
Já há muito tempo que queria escrever sobre este assunto. No entanto, precisei de esperar até estar no estado de espírito adequado.
Vivemos numa sociedade que atravessa eras de permissividade alternadas com eras de repressão.
Parece-me que estamos a entrar numa de repressão. Se estivermos atentos ao Telejornal vemos que politicamente a tendência é essa.
Este não é um blog político, antes um que favorece a evolução espiritual. Pelo menos é essa a minha única intenção.
Contudo, é ingenuidade acreditar que estas mudanças politicas não acompanham o desenvolvimento da psique humana.
Depois dos anos sessenta entramos numa era muito permissiva que gerou filhos, netos e até bisnetos cada vez mais displicentes.
Existem, hoje em dia, muitas pessoas que acham que tudo lhes é devido e permitido.
Todavia, tudo o que é em excesso não permite evolução. E como este é um mundo dual o oposto não tardará a manifestar-se para tentar promover um certo tipo de equilíbrio.
Aprendi que as relações com humanos em situação de fragilidade recomendam muita sensibilidade. Estou a referir-me a crianças e idosos mas também a pessoas que atravessam situações dolorosas seja psíquica ou fisicamente.
No entanto, os melhores pais são firmes mas flexíveis. Não têm problemas em dizer não embora tenham cuidado na forma como o dizem.
Existe uma velha máxima que diz: "Tudo me é permitido", mas nem tudo convém. "Tudo me é permitido", mas eu não deixarei que nada domine. - 1 Coríntios 6:12 nvi.
A ideia da escolha e o fazer essa escolha é o nosso maior direito de nascimento.
A ideia deve ser mostrada tanto à criança como ao adulto que nos é confiado. A escolha é deles, não devemos insistir mas também não devemos associarmos-nos a essa escolha e aprovar tudo.
A excessiva tolerância gera a permissividade. Depois de esta se instalar, não nos podemos queixar se existe ingratidão ou falta de civilidade e respeito nas nossas relações.
É importante, em fase de diagnóstico, mostrar o que está mal - e temos uma critica - mas também mostrar uma luz e isso passa por um elogio.
Tive a sorte de ter um pai que era genial nestas situações. Conforme a situação ele tinha a sensibilidade de gerir a minha falta de paciência e a rebeldia própria da idade. Afastava-me a atenção para outras coisas mais positivas, por vezes. Mas, outras vezes, deixava-me aprender sozinha e dar com os "burrinhos na água". :)
Ainda hoje me inspiro nele para agir em certas situações... principalmente tento ser equilibrada. Firmeza e educação devem andar lado a lado.
Claro que o meu Mestre inatingível é Cristo mas tenho de ter paciência enquanto não sou assim perfeita.
O que sei é que se queremos uma sociedade justa e equitativa temos de trabalhar o nosso interior e aprender a sermos mais disciplinados - aprender a dizer não a nós mesmos - e ao mesmo tempo focar-nos nas nossas virtudes mesmo que estas sejam ainda um ideal longínquo - dizer sim ao positivo e aos nossos sonhos mais felizes.
O trabalho interrelacional com os nossos mais próximos: família, companheiros de trabalho e amizades são fundamentais.
É assim que se constrói uma sociedade feliz em que todos terão o que precisam para evoluir e criar seus filhos em paz.
Assim não é preciso vir para rua gritar nem queimar carros, nem construir muros.
Vamos dar a primazia ao Caminho do Meio, caminho de muitas virtudes e de muita Felicidade.
Dedico este artigo aos meus amigos pelo apoio seguro e aos meus inimigos por me darem a vontade e a força de voar mais alto.

Paz e Amor,
Curadora64
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