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Curadora Sessenta e Quatro

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Algumas considerações sobre a visualização espontânea de auras

sábado, 20 de agosto de 2016

Crónicas do UM: A criação da geometria cósmica



ESTÂNCIA V

1. Os Sete Primordiais, os Sete Primeiros Sopros do Dragão de Sabedoria, produzem por sua vez o Torvelinho de Fogo com os seus Sagrados Sopros de Circulação giratória.

2. Dele fazem o Mensageiro de sua Vontade. O Dzyu [Dzyu é a expressão da Sabedoria colectiva dos Dhyani-Buddhas] converte-se em Fohat; o Filho veloz dos Filhos Divinos, cujos Filhos são os Lipika, leva mensagens circulares. Fohat é o Corcel, e o Pensamento, o Cavaleiro. Ele passa como um raio através de nuvens de fogo; dá Três, Cinco e Sete Passos através das Sete Regiões Superiores e das Sete Inferiores. Ergue a sua Voz para chamar as Centelhas inumeráveis e as reúne.

3. Ele é o seu condutor, o espírito que as guia. Ao iniciar a sua obra, separa as Centelhas do Reino Inferior, que se agitam e vibram de alegria em suas radiantes moradas, e com elas forma os Germes das Rodas. Colocando-as nas Seis Direções do Espaço, deixa uma no Centro: a Roda Central.

4. Fohat traça linhas espirais para unir a Sexta à Sétima — a Coroa. Um Exército dos Filhos da Luz situa-se em cada um dos ângulos; os Lipika ficam na Roda Central. Dizem eles: "Isto é bom." O primeiro Mundo Divino está pronto; o Primeiro, o Segundo. Então o "Divino Arûpa" se reflete no Chhâyâ Loka, a Primeira Veste de Anupâdaka.

5. Fohat dá cinco passos, e constrói uma roda alada em cada um dos ângulos do quadrado para os Quatro Santos... e seus Exércitos.

6. Os Lipika circunscrevem o Triângulo, o Primeiro Um, o Cubo, o Segundo Um e o Pentágono dentro do Ovo. É o Anel chamado "Não Pássaras", para os que descem e sobem; para os que, durante o Kalpa, estão marchando para o Grande Dia "Sê Connosco"... Assim foram formados os Arûpa e os Rûpa: da Luz Única, Sete Luzes; de cada uma das Sete, sete vezes Sete Luzes. As Rodas velam pelo Anel...

Pág. 146 Doutrina Secreta vol.I

Os sete Seres primordiais criaram o fogo cósmico e imprimiram-lhe um movimento circular centrífugo. (como a espiral de uma galáxia).

Criou-se o triângulo, o pentagrama (símbolo do Homem) e com o 7 construíram uma roda de 6 raios nos ângulos dos quais se posicionaram os Filhos da Luz...


Através deste anel/roda os Filhos da Luz regulam a ordem do universo...

ESTÂNCIA IV

1. ...Escutai, ó Filhos da Terra. Escutai os vossos Instrutores, os Filhos do Fogo.
Sabei: não há nem primeiro nem último; porque tudo é Um Número que procede do Não-Número.

2. Aprendei o que nós, que descendemos dos Sete Primeiros, nós, que nascemos da Chama Primitiva, temos aprendido de nossos Pais...

3. Do Resplendor da Luz — o Raio das Trevas Eternas — surgem no Espaço as Energias despertadas de novo; o Um do Ovo, o Seis e o Cinco. Depois o Três, o Um, o Quatro, o Um, o Cinco, o duplo Sete, a Soma Total. E estas são as Essências, as Chamas, os Construtores, os Números, os Arûpa, os Rûpa e a Força ou o Homem Divino, a Soma Total. E do Homem Divino, a Soma Total. E do Homem Divino emanaram as Formas, as Centelhas, os Animais Sagrados e os Mensageiros dos Sagrados Pais dentro do Santo Quatro.

4. Este foi o Exército da Voz, a Divina Mãe dos Sete. As Centelhas dos Sete são os súbditos e os servidores do Primeiro, do Segundo, do Terceiro, do Quarto, do Quinto, do Sexto e do Sétimo dos Sete. Estas Centelhas são chamadas Esferas, Triângulos, Cubos, Linhas e Modeladores; porque deste modo se conserva o Eterno Nidâna — o Oi-Ha-Hou.

5. O Oi-Ha-Hou — as Trevas, o Sem Limites, ou o Não-Número, Âdi-Nidâna, Svabhâvat,  

I. O Âdi-Sanat, o Número; porque ele é Um.

II. A Voz da Palavra, Svabhâvat, os Números; porque ele é Um e Nove.

III. O "Quadrado sem Forma". E estes Três, encerrados no , são o Quatro Sagrado; e os Dez são o Universo Arûpa [sem forma]. Depois vêm os Filhos, os Sete Combatentes, o Um, o Oitavo excluído, e seu Sopro, que é o Artífice da Luz.

6. ...Em seguida, os Segundos Sete, que são os Lipika, produzidos pelos Três.
O Filho excluído é Um. Os "Filhos-Sóis" são inumeráveis.

idem Pág. 146

A primeira figura é um disco simples:  . A segunda é um disco com um ponto no centro,  , um símbolo arcaico que representa a primeira diferenciação nas manifestações periódicas da Natureza eterna, sem sexo e infinita, ou o Espaço potencial no Espaço abstracto. Na terceira fase, o ponto se transforma em um diâmetro,  é o símbolo da Mãe-Natureza, divina e imaculada, no Infinito absoluto, que abrange todas as coisas. Quando o diâmetro horizontal se cruza com um vertical, , o símbolo se converte na cruz do mundo.
A humanidade alcançou sua Terceira Raça-Raiz: é o signo do começo da vida humana. Quando a circunferência desaparece, ficando apenas a cruz, , este signo representa a queda do homem na matéria, começando então a Quarta Raça. A Cruz inscrita no círculo simboliza o Panteísmo puro; suprimido o círculo, passa a ser um símbolo fálico. Tinha o mesmo significado, afora outros especiais, que o Tau inscrito no círculo, , ou que o martelo de Thor, a chamada cruz Jaina, ou simplesmente Suástica, dentro de um círculo  .

Por meio do terceiro símbolo — o círculo dividido em dois pelo diâmetro horizontal - se dava a entender a primeira manifestação da Natureza criadora, ainda passiva (porque feminina). A primeira percepção vaga que o homem tem da procriação é feminina, pois o homem conhece mais de perto a mãe que o pai. As divindades femininas eram, por isso, mais sagradas que as masculinas.

A Natureza é, portanto, feminina, e até certo ponto objectiva e tangível; e o Princípio espiritual que a fecunda permanece oculto. Acrescentando uma linha perpendicular ao diâmetro horizontal formou-se o Tau — — a mais antiga forma desta letra. – Este foi o símbolo da Terceira Raça-Raiz até o dia de sua queda simbólica, ou seja, a separação dos sexos por evolução natural; então a figura passou a   , ou a vida assexual modificada e dividida — um duplo signo ou hieróglifo. Com as sub-raças de nossa Quinta Raça, veio a ser em simbologia o Sacr', e em hebreu o N'cabvah, das Raças primitivamente formadas; transformou-se depois no emblema egípcio da vida,  , e, mais tarde ainda, no signo de Vénus . A seguir vem a Suástica (o martelo de Thor,  ou a Cruz Hermética atual), separada completamente do círculo e, portanto, fálica. O símbolo esotérico do Kali Yuga é a estrela de cinco pontas invertida, isto é, com duas pontas viradas para cima (cornos),  - signo da feitiçaria humana - posição que todo Ocultista reconhecerá como pertencente à "mão esquerda", e empregada na magia cerimonial [feiticeiros negros]. 

idem Pág.115
Ao passo que o símbolo do homem é  o pentagrama, associado ao número 5.


O símbolo do Cronos [tempo] pré-genético a cruz inscrita no círculo , que denominam "a União da Rosa e da Cruz", o grande mistério da geração oculta, de onde provém o nome Rosa-cruz (Rosa Cruz)!  

idem Pág.132


Vê-se aqui novamente que, astronomicamente, o Anel "Não Pássaras", traçado pelos Lipika em torno do "Triângulo, do Primeiro Um, do Cubo, do Segundo Um e do Pentágono", circunscrevendo estas figuras, contém os símbolos de 31415, ou seja, o coeficiente usado constantemente em matemática para exprimir o valor de Π (pi), substituídos os algarismos pelas figuras geométricas. 

idem Pág.282

"O Três, o Um, o Quatro, o Um, o Cinco", ou duas vezes sete no total, representam 31415, a Hierarquia numérica dos Dhyân Chohans de diversas ordens, e do mundo interior ou circunscrito. Esse número, colocado na fronteira do grande Círculo "Não Pássaras" (chamado também Dhyânipâsha, a "Corda dos Anjos", a "Corda" que separa o Cosmos fenomenal do numênico, e que não se acha dentro do limite de percepção de nossa consciência objectiva actual), esse número, quando não ampliado por permutação ou expansão, é sempre 31415, anagramática e cabalisticamente; sendo ao mesmo tempo o número do círculo e o da mística Suástica, outra vez o "Duplo Sete" — pois, seja qual for o sentido em que se contem as duas combinações de algarismos, adicionando-se um após outro, a partir da direita ou da esquerda, o total é sempre quatorze. Matematicamente, representam a fórmula bem conhecida de que a razão do diâmetro para a circunferência do círculo é igual à de 1 para 3,1415, ou seja, o valor de Π(pi), como se chama. Essa disposição dos algarismos deve ter o mesmo significado, uma vez que 1:3,14159 e também 1:3,1415927 são fórmulas empregadas nos cálculos secretos para exprimir os vários ciclos e idades do "Primogénito", ou 311.040.000.000.000 com fracções, e dão o mesmo resultado 13.415 por um processo que não nos cabe expor agora.

Assim, enquanto no mundo metafísico o Círculo com o Ponto Central carece de número, sendo chamado Anupâdaka (sem pai e sem número), porque transcende todo cálculo; no mundo manifestado, o Ovo ou Círculo do Mundo acha-se circunscrito dentro dos grupos que se chamam a Linha, o Triângulo, o Pentágono, a Segunda Linha e o Quadrado (ou 13514); e quando o Ponto gerou uma Linha, convertendo-se em um diâmetro, que representa o Logos andrógino, então os algarismos ficam sendo 31415, ou seja, um triângulo, uma linha, um quadrado, outra linha e um pentágono. "Quando o Filho se separa da Mãe, torna-se o Pai", representando o diâmetro a Natureza, ou o princípio feminino. Assim, está escrito: "No Mundo do Ser, o Ponto faz a Linha frutificar — a Matriz Virgem do Cosmos (o zero em forma de ovo) — e a Mãe imaculada dá nascimento à forma que combina todas as formas." Prajâpati é chamado o primeiro varão procriador e "o marido de sua Mãe". Temos aqui a chave para todos os "Divinos Filhos" de "Mães Imaculadas" que surgiram posteriormente; e a ideia está claramente confirmada pelo facto significativo de que Ana, o nome da Mãe da Virgem Maria — que dela teria nascido de forma imaculada, segundo o dogma actual da Igreja Católica Romana ("Maria concebida sem pecado") — tem sua origem na Ana Caldéia, palavra que significa Céu, ou Luz Astral, Anima Mundi, de onde provém Anaítia, Devi-Durgâ, a esposa de Shiva, que é também chamada Annapurna e Kanyâ, a Virgem, e cujo nome esotérico, Umâ-Kanyâ, quer dizer a "Virgem de Luz", a Luz Astral em um de seus múltiplos aspectos. 

idem Pág. 225


Paz e Amor
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