Há mais de 30 anos, na faculdade ainda, eu tinha um amigo muito especial
para mim. Ele confiava em mim e contava-me tudo… Soube de todas as suas
namoradas, de todos os seus problemas e isso era importante para nós os dois.
Eu nessa altura falava pouco, tal como agora atravessava uma crise existencial,
que não compreendia e precisava de estar sossegada. Mas a companhia dele
distraia-me e animava-me. Até que um dia ele fez um grande silêncio. Começou a
sentar-se ao pé de mim e não falava. Senti que havia algo importante mas
respeitei, para mim estava óptimo, eu queria era silêncio… J
Passado uns meses ele disse-me que se ia casar e falou-me
pela primeira vez do seu tesouro… Nunca mais me esqueci embora só agora atinja
todo o significado.
Tenho outros amigos chegados agora aos quais recomendo, sigam
a sabedoria do meu amigo da faculdade. Não se fala dos tesouros. Paulo Coelho
diz que é lá que está o nosso coração e esta frase vem na Bíblia. A Mãe de Deus
quando começou a ver as maravilhas que o seu menino fazia não as contou a
ninguém, guardou no seu coração.
Ao contarmos a alguém aquilo que é forte e poderoso torna-se
mais fraco. E perde-se…
Um parêntesis, nunca quis que ninguém me contasse a sua vida
quando faço o meu trabalho de vidente, se sou vidente não preciso...Apenas
preciso de apanhar a energia da pessoa, sem muitas palavras, apenas algumas.
Quando ajudo os meus alunos, é o mesmo, eu sei o que eles
precisam mesmo que seja doloroso, às vezes amoroso. Eu sinto e isto é a
Linguagem do Mundo, segundo Paulo Coelho ou a Terceira Linguagem, segundo Kryon.
Neste momento preciso de sossego e de reclusão e ainda não quis
escrever sobre o que se passa comigo… Nem sei se algum dia escreverei, se é o
meu tesouro, como posso falar dele?
Respeitem o vosso coração e se for bom guardem, se
considerarem mau transmutem ou não…a escolha é vossa, mas recolham-se porque é
um tempo de recolha e reflexão. Sei que já sentiram isto mas ainda não tinham
reflectido, pois não?
Conheço-vos… J
Paz e Amor
Curadora64
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2 comentários:
Cara amiga. Acho que entendo o que diz. É bem verdade que algumas coisas por muitas vezes parecem perder a força, e é um efeito que percebemos quando acontece.
Tem coisas que eu sinto que não devo contar a ninguém. Não é uma voz que diz verbalmente. É uma ideia clara, uma consciência de que aquilo fica comigo por enquanto. As vezes tempos depois vem outra ideia de contar aquilo para alguém, e é uma vontade consciente, que normalmente carrega a clareza do objetivo de contar.
Neste último caso traz um sentimento de autorrealização e alegria, uma certeza o que você contou fez muito bem ao outro e a você mesmo, contrário ao sentimento que é hesitante e carrega uma culpa do "não deveria ter falado, nem precisava".
Já me perguntei se isso poderia estar relacionado ao "motivo de contar" certas coisas. Não parece isso, concorda? Antes de contar, fazer algumas perguntas ao interior poderia ajudar a evitar essa perda: "Qual meu objetivo contando isso para o outro?" "Tenho a intenção de induzir a mudar a opinião do outro?" "Carrega algum sentimento ilusório?" "A intenção original é boa para pessoa que vou contar?" "Se eu não contasse traria algum problema pra mim ou para ela?" "Se contasse traria algo bom para essa pessoa?" ...
É desafiador administrar esses tesouros. Mas nessas perguntas crescemos também. Porque a resposta vem, mesmo que não seja no nosso tempo. E quando vem a gente dá aquele sorriso:"Entendi!!" rsrs
Com o tempo essas perguntas perdem totalmente a necessidade, porque entendemos a essência, que é só mesmo atenção a nossa "intenção real", sem ilusões escondidas por trás.
Grande abraço.
Eu não diria melhor... obrigada meu amigo. :) <3
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