo na minha frente dois pés bastante grandes com uma pele lustrosa, muito negra. Olho para cima - demorando no processo, pois tratava-se de um gigante -, até encontrar dois olhos assustados numa cara muito bonita, com belas rastas.
Ele, em inglês, pediu-me para eu passar ao lado dele ao que respondi que não, literalmente sem voz. Ficámos num impasse, que a minha mãe, mais esperta e prática do que nós os dois, resolveu sem dificuldade. Disse-lhe ela, em português, que eu estava doente ao que ele respondeu em inglês, tendo compreendido a minha mãe, que só não podia passar no meio de nós. Que seria mau para ele. Acabou por, e desfazendo-se em desculpas, passar do lado de fora do passeio.
De repente, "caiu-me a ficha" e compreendi tudo: ele acreditava em certas coisas que os rastafari acreditam (já tive uma fase semelhante em jovem) e eu estava acreditar na minha doença e, de certo modo, a entregar-me a ela.
Neste episódio todo, finalmente, abri a boca para dizer à minha mãe, observando o jovem e alto desconhecido que descia a rua a passo largo: - De facto, somos aquilo em que acreditamos!
Acreditam se vos disser que, a partir desse dia, vi melhoras significativas em mim?
Paz e Amor,
Curadora64
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