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sábado, 9 de abril de 2016

SOCRATES, PROVA O PERIGO DA MEDIUNIDADE DESTREINADA

 
 
Os hierofantes e alguns brâmanes foram acusados de terem administrado bebidas fortes ou anestésicos aos seus epoptai para produzir visões que eles deveriam considerar como realidades. Eles se serviram e ainda se servem de beberagens sagradas que, como o Soma, possuem a propriedade de liberar a forma astral dos laços da matéria; mas nessas visões há muito pouco que se possa atribuir à alucinação, como nos vislumbres que o cientista, com ajuda do seu instrumento ótico, consegue do mundo microscópio. Um homem não pode perceber, tocar e conversar com o espírito puro por meio de nenhum dos seus sentidos corporais. Só um espírito pode conversar com um espírito e vê-lo; e mesmo a nossa alma astral, o Doppelgänger, é muito grosseira, muito tingida pela matéria terrena para que confiemos inteiramente em suas percepções e insinuações.
O caso de Sócrates nos prova o perigo da mediunidade destreinada e como os sábios antigos, que o haviam compreendido, tinham razão em tomar suas precauções a esse respeito. O velho filósofo grego era um "médium"; em consequência, nunca fora iniciado nos mistérios, pois essa era a lei rigorosa. Mas ele possuía o seu "espírito familiar", como se dizia, o seu daimonion, e este conselheiro invisível tornou-se a causa de sua morte.
 
Acredita-se geralmente que, se ele não foi iniciado nos mistérios, é por que ele mesmo não o quis. Mas os Anais secretos nos informam que foi porque ele não podia ser admitido aos ritos sagrados, e isso, precisamente, por causa da sua mediunidade. Havia uma lei contra a admissão não só daqueles que se sabia praticavam a feitiçaria, mas também daqueles que se acreditava possuírem um "espírito familiar".
 
A lei era justa e lógica, porque um médium genuíno é mais ou menos irresponsável; e as excentricidades de Sócrates se explicam, de certa maneira, por este fato. Um médium deve ser passivo; e se ele tem uma fé cega no seu "espírito-guia", permitirá que este o domine, em vez de ser dominado pelas regras do santuário. Um médium dos tempos antigos, como o "médium" moderno, estava sujeito a entrar em transe sob dependência da vontade do "poder" que o controlava; assim, não se podia confiar a ele os terríveis segredos da iniciação final, "que não deveriam ser revelados, sob pena de morte". O velho sábio, em momentos descuidados de "inspiração espiritual", revelou aquilo que nunca havia aprendido e, assim, foi condenado à morte como ateu.
Como, então é possível, tomando-se exemplos de Sócrates, em relação às visões e às maravilhas dos opoptai do Templo Interior, afirmar que esses videntes, teurgos e taumaturgos fossem todos eles "espíritos-médium". Nem Pitágoras, Platão ou qualquer um dos últimos neoplatônicos mais importantes; nem Jâmblico, Longino, Próculo ou Apolónio de Tiana - nenhum deles foi médium; se o fossem, não teriam sido admitido nos mistérios, Taylor diz que "A afirmação das visões divinas nos mistérios está claramente confirmada por Plotino. E em suma, aquela evocação mágica formava uma parte do ofício sacerdotal dos mistérios e essa era a crença universal de toda a Antiguidade muito tempo antes dos primeiros platônicos" - tudo isto prova que, além da "mediunidade" natural existia, desde o começo dos tempos, uma ciência misteriosa, discutida por muitos, mas só conhecida por poucos.
O uso dessa ciência comporta o desejo de reintegrar nosso único e verdadeiro lar - o pós-vida, e o desejo de uma união mais íntima com nosso espírito; o seu abuso é a bruxaria, a feitiçaria, a magia negra. Entre as duas está colocada a "mediunidade" natural; uma alma revestida de matéria imperfeita, um agente apropriado para uma ou para a outra e inteiramente dependente do ambiente da vida, da hereditariedade constitucional - tanto física quanto mental - e da natureza dos "espíritos" que atrai para si. Uma bênção ou uma maldição, conforme o caso, a menos que o médium seja purificado do lixo terrestre.

A razão pela qual, em todas as épocas, muito pouco se sabe a respeito dos mistérios da iniciação é dupla. A primeira já foi explicada por mais de um autor e repousa na terrível penalidade que se seguia à menor indiscrição. A segunda corresponde às dificuldades sobre-humanas, aos perigos que o candidato corajoso dos tempos antigos tinha de enfrentar, e vencer ou morrer na tentativa, quando, o que é ainda pior, ele não perdia sua razão. Não havia perigo real para aquele cuja mente se tivesse espiritualizado completamente e que, desta maneira, estivesse preparado para as visões mais terríveis. Aquele que reconhecia o poder de seu espírito imortal e nunca duvidava em nenhum momento da sua proteção onipotente, nada tinha a temer. Mas infeliz do candidato em quem o menor temor físico - filho doentio da matéria o fizesse perder a visão da fé em sua própria invulnerabilidade. Aquele que não confiava totalmente em sua aptidão moral para aceitar o peso desses segredos extraordinários era condenado.
O Talmude conta a história dos quatro Tannaim, que, em termos alegóricos, deviam entrar no jardim de delícias, isto é, ser iniciados na ciência oculta e final.

"De acordo com os ensinamentos dos nossos santos mestres, os nomes dos quatro que entraram no jardim de delícias são Ben Asai, Ben Zoma, Aher e Rabbi A'qîbah (...)
"Ben Asai olhou e - perdeu a visão.
"Ben Zoma olhou e - perdeu a razão.
"Aher cometeu depredações na plantação" [misturou tudo e falhou]. "Mas Aîbah, que entrara em paz, saiu dali em paz, pois o santo cujo nome seja abençoado lhe disse `Este velho homem é digno de nos servir com glória'."
A. Franck, em sua La Kabbale, diz-nos que "os comentadores eruditos do Talmude, os rabinos da sinagoga, explicam que o jardim de delícias em que as quatro personagens entraram não é senão esta ciência misteriosa, a mais terrível de todas as ciências para os intelectos fracos, e que leva diretamente à loucura".
 
Aquele que tem o coração puro e que estuda com o objetivo de se aperfeiçoar e dessa maneira consegue mais facilmente a imortalidade prometida, não deve ter temor algum; mas aquele que faz da ciência das ciências um pretexto pecaminoso para seus motivos mundanos, deve temer. Estes jamais resistirão às evocações cabalísticas da iniciação suprema.
 
Fonte: livro 3 de "Ísis sem véu" de H. P. Blavatsky

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