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Sarva Yoga - Yoga Holístico

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Guia através da Aura

domingo, 20 de agosto de 2017

O ego e as três qualidades da Matriz Primordial

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Quando evoluímos e nos dirigimos espiritualmente para a Luz do Eu Superior este brinda-nos com mais luz ainda e a nossa aura resplandece com tanta beleza e cor.

Quem não fica nada feliz é o ego que resolve dar-nos de presente a culpa e o medo - e a sensação de que está algo errado - em troca do desconforto que sente de estar a ser trocado pelo Mestre Divino.

Em cada subida de nível energético é fatal sentirmos essa emoção de desconforto e de inadequação. Pois regozijem-se em vez de se sentirem mal, pensem com justiça, que algo brilha mais forte e que o mal está a ser vencido.

Kryon, segundo Lee Carrol, diz isto frequentemente e todos os gurus falam nesta situação. Eu digo mais… é igual para todos até que o ego seja completamente submetido.

O maior problema dos nossos dias é que as pessoas começam a fazer serviço aos outros sem antes se curarem a si e de certo modo fazerem serviço a si mesmas e, pior que isso, sem antes renunciarem ao ego e o dominarem.

Acabam por sofrer muito e algumas desistem e fogem da espiritualidade pois têm receio e medo.

No entanto, a missão de alguns é evoluírem para depois ensinarem a outros, existindo assim uma vontade indomável de descobrir a Verdade e a sobrevivência/resiliência nas mais duras condições o que evita a desistência.

Agora sei que a combinação certa é alguma disciplina (um pouco de ascetismo e a renúncia total a certas vivências) e muita fé em Deus. Existe uma confiança cega em Deus que têm a supremacia em relação ao ego e a todas as dificuldades da vida. Daí vem uma Alegria interior que transborda para o Universo.

Mas o que se passa com a maioria das pessoas?

Antes disso temos de refletir em certos conceitos que a sabedoria Védica nos transmitiu ao longo de inúmeras gerações.

Prakriti é a matriz que contém todos os fenómenos possíveis. Segundo a noção de causalidade aceita pelo Samkhya, um efeito qualquer está contido em potencial na sua causa específica. Assim entende-se que, por exemplo o leite contenha em si a manteiga em forma latente, potencial. Entretanto, o leite sozinho não pode gerar manteiga: para que o efeito se manifeste é necessário um arranjo específico de causas compostas.

Seguindo este raciocínio a teoria do Samkhya conclui que todos os fenómenos manifestos devem ser efeitos de uma causa primordial, uma matriz de onde emanam todos os fenómenos possíveis. Esta matriz é chamada Prakriti. Para que possa ser efectivamente a causa primordial, é necessário que Prakriti não seja ela mesma manifesta, dado que qualquer manifestação da sua parte seria um fenómeno causado - efeito e não a verdadeira causa. Além disso, já que admite-se que os efeitos advenham de causas compostas, Prakriti também é composta por três qualidades chamadas Gunas.

Purusha significa pessoa, espírito ou homem. Como vimos, Prakriti é a fonte de todo fenómeno, o contém tudo que tem causas específicas, o que inclui o nosso próprio corpo, nosso ego, pensamentos e tudo o mais que é fenómeno. Logo a noção de Purusha não corresponde de maneira alguma à nossa consciência linguística ou mental de qualquer tipo. Tampouco está relacionada à alma no sentido cristão da palavra, dado que esta também tem causas específicas, sendo considerada por alguns como equivalente ao Atma nos Vedas.

O conceito mais preciso de Purusha pode ser apreendido através da noção de "observador". Purusha é a consciência que observa os fenómenos de Prakriti.

Uma alegoria esclarecedora é a do homem no teatro ou cinema: o espectador é o observador de um espectáculo desenrolando-se na sua frente, e pode eventualmente esquecer-se que é espectador, tamanha sua imersão na história à sua frente. Purusha e Prakriti são entidades distintas assim como actores e espectador, mas o espectador não reconhece sua verdadeira posição, ao invés disso identifica-se com a história. No entanto, a verdadeira consciência própria - Purusha - não se identifica com os fenómenos que testemunha. É somente o observador. O Ego (Ahamkara) é que se identifica erroneamente com o que se desenrola a sua frente.

Note-se que o sofrimento não é entendido como fruto de um pecado ou erro cósmico, e sim fruto do engano e da ignorância do ego, nunca do Purusha. O Purusha nunca se engana, somente observa e sabe de tudo. Daí decorre que a libertação do Samsara (roda do nascimento e morte) pode ser atingida por meio do conhecimento verdadeiro da natureza do Ser.

Falei anteriormente nas 3 gunas ou qualidades da Natureza ou Matriz Primordial (como Prakriti).

Elas são: sattva, rajas e tamas.

Sattva tem um carácter imaculado, é luminoso e isento do mal. Tem qualidades como a bondade, luz e harmonia. O seu fruto sem mácula é o do acto bem feito e dela nasce o Conhecimento. Quando no corpo a Luz do Conhecimento se produziu em todas as portas dos sentidos, sattva cresceu. É dominando rajas e tamas que sattva cresce. E quando isso acontece e morre o corpo, o portador deste chega aos mundos sem mácula que conhecem o Supremo.  A roda do Samsara foi extinta para este Ser.

Rajas cresce quando existe avidez, agitação e o desejo de certas acções e não-repouso nelas. Dela nasce a cobiça e o desejo. O fruto de Rajas é a dor. É dominando (e eliminando) sattva e tamas que rajas cresce. Quando o corpo morre nesta situação, a pessoa vai renascer entre aqueles que se entregam à Acção.

Tamas cresceu quando houve o eclipse de toda a Luz, a inactividade e a indolência imperam. A ignorância, a negligência e a desrazão procedem desta guna. O fruto de tamas é a ignorância e as trevas. Rajas e sattva foram eliminadas e quando o corpo morre a pessoa renasce entre as matrizes dos desatinados.

O que é preciso compreender

É importante analisarmos as nossas formas de agir e de “residir” na energia onde nos movemos e a partir daí procurarmos agir e viver mais sattvicamente.
Mas o mais importante é compreender que Existe Aquele que é estranho às 3 gunas e é a Esse que nos devemos ligar.

O ego e as suas armadilhas

Estas noções infelizmente não são muito compreensíveis à maioria das mentes ocidentais mas já a noção de ego é bastante comum e familiar.

O ego é importante para a nossa sobrevivência, foi ele que nos livrou de situações complicadas no passado. Hoje em dia quando começamos a evoluir e a fazer yoga, meditação, etc, a Luz invade-nos e o ego entra em pânico porque perde o controlo mas a algum nível nós não tomamos a atitude certa.

A algum nível nós compreendemos que somos únicos mas quando pensamos em ser espirituais pensamos sempre em ser igual àquela pessoa que conhecemos e faz isto e aquilo…

Isso nunca deve ser feito… é entrar em modo rajas (acção gerada pela inveja) com tamas (ignorância) à mistura… percebem agora?

O que deve ser feito é seguir a nossa vida o melhor possível e procurar fazer as acções prescritas, para as quais nascemos por karma, do modo mais luminoso possível. Nem todos nascemos para ser carpinteiros ou astrofísicos e ainda bem.

Se somos atraídos para o esoterismo não quer dizer que tenhamos capacidade para ser vidente mas pode ser por exemplo, que tenhamos capacidade para sermos uma boa mãe para os nossos filhos (o que até me parece mais importante).

Do mesmo modo não devemos abandonar o nosso cargo num banco se achamos que é materialista e já não se coaduna com a nossa evolução pessoal. Já pensaram ao contrário? Nós viemos trazer Luz à Matéria… só nós o podemos fazer.

Precisamos de mais infiltrados em locais onde haja pouca Luz para servirem de farol. É isso… parafraseando Kryon, mais uma vez, sejam um farol. E Gandhi, já agora:

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Sejam a Luz que querem ver no Mundo!

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Como é a pessoa que ultrapassou as 3 gunas e o ego?

A pessoa que permanece centrada em si mesma - enquanto observa as qualidades vê que elas estão em exercício - e assim sendo, é sempre firme e igual na tristeza como na felicidade, na desonra e na honra. E permanecendo em equilíbrio para ela todos e tudo são iguais: amigo ou inimigo, censura e louvor, agradável e desagradável. Fica também indiferente e renuncia a todo o empreendimento, abandonando rajas, mas sem a indolência e inércia, abandonando tamas, e abraçando a Luz da vida interior que se vai sobrepor a toda a vida material. Esta pessoa aceita a sua acção prescrita mas executa-a abandonando os seus frutos (karma), sejam bons ou maus. E é isto que a vai libertar da roda dos nascimentos.

Paz e Amor
Curadora64 

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Posted by Auras, Cores e Números on Sábado, 29 de agosto de 2015

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