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quinta-feira, 21 de julho de 2016

Antoine Saint-Exupéry - mini biografia


Antoine Saint-Exupéry foi um escritor, poeta, ilustrador e aviador francês.

Nasceu em Lyon a 29 de junho de 1900 e desapareceu no Mediterrâneo, perto de Marselha, em 31 de julho 1944. O seu corpo nunca foi resgatado, embora tenham encontrado destroços do seu avião, em 2004, a poucos km da costa de Marselha.

Era terceiro filho do conde Jean Saint-Exupéry e da condessa Marie Foscolombe, de seu nome completo Antoine-Jean-Baptiste-Marie-Roger Foscolombe de Saint-Exupéry.

Ficou órfão de pai, executivo de uma empresa de seguros e vítima de apoplexia, aos 4 anos de idade. O que levou a que a família se mudasse de Lyon para Mans, para o castelo de Saint Maurice de Rémens, quando Saint-Exupéry tinha apenas 9 anos de idade.

Era o único homem numa família com inúmeras tias, irmãs e primas. Neste universo feminino, no qual a sua mãe, senhora de uma sensibilidade artística, não terá sido a menos influente, viveu Saint- Exupéry, até ir estudar nos colégios jesuítas de Montgré e Le Mans. E também, na Suíça, entre os anos de 1915 e 1917, num colégio interno dirigido por padres Maristas, em Fribourg. Após ter sido reprovado no exame de admissão à universidade, ingressou na Escola de Belas-Artes como estudante de Arquitetura.

Em 1921 apresentou-se para cumprimento do serviço militar, às ordens do Segundo Regimento de Caçadores.
Como já tinha tido uma experiência precoce com a aviação, na adolescência, foi enviado para Estrasburgo a fim de receber treino como piloto. Fez o seu primeiro voo desacompanhado a 9 de julho de 1921 e, no ano seguinte, com a obtenção do brevet, recebeu uma proposta de adesão à Força Aérea Francesa. Recusou, e decidiu estabelecer-se em Paris, trabalhando num escritório e escrevendo em simultâneo, planeando casar-se com a romancista aristocrata Louise de Vilmorin.

Depois de numerosos empregos, entre eles guarda–livros e caixeiro-viajante, ficou destroçado ao ver romper-se o noivado, e decidiu retomar a sua carreira na aviação civil na companhia Latécoère, tirando o brevet de piloto civil em Rabat em 1926.

Nesta altura, a aviação postal fazia concorrência ao correio por via marítima e férrea e Saint-Exupéry em 1927, passou a pertencer à Compagnie générale aéropostale, sendo pioneiro numa profissão tão arriscada como a de piloto de linha.

Os seus primeiros livros, L'Aviateur (O aviador) – 1926, Courrier sud (Correio do Sul) – 1929, Vol de nuit (Voo Noturno) – 1931 foram já escritos ao serviço desta companhia e relatam a sua experiência fazendo o circuito França – norte de África (Marrocos).

Quando escreveu L'Aviateur para a revista literária Le Navire d'Argent, escreveu também sobre a sua relação amorosa fracassada com Louise de Vilmorin.

Na época em que escreveu Courrier sud, de 1927 até 1929 chefiou o posto de Cap Juby, no sul de Marrocos. Todas as suas experiências, como piloto e dotes diplomáticos, foram utilizadas para negociar com tribos berberes a libertação de pilotos de linha caídos no deserto e feitos prisioneiros durante a insurreição marroquina.

Em 1929, no mesmo ano em que assinou contrato com a editora francesa Gallimard para a publicação de sete romances, foi nomeado diretor da Aeroposta Argentina, com a incumbência de criar a linha aérea da Patagónia.

Vol de Nuit, que relata o conturbado voo final de um piloto do correio na Patagónia, Argentina, foi adaptado ao cinema em 1933, depois de ser bestseller.

Casou-se em 1931 com Consuelo Suncín-Sandoval Zeceña, uma escritora, ilustradora e ex-jornalista salvadorenha que conheceu em Buenos Aires, nesta época. Consuelo era uma viúva muito rica e jovem de um diplomata guatemalteco quando pediu a nacionalidade argentina em 1925. Casamento conturbado, devido sobretudo a infidelidades de Saint-Exupéry, mas que durou até ao final da sua vida.

Foi Consuelo que o convenceu a escrever Vol de Nuit depois de receber uma carta com 26 páginas a contar o drama do piloto na Patagónia. 

Foi a Consuelo que Saint-Exupéry dedicou o personagem da Rosa em o Principezinho. Consuelo, por sua vez, escreveu as suas memórias com Saint-Exupéry em 1946 intituladas Mémoires de la Rose. No entanto só foram publicadas pelo seu herdeiro, em 1999, vários anos depois da sua morte que ocorreu em 1979.

Entre 1931 e 1938 fracassou em bater os records de velocidade nos raids entre Paris e Saigão e entre Nova Iorque e a Terra do Fogo, na Argentina.

Sofreu vários acidentes aéreos sendo o mais grave em 1934 (Guatemala) durante o raid Nova Iorque-Terra do Fogo. Neste ano prometeu a Consuelo não voar mais. Devido a remorsos de não cumprir esta promessa, mais tarde em Nova Iorque, desenvolveu a partir deste incidente o tema do Pequeno Príncipe em que Saint-Exupéry, o piloto que teve a panne fala com a sua própria Anima: - Porque abandonaste a tua Rosa, que é tão bela?

A imobilização, devido ao acidente em 1934, levou-o a escrever suas memórias de piloto e, em 1939, publicou Terra dos Homens, vencendo o Grande Prémio da Academia Francesa e ainda o National Book Award nos Estados Unidos.

Saint-Exupéry desesperou-se pela humilhação de seu país durante a Segunda Guerra. 

Exilou-se, nos últimos anos em Nova Iorque e criou o Le Petit Prince, ilustrando-o e vendo-o publicado em 1943. Quando os EUA entraram na 2ª Guerra Mundial, Saint – Exupéry alistou-se como piloto de Guerra, quase no limite da idade, combatendo no Norte de África até à sua morte.

O último livro, a Cidadela, ainda incompleto, foi publicação póstuma em 1948. Segundo Consuelo diz numa entrevista dos arquivos da Rádio Canadá, este livro contém tudo aquilo que Saint-Exupéry descobriu sobre a vida, sendo uma espécie de legado espiritual à humanidade.

Escritor que se caracteriza por um profundo humanismo que toca o coração de leitores de todas as idades. O maior exemplo disso é o seu mais famoso livro, o pequeno príncipe, que é descrito como uma fábula para adultos em que Saint-Exupéry apela para o retorno aquilo que é essencial.


Como diz o pequeno príncipe: - O essencial é visto com o Coração. A mensagem de Saint-Exupéry vive em cada um de nós, tornando-o um escritor imortal.

Paz e Amor
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