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Algumas considerações sobre a visualização espontânea de auras

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Selkie – ou as muitas peles que podemos vestir



Selkies são criaturas mitológicas encontradas nos mitos das Ilhas Faroé, Islândia, Irlanda e Escócia. A palavra deriva do escocês primitivo selich, e do inglês antigo seolh significando selo. Os Selkies vivem como animais marinhos, mas mudam a sua pele para se tornar humanos na terra.

Isto é muito interessante como folclore mas tem uma origem muito antiga que reporta à origem da sexta raça…

Segundo H. P. Blavatsky, no seu livro Ísis sem Véu – parte III, pág. 78, e citando:

“Na "queda de Adão" devemos ver, não a transgressão pessoal do homem, mas apenas a lei da evolução dual. Adão, ou o "Homem", dá início à sua carreira de existência com a sua permanência no jardim do Éden, "vestido de vestes celestiais, uma veste de luz celeste" (Zohar, II,229b); mas, quando foi expulso, é "vestido" por Deus, ou a Lei Eterna de Evolução ou necessitarismo, com túnicas de pele. Mas, mesmo sobre essa terra de degradação material - em que a centelha divina (Alma, uma corrupção do Espírito) devia começar a sua progressão física numa série de aprisionamentos a partir da pedra até o corpo de um homem -, se ele exercitar a sua VONTADE e chamar a sua divindade em seu socorro, o homem pode transcender os poderes do anjo. "Não sabeis que havemos de julgar os anjos?" pergunta Paulo (1 Corintos, VI,3). O homem real é a Alma (Espírito), ensina o Zohar. "O mistério do homem terrestre vem após o mistério do homem celeste (...) o sábio pode ler os mistérios na face humana" (II,76a).”

As túnicas de pele servem não só para descer de dimensão mas para subir. Baseando-me na minha própria experiência, quando subo até uma certa dimensão, mais elevada, é necessário um manto especial. Por vezes é também necessário um certo alimento.

E ainda, citando a mesma autora, no mesmo livro volume II, pág. 1:

“Afirmam alguns filósofos antigos que as "túnicas de pele" que, segundo o terceiro capítulo do Gênese, foram dadas a Adão e Eva significam os corpos carnais com que os progenitores da raça humana foram vestidos na evolução dos ciclos. Sustentam eles que a forma física criada à semelhança de Deus tornou-se cada vez mais e mais grosseira, até atingir o fundo do que se pode chamar de último ciclo espiritual, e a Humanidade penetrou no arco ascendente do primeiro ciclo humano. Começou, então, uma série ininterrupta de ciclos ou yugas, permanecendo a duração precisa de cada um deles um mistério inviolável conservado nos recintos dos santuários e revelado unicamente aos iniciados. Assim a Humanidade entrou num novo ciclo, a idade da pedra, com a qual o ciclo precedente teve fim, começou gradualmente a se transformar numa idade superior. A cada sucessiva idade, ou época, os homens se refinaram mais e mais, até que o cume da perfeição possível em cada ciclo particular foi atingido. Então a onda em refluxo do tempo trouxe consigo os vestígios do progresso humano, social e intelectual. Os ciclos se sucedem aos ciclos por transição imperceptíveis; nações florescentes e altamente civilizadas cresceram em poder, atingiram o clímax do desenvolvimento, declinaram e extinguiram-se; e a Humanidade, quando o fim do arco cíclico mais baixo foi atingido, remergulhou na barbárie como no princípio. Reinos desmoronaram e as nações se sucederam às nações, do princípio até os nossos dias, as raças subindo alternadamente aos graus de desenvolvimento mais elevado e descendo até os mais baixos. Draper observa que não há nenhuma razão para supor que um ciclo se aplique a toda a raça Humana. Ao contrário, enquanto o homem numa parte do planeta está em estado de retrogressão, na outra ele pode estar progredindo em conhecimento e em civilização.
Quanto se assemelha a esta teoria a lei do movimento planetário, que força os astros a rodarem sobre seus eixos; os diversos corpos a girarem em torno dos respectivos sóis; e todo o cortejo estrelar a seguir um caminho comum em redor de um centro comum. Vida e morte, luz e trevas, dia e noite sucedem-se no planeta, enquanto este gira sobre seu eixo e percorre o círculo zodiacal, que representa os ciclos menores e maiores. Lembrai-vos do axioma hermético: "Em cima como em baixo; no céu como na terra".”

Mais à frente, na pág. 62 do mesmo volume:

“Para começar - o jardim do Éden, enquanto localidade, não é de todo mito; ele pertence a esses marcos da história que revelam ocasionalmente ao estudante que a Bíblia não é inteiramente uma mera alegoria. “Éden, ou o hebraico, GAN-EDEN, que significa o parque ou o jardim do Éden, é um nome arcaico do país banhado pelo Eufrates e por muitos de seus afluentes, da Ásia e da Armênia ao Mar da Eritréia.” No Livro dos números caldeu, a sua localização é designada por números; e no manuscrito Rosa-cruz cifrado, deixado pelo Conde St. Germain, ele é descrito por completo. Nas Tábuas assírias, é traduzido por Gan-Dunâs (corrigido para Kar-Dunîas). “Vede”, diz o Elohim da Gênese, “o homem tornou-se como um de nós.” Pode-se aceitar os Elohim num sentido como deuses ou poderes, e tomá-los em outro caso como Aleim, ou sacerdotes; os hierofantes iniciados no bem e no mal deste mundo; pois havia um colégio de sacerdotes chamado Aleim, e o chefe de sua casta, ou chefe dos hierofantes, era conhecido como Yava-Aleim. Ao invés de tornar-se um neófito, e olhar gradualmente o seu conhecimento esotérico por meio de uma iniciação regular, um Adão, ou homem, utiliza as suas faculdades intuitivas, e, induzido pela Serpente - a Mulher e a matéria - prova da Árvore da Sabedoria - a doutrina esotérica ou secreta - de modo ilegal. Os sacerdotes de Hércules, ou MEL-KARTH, O “Senhor” do Éden, trajavam “túnicas de pele”. O texto diz: “E Yava-Aleim fez para Adão e sua mulher, KOTHNOTH OR” (Gênese, III, 21). A primeira palavra hebraica, chitun, é o grego, chiton. Ela se tornou uma palavra eslava por adoção da Bíblia, e significa uma túnica, uma vestimenta exterior.”



No mesmo livro do Genesis conta-se a história de José e da sua túnica multicolor que associo à aura arco-íris dos videntes e médiuns. Este texto tem como fonte este link.

“Israel amava mais a José do que a todos os seus outros filhos, porque ele era o filho de sua velhice, e mandou fazer-lhe uma túnica adornada.”
A frase hebraica כְּתֹנֶת פַּסִּיםkethoneth passim é traduzida como túnica de muitas cores, mas alguns sugeriram que a frase significa apenas “túnica de mangas longas” ou “tunica longa listrada”. Em nenhum lugar da Bíblia está escrito que a túnica tivesse sete cores.
A septuaginta traduz a palavra “passim” como ποικίλος poikilos, que indica “muitas cores”
Kethoneth passim em hebraico há outras interpretações. Segundo a Bíblia era uma roupa real, como está escrito: “Ela trazia uma roupa de muitas cores de mangas compridas, porque assim se vestiam as donzelas filhas do rei” (2Sam 13,18 ). Neste versículo, que fala de Tamar, a filha de Davi, a expressão é a mesma que aparece no livro do Genesis 37,3 em relação à túnica de José. A palavra passim pode ser traduzida como 'colorida'  (Septuaginta), 'bordada' ( Ibn Ezra ; Bachya ; Ramban em Êxodo 28,2),  'listrada' ( Ibn Janach ; Radak, Sherashim) , ou 'com desenhos' (Targum Yonathan). Também sugere que pode ser uma roupa comprida, com a manga comprida até a palma da mão ( Rashbam ; Ibn Ezra ; Baaley Tosafoth ; Bereshith Rabá 84), e até os pés ( Lekach Tov). Alternativamente, a palavra denota o material de que a túnica foi feita, que era de lã fina (Rashi) ou seda (Ibn Janach). Assim, kethoneth passim, pode ser traduzida como “um manto com mangas compridas” ,”uma túnica de várias cores”, “um casaco que chega aos pés”, uma “túnica ornamentada”, “um robe de seda”', ou “uma capa de lã”.
Como vemos, a tradução dessa expressão é assunto para muitos debates. Depende do tradutor e da interpretação, por exemplo, alguns dizem que túnica era bordada com cores entrelaçadas no tecido criando padrões diferentes. Sendo assim, haveria um significado específico para cada cor, o vermelho simbolizaria a autoridade, o branco, a santidade...  Para outros essa túnica multicolorida representaria a transmissão da profecia de Jacó a seu filho ou o favor divino.
Em todo caso, esta túnica, presente de Jacó a seu filho preferido, foi um dos motivos para o ciúme e como consequência, seus irmãos o jogaram numa cisterna e inventaram uma mentira para o pai, dizendo que um animal selvagem tinha devorado seu filho.

No livro “Mistérios Desvelados - Ensinamentos do Mestre Saint Germain”, pág.86, canalizado por Tony Stubbs, ele faz inúmeras referências a esta túnica de material maravilhoso e incomum que é usado para as viagens do corpo etérico e astral em determinadas alturas:

"Meditai sobre Minha Luz em vossa mente, em vosso coração, e vereis dentro de todas as coisas, conhecereis todas as coisas e fareis todas as coisas. Então, aquilo que não vem de Mim, jamais poderá confundir-vos.
"Pronuncio agora estas palavras para que sejam gravadas em tabuinhas de barro e na memória dos adeptos. No dia longínquo a que me refiro, um dos filhos de Deus receberá estas minhas palavras e as transmitirá para bênção do mundo.
"Nessa época, quando tiverdes recebido plenamente 'Minha Presença', deixando-A atuar sempre em vossa Vida e em vosso mundo, vereis as células do corpo, que então ocupardes, tornarem-se brilhantes com a 'Minha Luz' e verificareis que podeis continuar dentro desse 'Eterno Corpo de Luz' - a Túnica Inconsútil do Cristo. Então, e só então, ficareis livres da roda das reencarnações. Tendo percorrido vossa longa jornada através da experiência humana e cumprido a Lei de Causa e Efeito, transcendereis todas as condições regidas pela Lei e vos convertereis, vós mesmos, na 'Lei' - Todo Amor, 'O Uno'.
"Assim é o Eterno, o Ascensionado Corpo do Cristo", disse Saint Germain, voltando-se para mim, "no qual se está apto a empunhar o ceptro do Domínio e ser Livre. Meu filho, mesmo agora podeis ascensionar na 'Luz do Uno', porque a Luz está em vossa mente, a Luz está em vosso coração e se n'Ela firmemente vos conservardes, podereis elevar vosso corpo físico - da limitação para o vosso 'Puro e Eterno Corpo de Luz', eternamente jovem e livre, transcendendo tempo, lugar e espaço.
"Vosso Glorioso Próprio Eu está sempre à vossa espera. Penetrai na Sua Luz, recebei Paz Eterna e repouso – em ação. Ele não precisa preparação. Ele tem Todo o Poder. Vinde plenamente ao abraço de vossa 'Própria-Luz' e neste momento, hoje mesmo, vosso corpo atual pode se tornar Ascensionado".


A verdade é que no céu e na terra há mais coisas do que aquelas com que pode sonhar a nossa vã filosofia.in Hamlet do Grande e Imortal Bardo William Shakespeare.


Paz e Amor
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