Integração e
fusão com o divino na Meditação.
Na meditação
budista , o yogue visualiza a si mesmo criando a integração e a fusão com a
figura Divina que encarna virtudes e mais virtudes: amor incondicional,
compaixão ilimitada, sabedoria profunda e outras.
Depois de se
fundir à divindade, assim como o xamã em sua dança do poder animal, o yogue
procura falar e agir como ela.
Em outras
palavras, depois de se fundirem a seus aliados, o xamã e o yogue incorporam e
expressam suas qualidades.
A dança é muito
importante para o alinhamento com o divino – a Alma está “distraída” com a dança
e com a música.
A mente depois de
algum tempo vai ficando “anestesiada” e vazia e impregnada pela música “abre o
espaço” para o Divino, para o sagrado, para o despertar da semente do nosso vir
a ser; porém, aquele que tem o coração fechado para o Bem, não despertará a
semente de Deus.
Acredito que a
meditação e a visualização de um ser iluminado, Divino desperta a consciência da
semente Divina da Alma, do Espírito, Eu Superior e as qualidades inerentes a
um ser iluminado. O nosso vir a ser...
Quando meditamos com
a Alma, com a Divina Presença, estamos entrando no plano Divino Superior e a
ligação com nosso Alma nos leva no tempo da nossa evolução que pode acontecer
agora.
Realizamos “Ascensão”
e nos tornamos divinos, essa possibilidade a Alma busca através de éons.
Eu faço uma meditação
que me leva no tempo de 12003 e lá eu me encontro com o meu eu do futuro e sinto
a minha consciência expandir e fundir com o meu Eu iluminado do futuro.
Dharmadhannyael
Os tibetanos
consideram a divindade yoga como uma das mais poderosas e avançadas práticas de
seu grande repertório, o que indica o poder em potencial dessas
visualizações.
Acreditam na
sua eficácia a ponto de afirmar que, com a divindade yoga, o praticante pode se
tornar um Buda numa só vida e não em “três éons sem conta”. Seja qual for o
mecanismo, visualizar a si mesmo fundindo-se a uma figura poderosa e benevolente
é uma surpreendente fonte de poder.
Todas as
escolas de meditação dão destaque à visualização — uso de uma palavra ou imagem
dar foco à mente.
Isso tem um
motivo: ao visualizar alguma coisa, o meditador toca numa das maiores forças da
espécie humana, que tem na visão o seu meio dominante de
perceção.
O exame de
fósseis indica que muito antes do aparato anatômico para a linguagem falada ter
evoluído, os órgãos da visão já estavam desenvolvidos e que a comunicação visual
foi um importante instrumento de evolução para a espécie
humana.
Gestos e
posturas transmitiam mensagens como intenção pacífica, fome, desejos pessoais. A
sobrevivência dependia da capacidade de percebê-los e reconhecê-los. Como
resultado, uma grande parte do cérebro é dedicada a esse
sentido.
Qualquer coisa
que estimule essa parte do cérebro tem um efeito importante sobre nós e sobre
nosso comportamento.
Todos nós já
tivemos a experiência de reconhecer amigos a distância, só pela sua
constituição. E de nos abaixar instintivamente para nos desviar de alguma coisa
que passou raspando pela nossa cabeça.
Ao visualizar
alguma coisa, o meditador toca numa das maiores forças da espécie
humana.
Esse tipo de
reação rápida é um sinal de que a parte do cérebro dedicada à visão pode fazer
deduções e assumir o controle do corpo de um instante para o outro, dominando a
mente consciente muito antes que ela possa resistir ou registrar alguma
coisa.
Os olhos fazem
inferências sobre os objetos a partir da forma ou do contorno. Da mesma maneira,
o cérebro, sem se dar o trabalho de examinar de perto as diferenças, tende a
considerar como semelhantes as ideias, os conceitos e sentimentos de forma e
contorno semelhantes.
Faça uma pausa.
Limpe a mente, respirando fundo algumas vezes. Medite sobre a seguinte imagem:
um limão verdinho, de polpa brilhante, cortado pela metade. Agora medite sobre a
sensação de espremer na língua o suco ácido do
limão.
Se você chegou
a sentir o gosto do limão e se a sua boa se encheu de saliva, ou se você tremeu,
não fique alarmado. É assim que a maioria das pessoas reage ao exercício
acima.
E se o limão
não lhe provocar essa sensação, deve haver algum outro sabor que a provoca:
talvez o anis.
Seja como for,
agora você conhece o poder de uma forma especial de meditação, chamada
visualização.
Portanto, a
simples recriação de uma imagem mental (como o gosto do limão ou a lembrança de
uma humilhação) faz com que o cérebro reaja como se estivesse diante do objeto
real.
Esse fenômeno
explica, pelo menos em parte, a eficácia da fantasia e da afirmação, pois quando
imaginamos alguma coisa como verdadeira, parte da mente parece aceitá-la como
realidade.
Como escreveu
o Doutor Roger “A imagem mental é claramente capaz de substituir a perceção
real: os sujeitos fazem os mesmos julgamentos sobre objetos em sua ausência ou
em sua presença...”
É possível que
a visualização seja a forma mais antiga de meditação, anterior às mandalas, aos
mantras e às meditações silenciosas. É uma ferramenta fundamental da meditação,
adotada por quase todas as tradições.
Visualização de
Deus
Meditar sobre a
divindade é a base da mais antiga e universal forma de meditação. Está no âmago
das práticas de meditação budistas, cristãs, muçulmanas e
judaicas.
Nas sociedades
mais antigas, como a babilônica e a egípcia, meditava-se sobre a imagem da deusa
lshtar/Ísis em toda a sua glória.
Os protestantes
meditam sobre Cristo. Os católicos incluíram Maria. Os budistas visualizam os
Iluminados. Os muçulmanos meditam sobre Alá. Os seguidores de Zoroastro sobre
Zoroastro, os africanos sobre os seus Deuses e Deusas. Os nativos
norte-americanos sobre o Grande Espírito. Os hermetistas modernos e os
praticantes de Imagick meditam sobre as formas dos deuses e deusas
egípcios.
Muitas
mulheres contemporâneas estão entrando em contato com suas raízes meditando
sobre a Grande Mãe ou Deusa. Os africanos estão redescobrindo Xangô e outros
Orixás.
VISUALIZAÇÃO
Um
aspeto interessante a respeito da visualização é que ela lhe oferece a
oportunidade de visualizar inúmeras coisas relacionadas à sua necessidade, pois
não é apenas o seu objetivo que você deverá
visualizar.
O
segredo é que quanto mais claras forem suas ideias e significados a respeito
daquilo que você está fazendo, querendo, muito melhores serão os resultados de
sua
visualização.
Descrevemos
agora uma experiência que poderá ser-lhe muito útil:
Tente
agora visualizar, ou ao menos, pensar em algo concreto que você conhece, com por
exemplo, uma casa numa rua pela qual você costuma passar sempre, ou então, um
monumento famoso (O Cristo Redentor, ou a Torre de Pisa) de usa cidade ou que
você já tenha visto inúmeras vezes em fotos ou cartões postais, ou quem sabe,
uma serra, ou montanha da qual você particularmente se lembra.
É
importante que isso seja fácil de ser recordado, mesmo levando-se em conta que
nesse estágio do aprendizado você
ainda
não seja capaz de “vê-lo”.
Se
quiser refrescar a memória antes de tentar, uma foto ou um quadro contribuirão
muito para que a imagem visualizada seja clara.
Feche
os olhos e tente “vê-la” o mais claramente possível. Se, por acaso, nesse
estágio, você ainda não conseguir ver a imagem nos mínimos detalhes, sabemos que
você será capaz de, pelo menos, vislumbrar os seus
contornos.
De
qualquer forma, tente produzir uma imagem que não exceda a dimensões de uma
caixa de fósforos.
A
partir do instante em que você conseguir firmar um contorno, ou ao menos, ter
a sensação de estar perto do objeto que você está visualizando naquele
momento, que pode parecer estar diante dos seus olhos, ou então flutuando em
algum ponto dentro de sua cabeça.
Isso
agora não tem importância! Ainda com os olhos fechado, levante um dedo e
traga-o até você, tentando tocar o centro de seu quadro mental com ele.
Faça esta experiência como se você estivesse olhando um binóculo, ou num
telescópio e assim, ao tocar a lente com o dedo, você estaria manchando e
obstruindo a cena.
Você
deverá sentir a ponta do seu dedo tocando a sua testa. Onde? Geralmente na
área logo acima do nariz, entre as sobrancelhas.
Repita
a experiência, assegurando-se de que tocou o ponto certo, pressionando forte
o local com a ponta do dedo por cerca de trinta segundos, de tal maneira que
você ainda esteja consciente do ponto exato depois de ter retirado o
dedo.
Neste
momento, você acaba de fazer uma descoberta muito importante, Ao praticar a
visualização, segundo as várias técnicas descritas neste texto, você irá
descobrir que ficará muito mais fácil, conveniente e eficiente para você atingir
os seus objetivos, se desde o início você souber onde está “colocando” o seu
quadro.
Preste
atenção às pessoas ao seu redor, Toda vez que alguém tenta se lembrar de alguma
coisa, ou quando está tentando fazer uma operação matemática difícil de cabeça,
certamente você já reparou que as pessoas frequentemente levam os dedos à
testa!
É
certo também que a habilidade para visualizar não é a mesma em todas as pessoas.
Essa capacidade não é a mesma até mesmo numa pessoa em fases diferentes, ou em
diferentes estados de saúde.
Muitas
pessoas que, quando jovens, tinham o dom da visualização, depois de adultos
sentem que perderam grande parte dessa capacidade, quando não
toda.
Não
faça apenas que a mente racional quer, descubra os motivos pelos quais o novo
objeto deva ser preferido. Não basta tampouco que o novo objeto seja preferível
em virtudes de alguma lei espiritual. A natureza emocional, a motivação
interna deverá preferi-lo, senti-lo e vê-lo como o seu mais desejado e imediato
bem.
O
desejo move a vontade que a carência busca...
É
necessário que a personalidade esteja envolvida emocionalmente no processo,
alinhada com a Alma. A motivação emocional é importante para a concentração
mental.
Então,
ela conseguirá superar qualquer obstáculo – a nível material ou não material –
para ganhar, para obter aquele objeto, aquele bem.
Esta
verdade não se aplica apenas a algumas pessoas. Podemos afirmar que ela abrange
toda a natureza humana.
Ela
pode ser uma grande fraqueza (pois, na verdade, a mente racional não poderá nos
manter ligados àquilo que a natureza não deseja); como também poderá se
transformar em nosso maior trunfo, nossa força, a partir do instante em que
colocamos a natureza emocional à nossa disposição, a NOSSO
SERVIÇO.
A
natureza emocional pode mobilizar nossos instintos espirituais e alinhar nossa
Personalidade com a nossa Alma .
Quando
estamos com sede, não sossegamos enquanto não encontramos a
água.
Para
se obter sucesso na visualização simples (requisito preliminar indispensável
para a visualização criativa posterior), são necessárias três
qualidades:
RESOLUÇÃO
CONCENTRAÇÃO
PACIÊNCIA
São
essas as qualidades que as pessoas dizem não ter mais à medida que envelhecem,
embora essa teoria seja totalmente errada. Infelizmente, existem muitas pessoas
jovens, recém saídas dos bancos universitários, que já demonstram não ter mais
essas qualidades como antes.
Da
mesma forma, existem outras pessoas, beirando os oitenta anos que ainda mantêm
vivas e atuantes dentro de si essas mesmas
qualidades.
Sem
dúvida, a ELASTICIDADE, a FLEXIBILIDADE DA MENTE é uma das melhores receitas
para uma vida longa e feliz que o ser humano já
descobriu.
Geralmente,
a perda dos poderes mentais, por tantos
reclamada,
implica tão somente na relutância – inconsciente, ou na racionalidade
reativa:
Todavia,
a partir do instante em que a natureza emocional REALMENTE CAPTA o objetivo
sublime e PLENO DE VIDA da nova empreitada, mas é necessário convencer a
Personalidade, com o argumento que ela vai “lucrar” com o processo, e com o
INTERESSE VITAL temos A GRANDE VANTAGEM de se obter e se recuperar essas
faculdades mentais básica; e
serão afastadas definitivamente todas as objeções inconscientes, negatividade,
a timidez, as restrições, e a inércia.
Este
texto é resultado de uma pesquisa inspirado em vários autores, Prendice
Mulford, Vasant Lad e outros...
Este
texto está livre para divulgação desde que seja citada a fonte :

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