Eu leio
o Gita, pois ele é o Olho de Deus.
Eu
canto o Gita, pois ele é a Vida de Deus.
Eu vivo
o Gita, pois ele é a Alma de Deus.
– Sri Chinmoy
Segundo A.
C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada temos
de compreender Krishna, o Senhor, como a Suprema
Personalidade de Deus, a
divindade encarnada, que ensina o homem a elevar-se acima da consciência
humana, até uma consciência divina superior, realizando desta forma na Terra o
reino dos céus.
Contexto
do Canto do Senhor (Bhagavad Gita)
Arjuna vê-se em guerra contra a própria
família, amigos e mestres, sentindo-se confuso na escolha entre o seu dever de
casta Khastria (guerreiro), que o
impele a lutar, e a sua compaixão e amizade aos oponentes que o força à não-acção.
Krishna no seu duplo papel de condutor
do carro de guerra do príncipe Pandava e no papel da mais alta personalidade do
próprio Absoluto (o Avatar de Vishnu, Krishna) instrói o seu discípulo, o
grande arqueiro Arjuna, nas lides espirituais.
Ensinamentos
de Lord Krishna ao Príncipe Arjuna
v
A importância do cumprimento da Acção
prescrita
À parte do sistema de castas, mas
dentro do papel em que cada um de nós representa no Universo; cada um com a sua
energia particular deve fazer a sua parte. Se assim não for o Universo perde a
sua Harmonia.
Faz parte do dever e do direito de cada um “o cumprir da sua missão” ou fazer
prevalecer o seu propósito de vida.
Fala Krishna:
“É muito melhor cumprir, embora imperfeitamente, as
próprias obrigações do que cumprir as dos outros da maneira mais perfeita.
Morrer cumprindo o dever é correr menos perigo do que perder seu caminho.”
v
A libertação do karma por não reclamar
nunca o resultado da Acção prescrita
Fala Krishna:
“A pessoa que se ocupa em servir com devoção encontra-se
livre de todas as reações (karma).
Por isso pratique yoga (união de mente
corpo e espírito) que é fazer tudo com arte.
Os que fazem o seu trabalho com inteira devoção, sem apego
a resultados conseguem libertar-se do nascimento e da morte atingindo a
perfeição.”
v Libertar-se do Ego é elevar-se acima das 3 gunas (qualidades
da matéria)
A Natureza primordial, Prakriti, tem qualidades em equilíbrio
quando não está manifestada ou seja, não foi penetrada pelo princípio
espiritual, Purusha. Assim que Purusha lhe toca existe um desequilíbrio e uma
manifestação ou criação, entrando as três gunas em jogo.
São elas: Sattwa, o princípio luminoso ou da inteligência;
Rajas, a actividade e das afeições e Tamas, as trevas da ignorância e da
inércia.
Fala Krishna:
“Quem possui conhecimento da Realidade Absoluta, Arjuna de
braços fortes, não se ocupa na procura dos prazeres dos sentidos, pois bem sabe
a diferença entre agir por devoção ou apegado aos resultados.
Por estarem confundidos pelas três qualidades da matéria, os ignorantes se ocupam com os assuntos
mundanos, ficando muito apegados. Não deve, no entanto, o sábio por causa disso
agitá-los. Eles agem desse modo por falta de entendimento.
Por esse motivo, Arjuna, com a mente fixa em Mim, sem
desejar nada em troca, e ofertando-Me os seus actos, lute sem desanimar!”
“Iludido pelos três atributos da natureza (sattwa, rajas e
tamas), que se revelam em todas as coisas, não sabe que Eu estou acima delas e
sou imperecível e imutável.”
“As três qualidades, nascidas da natureza material,
sattva, rajas e tamas, aprisionam no corpo o imperecível e imutável Senhor do
corpo, ó tu de braço poderoso.
Entre elas a qualidade sattva, po sua pureza, luminosa e
saudável, prende (o Eu) pelo apego à felicidade e à sabedoria, ó tu que não
tens pecado.
Sabe que rajas, cuja natureza é passional, sendo origem de
afeições e desejos, filho de Kunti, encadeia o senhor do corpo pelo apego à
ação.
Mas sabe também, ó descendente de Bharata, que a qualidade
tamas, nascida da ignorância, confunde todas as almas, escravizando-as pela
negligência, indolência e pelo sono.
Sattva produz apego à felicidade; rajas à ação; enquanto
tamas, turvando o conhecimento, prende à insensatez.
Subjugadas rajas e tamas, predomina sattva, ó filho de
Bhârata, dominadas sattva e tamas, predomina rajas e subjugadas sattva e rajas,
predomina tamas.
Quando em todas as
portas do corpo resplandece a luz da sabedoria, pode-se saber que sattva está em
seu apogeu.
A ambição, a cobiça, a atividade, o ardor das empresas, a
inquietação e o desejo do predomínio de rajas, ó príncipe dos Bharatas.
A cegueira, a inércia, a insensatez e a confusão nascem do
incremento de tamas, ó filho de Kunti.
Se prevalece sattva quando o mortal chega à dissolução do
corpo, ele se encaminha às regiões puras daqueles que possuem grande sabedoria.
Se, ao ocorrer a morte, se encontra sob o domínio de
rajas, renasce entre aqueles que estão afeitos à acção; mas se em tal momento,
prepondera tamas, se reencarna em matrizes de criaturas irracionais.
O fruto de uma boa obra é qualificado de puro e sáttvico,
enquanto a dor é consequência de rajas e a ignorância resulta de tamas.
De sattva provém a sabedoria; de rajas se origina a cobiça
e de tamas nascem a insensatez, a confusão e a ignorância.
Quem está sob a influência de sattva se eleva; quem se
apega a rajas permanece na região intermediária e quem está submerso em tamas
desce às regiões inferiores, sob o peso da pior das qualidades.
Quando o homem percebe que não há outro agente além das
três qualidades e descobre Aquele que está acima delas, entra em meu ser.
Quando a alma se eleva acima destas três qualidades, de
que se originam os corpos, liberta-se da sujeição ao nascimento e à morte,
decrepitude e sofrimento e bebe o néctar da imortalidade.”
v A Fé dos Homens segundo a sua natureza
Fala Krishna:
“Entre os mortais há três tipos de fé, nascidas de sua natureza
individual. A fé pode ser sáttvica, rajásica ou tamásica. Escuta a descrição das
três.
A fé de cada pessoa, ó filho de Bharata, concorda com seu carácter.
Cada um se constitui por sua própria fé: tal é a fé, tal é o homem.
Os homens de índole sáttvica adoram os deuses; os que têm carácter
rajásico adoram os yashkas e
os rakshasas; e os de natureza tamásica prestam culto às sombras e aos espíritos
elementares.
Os homens que praticam acerbas penitências, não prescritas nos
livros sagrados, estando por outro lado cheios de hipocrisia e egoísmo,
deixando-se arrastar pela violência de seus desejos e paixões;
Torturando em sua insensatez o conjunto de elementos do corpo, e
também a Mim, que nele resido, entenda que tais homens têm intenções demoníacas.
Os alimentos preferidos pelos homens, assim como os sacrifícios,
as penitências e as esmolas, são de três tipos, correspondentes às disposições
individuais. Ouve o que os distingue.
Os alimentos que fortalecem a vida, a energia, a saúde, a alegria
e o bem-estar; os que são saborosos, suaves, nutritivos e agradáveis são os
alimentos preferidos dos homens de temperamento sáttvico.
Os homens dotados de um temperamento rajásico preferem os
alimentos ácidos, amargos, salgados, picantes, muito quentes, áridos e
ardentes, que propiciam moléstias, dores e enfermidades.
Os alimentos passados, rançosos, corrompidos, insípidos, restos de
comida e pratos impuros são os preferidos pelos homens de temperamento tamásico.
O sacrifício oferecido segundo as prescrições da lei, sem esperança
de recompensas, na convicção de que tal ato é um dever, é de natureza sáttvica.
O sacrifício oferecido com intenção de obter favores, ou por
hipocrisia, ó melhor dos Bharatas, é um ato de índole rajásica.
O sacrifício que é oferecido de forma contrária à lei, sem fé, sem
distribuição de alimentos, recitação de textos sagrados, e sem o estipêndio do
sacerdote, é um ato de índole rajásica.
A veneração aos deuses, dvijas (nascidos duas vezes),
mestres espirituais e sábios; a pureza,
rectidão, castidade e mansidão constituem a ascese do corpo.”
v
Yoga da Libertação Total
Fala Krishna:
“Os sábios entendem por renúncia
“a abstenção das acções sugeridas pelo desejo”; e por abandono entendem “os que conhecem a renúncia ao fruto de todas as
acções”.
Afirmam alguns pensadores que toda ação deve ser abandonada como
um mal; enquanto outros declaram que não se podem abandonar os atos de sacrifício,
esmola e ascetismo.
Escuta, pois, ó príncipe dos Bharata, minhas conclusões acerca do abandono. Este é de três tipos, ó esforçado
guerreiro.
Não se deve abandonar os actos de sacrifício, esmola e ascetismo.
Tais obras devem ser praticadas, pois o sacrifício,
a esmola e o ascetismo são meios de purificação para o sábio.
Mas mesmo essas obras devem
ser executadas de forma desinteressada, sem o menor apego a ela ou a seus
frutos. Esta é, filho de Pritha, minha suprema e firme convicção.
Na verdade, não é justa nem conveniente a renúncia aos atos
obrigatórios. O abandono de tais atos, nascidos do erro, é de natureza tamásica.
Aquele que por temor a moléstias corporais abandona alguma obra
dizendo: "Isto é penoso", pratica um abandono de natureza rajásica, e
não se recolhe o fruto de tal abandono.
Se alguém pensando:
"Tal coisa deve ser feita", executa uma obra prescrita, sem se apegar
a ela ou a seu fruto, Arjuna, pratica um abandono sáttvico.
O homem sábio que livre de
toda dúvida, pratica o abandono sob a luz de uma mente inteiramente sáttvica, não
tem aversão às obras desagradáveis, nem apego às agradáveis.
Na verdade não é possível um ser encarnado abandonar completamente
a ação, mas quem abandona o fruto de suas obras é considerado um tyâgin
(renunciador).
Pode ser de três tipos o fruto da acção que, depois da morte, colhe
o homem que não pratica o abandono: bom, mau e misto. Mas não o recolhe em
parte alguma aquele que renuncia à acção.
Escuta agora, ó tu de braço
poderoso, meus ensinamentos sobre os cinco fatores que, segundo o sistema Samkhya, são necessários
para a consumação de todo ato:
O corpo, o agente, os
diversos órgãos, as múltiplas funções e em quinto lugar a intervenção divina.
Toda ação, justa ou injusta que o homem execute através do corpo,
da palavra ou do pensamento, tem por causa esses cinco fatores.
Assim, pois, aquele que, por falta de conhecimento, considera seu
Eu como único agente, tem a inteligência distorcida e não vê.
Aquele que está livre de egotismo e cujo entendimento não está ofuscado,
ainda que mate todos esses homens, não mata e não se prende a semelhante ação.
O conhecimento, o objecto cognoscível e o conhecedor constituem o
impulso para a acção. O órgão, a operação e o agente são os três elementos que
integram a acção.
O conhecimento, a obra e o agente são de três tipos,
correspondentes a cada uma das três qualidades. Ouve qual é a sua natureza.
Aquele conhecimento, graças
ao qual se percebe em todos os seres a mesma essência, única, imutável e
imperecível, indivisível no seio do divisível, é de natureza sáttvica.
Mas o conhecimento que vê apenas a multiplicidade das coisas em
sua existência distinta é um conhecimento de natureza rajásica.
O conhecimento tamásico se aplica a um objecto particular como se
fosse o todo; é um conhecimento mesquinho, desprovido de razão e alheio à realidade.
Uma ação obrigatória,
executada com desapego, sem prazer nem repugnância e sem expectativa de
recompensa, é chamada sáttvica.
Mas aquela que é levada a cabo com grande esforço pelo homem
ansioso pela satisfação de seus desejos, ou dominado pelo egotismo, é chamada
uma ação rajásica.
Aquela que, originada do erro, é empreendida sem que se considere
suas consequências, o dano ou o prejuízo que possa acarretar a outros, e sem
que se considere as próprias forças, é chamada uma acção tamásica.
O agente, livre de afecções
e egoísmo, dotado de firmeza e energia, que não é afetado pelo êxito nem pelo
fracasso, é um agente sáttvico.
O agente apegado, que aspira aos frutos de suas obras,
ambicioso, impuro e escravo da alegria e da tristeza, é um agente rajásico.
O que se mostra negligente, preguiçoso, torpe, teimoso, falso, malévolo,
desanimado e moroso, é um agente tamásico.
Há também três tipos de juízo
e de firmeza, correspondentes às três qualidades, conforme vou expor-te em
ordem e sem reserva, Oh Dhananjaya.
Aquele juízo que distingue
a ação e a inação, o que se deve e o que não se deve fazer, o temor e a
coragem, a escravidão e a libertação, é o juízo sáttvico.
Aquele através do qual o homem não distingue devidamente o bem e o
mal, o justo e o injusto, o que se deve e o que não se deve fazer, ó Partha, é um
juízo rajásico.
Aquele que, envolto em trevas, considera o mal como bem, o injusto
como justo e vê todas as coisas numa nuvem de concepções falsas, ó filho de
Pritha, é um juízo tamásico.
Sáttvica, ó Partha, é a firmeza através da qual se reprime a ação
do pensamento, dos alentos vitais e dos órgãos dos sentidos em inalterável
yoga.
Rajásica, no entanto, é a firmeza, graças à qual o homem se atém
aos deveres piedosos, ao prazer e às riquezas, movido pelo desejo da
recompensa, filho de Pritha.
É de natureza tamásica, ó Partha, a firmeza obstinada que mantém o
homem insensato imerso em letargia, temor, tristeza, abatimento e embriaguez.
Escuta agora de meus lábios, ilustre Bharata, o que se refere aos três tipos de prazer.
Aquele prazer, que é obtido
pela disciplina de si mesmo e que põe fim aos pesares do homem; aquele que de
início parece amargo veneno, mas que ao fim é como o néctar, sendo resultado da
placidez e do claro conhecimento do espírito, é um prazer sáttvico.
Aquele que, originado da relação dos sentidos com os objetos
sensíveis, é de início saboroso como o néctar, mas ao fim se transforma em
veneno amargo, é um prazer rajásico.
Aquele que tanto no início como ao final turva o ânimo e provoca
letargia, indolência e insensatez, é um prazer tamásico.
Nem na Terra, nem no céu entre os deuses, existe uma só criatura
que se ache isenta destas três qualidades, nascidas da natureza material.
Entre os brâmanes, kshatriyas, vaishyas e shudras, ó terror
de teus inimigos, foram distribuídos os karmas,
de acordo com as qualidades predominantes em suas respectivas naturezas.
Serenidade, domínio de si mesmo,
austeridade, pureza, paciência, rectidão, conhecimento e intuição espiritual, fé
nas coisas divinas, tal é o karma dos brâmanes.
Heroísmo, arrojo, firmeza, resolução, sagacidade, coragem no
combate, generosidade e domínio, tal é o karma
dos kshatriyas, de acordo com sua natureza.
A agricultura, o pastoreio e o comércio são o karma natural dos vaishyas. Finalmente, a servidão constitui o karma inerente aos shudras, originado de
sua própria natureza.
O homem que se aplica com prazer a seu próprio karma, qualquer que seja, alcança a
perfeição. Escuta como alcança a perfeição aquele que se atém a seu karma.
Venerando, através do cumprimento de seu próprio karma, Aquele de que emanaram todos os
seres e que preenche todo o universo, o homem alcança a perfeição.
Mais vale cumprir o dever
próprio, ainda que de modo imperfeito, do que o dever alheio, ainda que com
perfeição. Cumprindo o karma imposto por sua própria natureza, o homem não
incorre em pecado.
Ninguém deve recusar o karma
que lhe é inato, ainda que seja inferior, filho de Kunti, pois toda empresa está
rodeada de imperfeições, como a chama é envolvida pela fumaça
O homem cuja mente está livre
de todo apego, que se venceu a si próprio e em quem estão extintos os desejos,
chega através da renúncia à perfeição suprema da inacção.
Vou revelar-te em breves palavras, filho de Kunti como aquele que
conseguiu tal perfeição alcança a divindade, fim supremo do conhecimento.
Dotado de uma mente pura,
refreando- se com firmeza, isolado do ruído e dos demais objectos dos sentidos,
extirpando do peito o afecto e o ódio; frequentando paragens solitárias, sendo
frugal, dominando a palavra, o corpo e o pensamento, consagrando-se assiduamente
à Yoga da contemplação, fugindo de anseios e paixões; livre de egoísmo, violência,
orgulho, concupiscência, cólera e de sentimento de posse, vivendo com o ânimo tranquilo,
está pronto para unir-se a Brahma.
Unido a Brahma e mantendo o ânimo sereno, o homem cessa de gemer e
ansiar e mostrando-se igual a todas as criaturas, alcança a suprema devoção a
Mim.
Através dessa devoção,
ele me conhece em realidade: em minha verdadeira essência e em toda minha
grandeza. Desde que consiga conhecer-Me entra em mim.
Refugiado em Mim, ainda que
se aplique sem cessar a todo tipo de obras, chega, graças a Mim, à morada
eterna e imutável.
Renuncia, pois, mentalmente em Mim a todas as obras, concentra em
Mim todas as tuas aspirações e entrega-te à devoção do conhecimento, mantendo o
pensamento fixo em Mim.
Pensando em Mim, vencerás
por minha graça todo tipo de perigos e dificuldades. Mas se levado pelo orgulho
te recusares a ouvir minhas palavras, perder-te-ás irremissivelmente.
Se, confiando em ti mesmo, pensas "eu não lutarei", inútil
será tua resolução, pois a natureza irá obrigar-te a lutar.
Preso por teu karma,
nascido de tua própria natureza, filho de Kunti, farás exactamente o que te
obstinas em não fazer, ainda que contra tua vontade.
O Senhor, que mora no coração de todos os seres, Arjuna,
constrange-os, graças a seu poder de ilusão, a executar sua revolução, como se
estivessem presos a um disco giratório.
Dirige-te a Ele com toda a
alma, em busca de refúgio, ó descendente de Bharata, e por sua graça, obterás a
paz suprema e perdurável.
Com isso, dei-te a conhecer aquela sabedoria que é o mais recôndito
dos mistérios. Medita com vagar sobre ela e age como quiseres.
Mas escuta ainda minhas palavras supremas que contém o maior dos
mistérios. És meu amado e tens firmeza de ânimo, por isso quero revelar-te o
que resulta em teu bem.
Concentra em Mim teus
pensamentos, serve-me devotadamente, rende-me fervoroso culto, prostra-te
diante de Mim e virás a Mim. Eu te prometo, pois é meu amado.
Abandona toda prática religiosa e refugia-te em Mim somente. Não temas: Eu te libertarei de todos os
teus pecados.
Não reveles jamais estas minhas palavras ao homem sem devoção e
sem ascetismo, ao que se recusa a ouvir ou ao que me ultraja.
Mas aquele que revelar a meus devotos este supremo mistério,
servindo-me com esse acto de sublime devoção, sem dúvida virá até Mim.
Pois ninguém entre os mortais poderá oferecer-Me algo que
Me seja mais caro, nem nenhum outro homem na Terra será tão amado por Mim.
Quem se aplicar ao estudo de nosso santo diálogo, estará Me
oferecendo o sacrifício da sabedoria, tal é minha determinação.
E mesmo o homem que, cheio de fé, escutá-lo sem crítica ou
menosprezo, livre, encaminhar-se-á às regiões serenas e gloriosas dos justos.
Escutastes atentamente minhas palavras, filho de Pritha?
Desvaneceu-se tua confusão, nascida da ignorância, ó Dhananjaya?
Fala Arjuna:
Desvaneceu-se minha confusão.
Por Tua graça, Senhor Imortal, recebi a
iluminação. Estou firme, minhas dúvidas se dissiparam. Seguirei Teus preceitos.”

Pode ler mais descarregando
aqui
o livro “O Bhagavad Gita como ele é - A.
C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada ”.

Paz e Amor,
Curadora64
Copyright © Curadora64 All Rights Reserved. You may copy and redistribute this material so long as you do not alter it in any way, the content remains complete, and you include this copyright notice link:
Sem comentários:
Publicar um comentário