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quarta-feira, 4 de julho de 2018

O Inverno de Pyro





- A vida é boa… - refletia Pyro com os seus botões de avelã “novinhos em folha” enquanto descansava debaixo de uma bela e frondosa Eucária verde escura.

Apreciar os últimos raios de sol a partir do seu lugar favorito no Vale de Ló era, sem dúvida, um privilégio para poucos.

Ajeitou-se melhor na relva macia, entre as raízes da enorme árvore, suspirou e … caíram-lhe em cima uma data de folhas poeirentas, palhinha e penas. Desconsolado olhou para cima e viu a sua atarefada e loira irmã a fazer limpezas de outono.

Já há uns meses que Pyro tinha essa pequena e laboriosa companhia e se, por um lado, até gostava da minúscula e energética Sílfide[1], a sua alma de elemental do fogo[2] ansiava por um pouco de sossego.

Coisa que já não havia, ou havia pouco… Myra era dedicada demais ao trabalho de guardiã do bosque e a barafunda gerada pela sua “enorme” inexperiência era catastrófica.

-Enfim lá se foi o pôr-do-sol… - resmoneou Pyro entre dentes, sacudindo a roupa e elevando-se nos ares para verificar o que a animada Myra estava a aprontar desta vez.

-Ah! Estavas aí… - disse Myra enquanto soprava displicente o pó do lar aparentemente deserto da D. Coruja das Neves. – Esta malta emigra e deixa tudo sujo!

-Myra… - começou Pyro levantando uma sobrancelha – as corujas não emigram… - de repente estacou e falou com alguma urgência, agarrando no braço da irmã – Anda depressa daí!

Voou rapidamente para a frente da casca do Grande Carvalho, indiferente aos protestos da irmã. Quando estavam de frente ao tronco do velho Carvalho a casca abriu-se iluminando-se, por magia, entrando eles fechou-se de novo ficando tudo como se não tivesse acontecido nada.

-Myra senta-te que tenho de consultar o Grande Livro Dourado das entradas e saídas da Floresta. Estou a achar esquisita a ausência da D. Corujadas Neves. – disse Pyro olhando as páginas animadas de um livro de “auto-escrita” luminosa.

-Ah! Cá está! Última saída: D. Coruja das Neves, há dois dias precisamente, e … uma menina desconhecida (?!?!) – continuou Pyro muito admirado.

-Uma menina sorridente e boazinha, com um vestido branco, talvez… - disse baixinho Myra muito embaraçada, olhando para as unhas com súbito interesse.

- O quê!? Que sabes tu disto Myra?

- N…nada…- disse Myra hesitante, remexendo-se na cadeira pouco à vontade. – Eu vi uma menina assim há precisamente duas noites com uma lanterna acesa, ela procurava algo ou alguém…Porquê? – disse ela olhando-o com ar inocente.

- Myra… - respirou Pyro profundamente, procurando acalmar-se - Tu sabes que segundo o artigo 3402 dos Duendes, Fadas e Elfos quem entra na Floresta tem de ser vigiado por um duende sénior, ou seja, por “mim”. E agora? E se a menina roubou a D. Coruja das Neves?



Myra fazia pena de tão triste e preocupada que estava. Mas, de repente ficou toda iluminada e cheia de estrelinhas.

-Pyro vê aí no Livro se o Lobo Branco já se foi embora… Vi-o ontem enquanto voava sobre os pinheiros...

Pyro abafou uma exclamação de desânimo e folheou o livro mágico que mostrava uma entrada de um lobo branco sem a saída correspondente. O caso era mais complicado do que pensava mas já era de noite. As noites já eram frias e até parecia que estava a nevar…

-Amanhã temos de ver esse lobo branco – disse Pyro a Myra com a voz severa de irmão mais velho.

Myra dormiu mal e sonhou com o Lobo Branco a perguntar-lhe pela menina do vestido branco.

De manhã cedo nem quis saber do potinho de mel quente que Pyro lhe oferecia e voou pela floresta chamando pelo lobo.

No riacho viu o lobo que parando de beber olhou para ela com os olhos cor de âmbar inteligentes e meigos.

Myra reparou que ele tinha os mesmos olhos da Menina do vestido branco e perguntou se a conhecia. O lobo disse que sim, ele e a menina eram um só mas tinham sido separados pela Neve e pelo Frio e agora corriam mundo à procura um do outro.


Myra levou o lobo a Pyro e este recorreu à flauta mágica que tocada no tom certo chama qualquer animal da floresta.

A D. Coruja das neves apareceu acompanhada da Menina que reunida ao seu Lobo ficou muito feliz e agradecida aos dois irmãos voltando para a sua casa.

E Pyro aproveitou o inverno para fazer Myra aprender de uma vez por todas os 10 milhões de decretos que um duende, fada ou elfo que se preze tem de saber!

-Pyro, só não percebi uma coisa, disse a pequena sílfide timidamente… Porque é que a Menina escolheu a coruja para a ajudar?

-Myra, disse Pyro com um ar importante e sábio… Toda a gente sabe que a coruja é o animal mais sábio e o que melhor vê na floresta inteira… 




[1] Os Silfos (ou Sílfides) são um dos quatro seres elementais, os que controlam os poderes do ar. São comumente associados às fadas ou até mesmo aos anjos. Myra é uma Sílfide.
[2] Pyro é um elemental do fogo ou Salamandra e controla os poderes do fogo.

Paz e Amor
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"Se não existe vida fora da Terra, então o universo é um grande desperdício de espaço."- Carl Sagan
Posted by Auras, Cores e Números on Sábado, 29 de agosto de 2015

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