É
costume dizer-se que uma mudança nunca é pacífica, mas as mudanças são sempre
aquilo que nós queremos que sejam.
As
mudanças que estão a acontecer neste nosso planeta, de tão lentas, tornam-se
quase despercebidas e quase não damos conta das alterações sofridas.
E
simplesmente deixamos de acreditar que realmente alguma coisa esteja a mudar,
ou, quanto muito, mantemos as nossas dúvidas num ponto muito alto à espera que
aconteçam provas mais concretas.
Nunca
pensamos se não somos nós mesmos que estamos a atrasar todo este processo de
mudança.
Habituaram-nos
desde que nascemos que tínhamos de ser combativos e até agressivos se queríamos
vingar neste mundo hostil. E quantas vezes para amenizarem um pouco estes
conselhos não ouvimos que tínhamos de ser “agressivos mas no bom sentido”. Ora,
a agressividade só tem um sentido!
E com
estes ensinamentos estamos prontos a enfrentar o mundo. Começamos logo à
nascença, por termos de abrir as goelas e armarmos um tremendo berreiro sempre
que queremos uma mamada.
Depois
vem a escola e a luta para vencermos e sermos os melhores, seja como estudantes
ou como líderes de qualquer coisa. Passamos mais tarde a enfrentar o emprego,
as lutas travadas entre colegas, as intrigas e todo o mau ambiente que um
qualquer emprego sempre traz e que levamos para casa e espalhamos por toda a
família.
Estas
energias negativas convivem connosco todos os dias e são estas as energias que
nós transmitimos ao planeta.
Devíamos
parar para pensarmos um pouco de quem somos e o que estamos realmente a fazer,
pois por muito que digamos que estamos bem adiantados nas práticas espirituais e
que estejamos até convencidos que estamos no caminho certo para ascendermos a
uma dimensão mais alta, pois sentimos já nos nossos corpos aquelas vibrações tão
elevadas que nos deixam zonzos de todo, o certo é que nem tudo podemos estar a
fazer por este planeta e por esta humanidade.
Todos
sabemos já que tudo o que existe fora e dentro deste mundo é constituído por
átomos. Os átomos têm energia que se propaga para fora deles e preenchem todos
os espaços vazios do, ou dos Universos.
Não há
espaços ocos, vazios ou a existência de vácuo em todo o cosmos.
Esta
energia está presente em toda a parte e constitui o Todo, a Unidade.
Nós
somos esta energia e como tal, também fazemos parte deste Todo.
As
religiões muitas vezes falam que nós somos um só, mas não explicam que isso não
é apenas uma forma de retórica.
E no
entanto esta é uma realidade a que não podemos fugir nem desconhecer, pois
desconhecer isto é fugirmos de quem somos e do que somos.
Mas o
mal é que desconhecemos ou não nos lembramos nunca desta verdade no nosso dia-a-dia.
Constantemente
estamos a fugir de nós próprios e da nossa essência ao nos afastarmos do Todo.
Ou porque aquela pessoa é uma “chata” aborrecida que nos põe os nervos à flor
da pele, ou porque não nos apetece nesse dia estar com esta ou aquela pessoa,
ou pelas razões mais diversas, afastamo-nos sempre do Todo.
E
justificamos estas atitudes com a nossa necessidade de termos paz e sossego nas
nossas vidas. E isso é bem verdade!
Mas
vamos mais longe e pensemos nas consequências de tais atitudes.
Todos
nós somos constituídos por células que resultam da união dos átomos. Estas
células têm todas as mesmas características. Não há células boas e células más.
Todas são boas, mas todas são influenciadas pelo ambiente exterior a elas. Os
cientistas estão agora a chegar à conclusão que a hereditariedade não existe
senão nos primeiros tempos logo após o nascimento, pois as células que formam o
corpo do novo ser estiveram sujeitas ao contágio das células dos pais.
Mas a
partir daqui, tudo pode mudar.
Claro
que o mais normal será a criança seguir o mesmo estilo de vida dos pais e daí
aparecer com os mesmos defeitos ou virtudes.
Mas
esta característica das células faz-nos perceber que elas vão ser aquilo que o
exterior lhes vai comunicar. Segundo Lyne McTaggart, as mudanças epigenéticas e
a derradeira expressão ou o silenciamento de um gene ocorrem em resultado de
pressões ambientais, tais como a alimentação, a qualidade do ar que respiramos
e da água que bebemos, o clima emocional dentro da família, o estado das
relações, o nível de realização pessoal, o local onde vivemos, etc.
Ao nos
individualizarmos e nos afastarmos do relacionamento com as outras pessoas,
estamos a criar dentro de nós uma barreira contra o Todo ao qual pertencemos. E
a frase “todos somos um” passará a ser então uma simples frase sem qualquer
sentido. As nossas células vão acusar esta separação que lhes estamos a impor
pois elas são constituídas pelos átomos e pela energia que são Universais. Vão
captar mais e mais aquele ambiente fechado que lhes estamos a impor. Não se
podem expandir, melhorar com as experiências do Todo.
E aquelas
tais pessoas que nos aborrecem com as suas acusações e com os seus hábitos
agressivos? Devemos estar com elas?
Se o
não fizermos em termos de igualdade com aquelas pessoas de quem gostamos, então
estamo-nos a afastar do Todo, porque o Todo são os bons e os maus.
Ao
estarmos com estas pessoas, com o nosso exemplo, a nossa assiduidade, o nosso
interesse por elas, estamos a integrá-las no nosso círculo, no Todo.
Não há
rejeições, não há escolhas.
E se as
nossas células começam a captar o mau humor e a agressividade destas pessoas?
Até as doenças e as manias?
Não
captam, porque quando começarmos a praticar estas aproximações vamos começar a
armazenar dentro de nós e das nossas células uma tremenda força da natureza,
que tudo vence e que tudo agrega: o AMOR.
Pensemos
nisto e vamos, cada um de nós, dar o primeiro passo para nos juntarmos à
Unidade. Não esperemos que sejam os nossos inimigos a darem o primeiro passo, porque
podem não o fazer.
E
depois vejamos como rapidamente este planeta procede às mudanças que todos
queremos ver concretizadas. Custa tão pouco!
Curadora64
Copyright © Curadora64 All Rights Reserved. You may copy and redistribute this material so long as you do not alter it in any way, the content remains complete, and you include this copyright notice link:
http://auras-colours-numbers.blogspot.com/2013/08/lxv-nos-e-as-mudancas-no-mundo.html

Sem comentários:
Enviar um comentário