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domingo, 27 de agosto de 2017

Como mudar os campos mórficos através da psiconáutica?

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“Como disse?” J

O nosso vocabulário ocidental no que diz respeito ao esoterismo e à espiritualidade não é assim tão reduzido. Estou mais animada, já pensava que tinha de usar só termos em sânscrito… rsrs

Um psiconauta é alguém que é literalmente um navegador da mente ou da alma; é uma pessoa que usa os estados alterados de consciência, intencionalmente induzidos, para investigar a própria mente e, possivelmente, encontrar respostas para questões espirituais através de experiências directas. Os psiconautas buscam explorar tradições místicas de religiões variadas, meditação, sonho lúcido e privação sensorial. Técnicas de yoga são aplicadas também.

Porque as técnicas que alteram a consciência podem ser perigosas se não se for cauteloso, os psiconautas geralmente preferem trabalhar sozinhos ou com uma pessoa de confiança. Sendo assim, eles têm aversão ao uso de estados alterados em meios sociais ou festas. Se forem responsáveis e genuínos evitam as drogas psicadélicas porque sabem que são perigosas e não fiáveis.

O objetivo de tais práticas respondem a questões sobre como a mente trabalha, melhoram um estado psicológico, respondem a questões existenciais ou espirituais, ou melhorar o desempenho cognitivo do dia-a-dia.

Já todos nós ouvimos falar num bom exemplo de ressonância mórfica

a teoria do centésimo macaco.

Era uma vez, duas ilhas tropicais, habitadas pela mesma espécie de macaco, mas sem qualquer contato perceptível entre si. Depois de várias tentativas e erros, um esperto símio da ilha "A" descobre uma maneira engenhosa de quebrar cocos, que lhe permite aproveitar melhor a água e a polpa. Ninguém jamais havia quebrado cocos dessa forma. Por imitação, o procedimento rapidamente se difunde entre os seus companheiros e logo uma população crítica de 99 macacos domina a nova metodologia. Quando o centésimo símio da ilha "A" aprende a técnica recém-descoberta, os macacos da ilha "B" começam espontaneamente a quebrar cocos da mesma maneira.

Não houve nenhuma comunicação convencional entre as duas populações: o conhecimento simplesmente se incorporou aos hábitos da espécie. Este é uma história fictícia, não um relato verdadeiro. Numa versão alternativa, em vez de quebrarem cocos, os macacos aprendem a lavar raízes antes de comê-las. De um modo ou de outro, porém, ela ilustra uma das mais ousadas e instigantes ideias científicas da atualidade: a hipótese dos "campos mórficos", proposta pelo biólogo inglês Rupert Sheldrake.

Segundo o cientista, os campos mórficos são estruturas que se estendem no espaço-tempo e moldam a forma e o comportamento de todos os sistemas do mundo material.

Átomos, moléculas, cristais, células, tecidos, órgãos, organismos, sociedades, ecossistemas, sistemas planetários, sistemas solares, galáxias: cada uma dessas entidades estaria associada a um campo mórfico específico. São eles que fazem com que um sistema seja um sistema, isto é, uma totalidade articulada e não um mero ajuntamento de partes.

Sua actuação é semelhante à dos campos magnéticos, da física. Quando colocamos uma folha de papel sobre um íman e espalhamos pó de ferro em cima dela, a limalha metálica distribui-se ao longo de linhas geometricamente precisas. Isso acontece porque o campo magnético do íman afecta toda a região à sua volta. Não podemos percebê-lo directamente, mas somos capazes de detectar sua presença por meio do efeito que ele produz, direccionando as partículas de ferro. De modo parecido, os campos mórficos distribuem-se imperceptivelmente pelo espaço-tempo, conectando todos os sistemas individuais que a eles estão associados.

Porém a analogia termina aqui. Porque, ao contrário dos campos físicos, os campos mórficos de Sheldrake não envolvem transmissão de energia. Por isso, sua intensidade não decai com o quadrado da distância, como ocorre, por exemplo, com os campos gravitacional e electromagnético. O que se transmite através deles é pura informação. É isso que nos mostra o exemplo dos macacos. Nele, o conhecimento adquirido por um conjunto de indivíduos agrega-se ao património colectivo, provocando um acréscimo de consciência que passa a ser compartilhado por toda a espécie.

Sheldrake explica que o DNA codifica a sequência dos aminoácidos que formam a proteína, mas são os campos mórficos que dão a forma e a organização das células, nos tecidos, nos órgãos e organismos como um todo; Campos estes que não são herdados quimicamente mas são determinados directamente pela “ressonância mórfica” de organismos anteriores da mesma espécie. 

Os Campos Mórficos não têm natureza fixa, evoluem, possuem uma espécie de memória interna, que depende dos processos de “ressonância mórfica”, ou seja, a influência do igual sobre o igual ao longo do tempo e do espaço.

Os campos mórficos e a filosofia esotérica

Nas palavras do próprio Sheldrake, num artigo editado na revista “The American Theosophist”, em 1982, podemos encontrar interessantes revelações:
“Alguns aspectos da “Hipótese da Causalidade Formativa” lembram elementos de vários sistemas tradicionais e ocultos: por exemplo, o conceito de corpo etérico, a existência de almas grupais de espécies animais, e a doutrina da gravação nos chamados arquivos do “Akasha”. Entretanto, isto é colocado como sendo estritamente uma hipótese de trabalho e, como tal, deverá ser justificada por testes empíricos. Mas se a evidência experimental vier a comprovar esta hipótese, então ela dará bases para uma nova ciência da vida, que irá muito para além da biologia limitada e mecânica de hoje em dia.”

W. Q. Judge, esoterista do século XIX, escreve no seu livro “Ecos do Oriente”:
“Provavelmente, em todo o campo do estudo teosófico não há nada mais interessante do que a luz astral. Entre os hindus ela é conhecida como “Akasha”, o que também pode ser traduzido por Éter. Eles dizem que todos os fenómenos maravilhosos dos yogues orientais são realizados pelo conhecimento das suas propriedades. Dizem também que a clarividência, a mediunidade, a vidência tal como é conhecida no mundo ocidental, só são possíveis por seu intermédio. Ela é o registo das nossas ações e pensamentos, o grande depósito de imagens da terra…” e mais à frente diz que, “é o grande agente final, ou dinamizador básico, cosmicamente falando, que não só faz crescer uma planta como também mantém os movimentos de sístole e diástole do coração humano.”

Corpo Forma

Não existe suficiente informação codificada no DNA para construir o plano genético básico do corpo. “O modo como é tecida uma estrutura tão elaborada e altamente organizada transformando-se em uma unidade, constitui um longo e persistente enigma”.
Tom Alexander, editor de ciência da revista Fortune

Dois cientistas de Yale, Harold Saxton Burr e S. C. Northrop, descobriram que todos os corpos possuem aquilo que denominaram “arquitecto eléctrico”. Após quatro anos de estudos sobre a investigação do desenvolvimento de salamandras e ratos, apresentaram os resultados na Academia de ciências dos Estados Unidos. Num texto publicado no New York Times (25 de Abril de 1939) podemos encontrar um interessante resumo dessas conclusões:

“Existe no corpo das coisas vivas um “arquitecto eléctrico”, que molda e dá forma aos indivíduos conforme um modelo específico e predeterminado, e que permanece dentro desse corpo, desde o estágio pré-embrionário até à morte… O indivíduo só morre depois de o “arquitecto eléctrico” dentro dele deixar de funcionar.”

“…Cada espécie animal, e muito provavelmente também os indivíduos dentro de cada espécie, têm o seu “campo elétrico” definido do mesmo modo que as linhas de força de um íman.
Esse “campo elétrico”, então, possuindo a sua própria forma, modela segundo a sua imagem todo o barro protoplasmático da vida que cai dentro da sua esfera de influência, materializando-se assim no corpo do ser vivo, como um escultor materializa a sua ideia na pedra.”

O arquitecto eléctrico ou corpo energético

É bastante interessante a denominação de “arquiteto elétrico” dado a esta força-forma, fazendo recordar algumas definições do corpo astral como sendo “elétrico e magnético”.

O corpo astral, da filosofia esotérica, é como uma espécie de molde do físico, não se encontra separado dele, mas interpenetra-o e sustenta-o. Sem este corpo-molde o corpo físico não pode conservar a sua coesão:

“Toda a solução da controvérsia entre a ciência profana e a ciência esotérica gira em torno da crença e da prova da existência de um corpo astral dentro do corpo físico, sendo o primeiro independente do segundo”.

“A alma interna da célula física – o “plasma espiritual” que domina o plasma germinal – é a chave que deve abrir um dia as portas daquela terra incógnita do biólogo, até agora considerada o mistério obscuro da Embriologia”

“O nascimento do corpo astral antes do corpo físico, sendo o primeiro um modelo do segundo”
HPB, D.S. Vol. III

“O corpo astral é feito de uma matéria muito subtil na sua textura, quando comparado com o corpo visível, e tem uma grande elasticidade, de modo que muda pouco durante o período de uma vida, enquanto o físico altera-se a cada momento…O astral é flexível, maleável, dilatável e forte. A matéria de que é composto é essencialmente elétrica e magnética…”
W. Q. Judge, “O Oceano da Teosofia”

Mentes contraídas e mentes expansivas

“Praticamente em todos os conhecimentos tradicionais do mundo vamos encontrar uma concepção da alma que não está confinada a habitar a cabeça, mas sim que anima e interliga-se com todo o corpo e com o que o rodeia. “Está vinculada com os antepassados; relacionada com a vida dos animais, das plantas, da Terra e dos Céus; pode sair do corpo em sonhos, em transe e na morte; e pode comunicar-se com um vasto reino de espíritos – dos antepassados, dos animais, dos espíritos da natureza, seres tais como os gnomos e as fadas, seres elementais, demónios, deuses e deusas, anjos e santos.”
(“Sete experiências que mudam a vida”, de Rupert Sheldrake).

Em contraste, a visão moderna, dominante no Ocidente, e iniciada por René Descartes no século XVII, nega a antiga ideia da mente como parte de uma alma mais extensa, que anima todo o corpo, para afirmar o corpo como uma máquina inanimada, como igualmente o são as plantas, os animais e todo o universo. Com esta perspectiva a alma foi-se contraindo: da natureza para o homem e daí contraiu-se a uma dimensão ainda mais pequena, a do cérebro. Esta mente contraída, que confina a alma ao cérebro, vê-a como um produto da mecânica cerebral. Todas as teorias científicas convencionais inserem-se no paradigma da mente contraída, afirma Sheldrake.

É interessante o conceito oposto, por exemplo da filosofia e medicina chinesa que confere uma relação entre os estados anímicos e os órgãos; o fígado à cólera, o coração à alegria, o estômago ao pensamento obsessivo, os pulmões à tristeza e os rins ao medo; tal como expressões que ainda hoje utilizamos, que relacionam a alma com as suas ligações ao corpo: “de todo o coração”, “não tens coração”, “ter maus fígados”, “tens que ter as orelhas vermelhas, pois estávamos a falar de ti”, etc.

É interessante verificarmos, segundo estudos de Jean Piaget sobre o desenvolvimento mental das crianças europeias, que é por volta dos dez ou onze anos que “aprendem o ponto de vista correto”, isto é, que os pensamentos se situam dentro da cabeça. Em contrapartida, antes desta idade, as crianças crêem que em sonhos viajam fora do corpo, que não estão separados do mundo vivente que os rodeia, mas sim que participam dele, que as palavras e pensamentos podem ter efeitos mágicos à distância. Estas crianças mostram um espírito animista, muito semelhante ao das culturas tradicionais de todo o mundo e que predominaram na nossa cultura até à revolução mecanicista e que ainda podemos encontrar nas tradições e ritos populares.

Jung foi, muito provavelmente, um dos maiores psicólogos modernos que melhor soube interpretar e descrever a alma. Ao falar-nos do inconsciente colectivo mostra a psique não confinada a mentes individuais, mas sim partilhada por todo o mundo. Esta concepção inclui uma espécie de memória colectiva na qual participam inconscientemente os indivíduos.

No seio de várias culturas e povos vamos encontrar esta relação do homem com a alma da natureza. Através do efeito de drogas, práticas xamânicas e técnicas de meditação orientais, o homem sempre procurou levar a sua alma a estados de interligação com a natureza ou outras entidades, animais, espíritos, etc.

Sheldrake realizou várias experiências controladas de um fenómeno, pelo qual certamente todos nós já passamos, o de sentirmos que somos observados pelas costas. Alternando entre momentos em que a pessoa era observada e momentos em que não o era, o indivíduo sujeito à experiência levantava o braço quando estava a ser observado. Os resultados foram surpreendentes. Com esta experiência Sheldrake procurou contribuir para a compreensão dessa mente expansiva que pode ligar-se com o meio circundante.

A Telepatia e os Campos Mórficos

Sobre este fenómeno, Judge, na obra já citada, diz o seguinte: “É correcto admitir-se que o pensamento pode ser transmitido de um cérebro a outro directamente, sem qualquer palavra. Mas como é que essa transferência pode ser realizada sem um instrumento? Esse instrumento é a própria luz astral (Éter). No mesmo momento em que o pensamento toma forma no cérebro ele é representado nessa luz astral, e dali poderá ser recebido por um outro cérebro que seja suficientemente sensível para recebê-lo intacto…” e acrescenta: “pode dizer-se que a luz astral está por toda a parte, interpenetrando todas as coisas, que possui um poder fotográfico, que capta imagens de pensamentos, ações, eventos, tons, sons, cores, e todas as coisas…”

Conclusões

Os campos mórficos comprometem-nos sobre o poder e influência de cada parte do universo, em que nenhum indivíduo é tão insignificante que não possa dar o seu contributo. Este novo paradigma implica novos valores: o humanismo, uma atitude e compromisso ecológico, uma visão transcendente do mundo e da vida e o apoio humanitário, no seu aspecto mais amplo, que é o de criar condições para o desenvolvimento do poder da individualidade que fará crescer a humanidade como um todo.

As conclusões finais são uma síntese dos caminhos que o próprio Sheldrake aponta como desafio a um novo olhar científico sobre a Vida:

– A investigação destes novos paradigmas poderia ajudar a ciência a abrir-se tanto no campo teórico como prático.

– Um maior sentido de vinculação entre toda a humanidade e o mundo que nos rodeia, mudando a perspetiva de que o ser humano tem o direito de conquistar e explorar indiscriminadamente a natureza, sem outra preocupação que não a dos seus interesses. Isto implicaria naturalmente grandes mudanças educacionais.

– Entender os poderes dos animais e dos humanos e os vínculos profundos que existem entre todos.

– Derrubar a convencional separação entre a mente e o corpo e entre o sujeito e o objecto, com grandes e profundas implicações a nível psicológico, médico, cultural e filosófico.

Judge, falando sobre as propriedades do Éter, diz: “Esta luz pode, portanto, ser impressa com imagens boas ou más, e elas ficam reflectidas na mente subconsciente de cada ser humano. Se nós enchemos a luz astral com imagens más… elas serão o nosso demónio destruidor, mas se, pelo exemplo de até mesmo alguns poucos homens e mulheres de bom coração, um tipo novo e mais puro de acontecimentos for gravado nesta tela eterna, a luz astral nos elevará ao nível do que é divino.”


E esta última frase responde à primeira pergunta e ao título deste artigo, não acham? J


Paz e Amor
Curadora64 

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Posted by Auras, Cores e Números on Sábado, 29 de agosto de 2015

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