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quarta-feira, 2 de abril de 2014

Na demanda da escrita Atlante




Não é fácil imaginar a importância que teve o nascimento da língua escrita para fixar em símbolos gráficos as tradições dos povos antigos. Os conhecimentos que se transmitiam por via oral podiam, deste modo, não depender tanto da memória das suas gentes e conservarem-se em pedra, osso, pele ou metal. Embora a leitura, então, estivesse reservada somente para quem conhecesse o valor sonoro e ideográfico dos seus signos.


                                Escrita Fenícia

Há pouco tempo afirmava-se, e mesmo agora ainda se afirma, de um modo dogmático, que o alfabeto latino e o grego procediam do fenício, língua que seria, dizem, a mãe de tantos modos de escrita como o púnico, as runas germânicas, o glagolítico (o búlgaro), o cirílico e tantos outros. É Heródoto e não a mitologia grega, nem as suas tradições, quem faz a língua grega derivar do fenício. Platão atribui à cultura ateniense mais de 10 000 anos de antiguidade, mas explica que quando os povos esquecem a sua História é como se fossem sempre crianças. Também se consideram derivados do alfabeto fenício, o tartéssico, o ibérico e o etrusco, quer directamente, ou então indirectamente, através do grego. No entanto, esta teoria que, desde há mais de meio século é ensinada de um modo dogmático, foi, no princípio do século XX, mais uma opção entre várias, e não a mais sólida. Na década de 30 debatia-se com outra que afirmava o contrário, que o alfabeto fenício tinha sido adoptado por este povo viajante ao entrar em contacto com as culturas micénica e cretense (com as quais tem uma grande semelhança) ou, o que é mais interessante, com as proto-culturas ibero-tartéssicas que se estendiam pela Península Ibérica, pois os signos do seu alfabeto são quase idênticos.
Hoje, as culturas às quais são atribuídas os alfabetos ou escritas mais antigas são a cultura de Banpo, na China, de 4700 a.C.; a macedónica, de meados de 7 000 a.C.; as proto-gregas com inscrições de cerca de 5 250 a.C. e, com muitos testemunhos, a cultura Vinca, de 4 000 a.C.(1); e todas elas, enigmaticamente, têm os mesmos signos, que bem podemos atribuir a uma mesma fonte, a civilização atlante ou a uma cultura mãe do Neolítico que se estendeu por todo o orbe (este último é menos provável, pois não há testemunhos em pedra que justifiquem este Império Universal).
 

O achado de Glozel, França, em 1924, provocou uma verdadeira batalha campal entre os arqueólogos que aceitavam e os que rejeitavam a descoberta como se fosse uma fraude, pois, e esta era a grande questão, nas suas figuras de tipo neolítico, apareciam signos de uma língua escrita (a denominada escrita «Glozel»), muito semelhante à ibero-tartéssica (à qual nos atrevemos chamar «escrita atlante»), o que converteria esta, e não o fenício, no alfabeto mãe das nossas línguas modernas. Todos os arqueólogos e linguistas da «hipótese fenícia» levantaram as suas armas para defenderem as suas opiniões negando, de um modo cego e selvagem, as evidências que apareciam diante dos seus olhos. Dadas as circunstâncias do achado e visto que na terra apareciam mais e mais peças assombrosas, qualquer pessoa com sentido comum teria adaptado a teoria ao facto, em vez de tentar negar ou manipular os factos para salvar a teoria (o que é muito frequente, diga-se, na nossa ciência moderna). Teoria que, certamente, não era tanto, mas sim uma mera hipótese ou uma opinião muito difundida. O reputado Salomón Reinach foi a Glozel para criticar e negar, acabando por se converter no maior defensor das descobertas (2).
Passaram mais de cinquenta anos e Glozel, considerado uma fraude, desapareceu das páginas da actualidade e dos textos de história, pois ainda estava presente o paradigma histórico «fenício». E ainda está – incapacitado para explicar a soma desconcertante de achados que agora se conservam no Museu de Glozel, na localidade de l’Allier, perto de Vichy. No entanto, as técnicas de datação arqueológica evoluíram, e muito; o suficiente para descobrir, como a maior fraude da história, o Crânio de Piltdown (que era apregoado como o elo perdido entre o homem e o macaco); e para afirmar a autenticidade das descobertas de Glozel.
 

Aplicando métodos de radiocarbono (3) (nas matérias orgânicas, como ossos) e de termoluminiscência (na cerâmica), os especialistas – não os arqueólogos – deram às peças encontradas uma antiguidade de, pelo menos, 17 000 anos.
Mais especificamente, os resultados de datação por Carbono 14 foram os seguintes:

                •  Os ossos, com signos gravados, tinham uma antiguidade de entre os 15 000 e os 17 000 anos, e eram claros expoentes da arte Mesolítica e Neolítica (imagens de renas, arpões, etc.).

                • As cerâmicas tinham 5 000 anos de antiguidade.
                • As tabuinhas gravadas tinham 2 500 anos.
                • Algumas das peças são da Idade Média.

A terra de Glozel é naturalmente radioactiva, com urânio natural, o que dificulta a datação das mais de 3 000 peças encontradas. O que é inequívoco, por termoluminiscência, é que não são fraudulentas e pelo estilo, sim, podemos saber que são do Neolítico ou anteriores.

Salomón Reinach publicou, no Times, que a antiguidade de Glozel devia ser de 5 000 a.C. pois continha:

1 – Objectos análogos aos do Neolítico Egeu,
2 – Inscrições análogas às do dólmen do Alvão,
3 – Gravações do estilo magdaleniense degradado.

Ninguém entende como no «Campo dos Mortos» de Glozel, podemos encontrar tantos objectos de antiguidades tão diferentes, a não ser que fosse um santuário desde a mais remota antiguidade e que a sua importância mágica e cerimonial se transmitisse de geração em geração. Quiçá o facto da terra ser radioactiva a fizesse apta para determinados ritos ou operações mágicas, já que ignoramos por completo a Ciência, que sobre estes assuntos, tinham as civilizações antigas.
 

No Alvão, Nordeste de Portugal, nas mágicas terras de Trás-os-Montes, encontraram-se, junto a um dólmen, uma série de pedras esculpidas e gravadas com signos idênticos aos de Glozel (e a todos os signos dos quais falamos neste artigo) e com uma antiguidade de 4 000 a.C. como mínimo. Esta descoberta foi tão extraordinária que, no princípio, se duvidou dela, somente depois, quando se descobriram as tábuas de Glozel, é que foram, reciprocamente, um certificado de autenticidade. As pedras do Alvão tinham forma de animais e de homens, e estavam gravadas, claramente, com signos alfabéticos que, inicialmente, foram identificados como ibéricos. De facto, das 22 letras ibéricas que correspondem aos signos de Alvão, 14 delas encontram-se em Glozel, embora alguns signos, como a Suástica, somente seja próprio de Glozel.
Em 1927, José Teixeira Rego, em Os Alfabetos do Alvão e de Glozel (Vol. III, fasc. 3 dos Trabalhos da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia; Porto, 1927), diz:
«Glozel é, sem dúvida, autêntico e tem uma estreita correspondência com Alvão. O autor não pensa, como Correa, que o alfabeto do Alvão se pareça mais ao ibérico do que ao de Glozel. A escrita alfabética aparece desde o magdaleniense. Os signos lineares encontrados no Egipto desde a I Dinastia, alguns caracteres proto-elamitas, e mesmo os caracteres chineses arcaicos (4) derivam dos alfabetos neolíticos ocidentais, que tiveram a sua origem comum nos signos magdalenienses.» Também Leite de Vasconcelos se empenhou em demonstrar a autenticidade e os paralelos entre o Alvão e Glozel.
Depois descobriram-se estes mesmos signos, de uma «linguagem desconhecida indo-europeia»(5), num osso encontrado no Bancal de La Coruña, A Montexano fez uma interpretação brilhante, que reproduzimos aqui.
«Platão, na história da Atlântida ou Atlantis, conta que os Atlantes conheciam a escrita. Estrabão, por seu lado, afirma que os povos Turdetanos – descendentes directos dos Tartéssios – conservavam anais históricos e leis escritas numa gramática que remontava a mais de 6 000 anos antes do seu tempo. A arqueologia académica ainda não aceita que isto tenha sido certo, pensam que é uma mera invenção de Estrabão, no entanto, na Ibéria apareceram muitos testemunhos de inscrições gravadas ou pintadas em covas, dólmenes e em diversos objectos de osso e cerâmica cujas datas remontam a mais de 4 000 anos antes de Cristo (6 000 anos antes do presente), embora alguns achados reportados por Watelman Fein, Georgeos Díaz-Montexano e Jorge Maria Ribero-Meneses, mostrem evidências claras do uso de caracteres de escrita linear alfabética num claro contexto paleolítico.
Díaz-Montexano identificou os caracteres de uma inscrição em osso pré-histórico descoberta nos princípios do século XIX, em La Coruña, Galiza, Espanha (a inscrição aparece nomeada em ‘Michel Bouvier, Paris, Cat. L’Art de l’Ècriture, 2003’), com uma clara sequência Ibero-Tartéssia, escrita à maneira tartéssica - que é a mais antiga usada na Ibéria, ou seja, da direita para a esquerda – e os dados são muito reveladores, pois ao que parece poderia estar a fazer menção à Atlântida e a Tartessos. A inscrição pode-se transliterar como: ‘ATaL-TaRTe’.» Como comenta Díaz-Montexano: «… É impossível negar que esta palavra (ATaL) se parece demasiado à raiz indo-europeia Atl – que aparece no nome de Atlantis, que é uma forma adjectiva de Atlas, enquanto Tarte ajusta-se à raiz reconstruída pelos especialistas espanhóis sobre o antigo nome de Tartessos, que seria Tarte –, pois o sufixo – ssos é de origem egeia ou greco-lídia e acrescentava-se aos nomes de lugares, países ou cidades com o significado de ‘região’, ‘comarca’, ‘cidade’ ou ‘país’, como em Knossos. A terminação em vogal – e da voz Tarte, poderia corresponder a alguma desinência. É muito difícil assumir que isto seja somente uma mera casualidade. Esta inscrição, por um lado, confirma a antiguidade das escritas Ibero-Tartéssias e Atlante (segundo Estrabão e Platão).»

Todos sabemos que aqueles dados que saem fora dos limites do nosso paradigma histórico são rejeitados ou diminuídos na sua importância

As tradições gregas fazem de Prometeu, Palamedes ou Linus os artífices do seu alfabeto. A «hipótese fenícia» deve-se somente a um fragmento de Heródoto, fragmento esse que pode ser interpretado de várias maneiras e no qual o próprio historiador afirma referir este assunto «de ouvido» e «segundo a sua opinião». Estritamente falando, tão-pouco sabemos quem são os «fenícios» de que fala, se é o povo mercador que ocupou as costas do Mediterrâneo no século XI a.C. (aprox.) ou se é algum outro dos «povos do mar» que, como os Pelasgos, também foram vitais no desenvolvimento da cultura grega.
Para aprofundar num estudo literal do texto de Heródoto e nos problemas e interpretações que este apresenta, é interessante ler o artigo (6) Greek Supremacist Scholastic Heresy, de Dimitris I. Lambrou, artigo que mostra tal quantidade de provas arqueológicas contrárias à «hipótese fenícia», que é espantoso que esta ainda se mantenha em pé e seja defendida pelas Academias e pelas Universidades.
Por exemplo, embora o fenício inclua um conjunto de signos consonânticos (e não vogais) e o grego um alfabeto (quer dizer, inclui também as vogais), existem semelhanças claras entre alguns dos signos fenícios e os gregos (ver quadro comparativo). Mas, mais semelhanças há com os silabários minóicos e cretenses, os denominados Linear A e B, datados numa antiguidade que vai até 1 500 a.C., como mínimo e, portanto, anteriores aos fenícios. Dezassete dos vinte e quatro signos do alfabeto grego procedem destas línguas.
Muitos mais dados encontram-se expostos no artigo acima referido, dados e comentários que, devido ao seu valor, incluímos neste trabalho:
«As dúvidas sobre quem foram os primeiros a descobrir a escrita - os Fenícios ou os Gregos - tornaram-se numa certeza quando Paul Fore, professor francês de renome internacional, especialista em Arqueologia Pré-histórica, publicou um relatório no Nestor (o Jornal Americano de Arqueologia da Universidade de Indiana - 16º ano, 1989, página 2288). Nesse relatório, Paul Fore apresenta e decifra placas com escrita linear grega encontradas no muro ciclópico de Pilikates, na Ítaca, e que remontam ao ano 2 700 a.C., tendo a data sido determinada através da utilização de métodos científicos modernos. A língua que estava inscrita nestas placas era o Grego, e o resultado da descodificação feita pelo professor Fore foi o seguinte texto silábico, expresso foneticamente como: A]RE-DA-TI. DA-MI-U-A-.A-TE-NA-KA-NA-RE (ija)-TE. O equivalente fonético deste texto, sempre segundo o professor Fore, traduz-se por: [Eis o que eu, Aredatis, dou à rainha-deusa Rea, 100 cabras, 10 ovelhas, 3 porcos]. (Vide revista Davlos, número 107, Novembro de 1990, página 6103). Desta forma, Paul Fore provou que os Gregos já falavam e escreviam em Grego pelo menos 1 400 anos antes do aparecimento dos Fenícios e da sua escrita na história. Mas, as escavações arqueológicas realizadas na Grécia ao longo dos últimos 15 anos proporcionaram-nos muitas mais surpresas: os Gregos escreviam utilizando não apenas a escrita Linear A e B, mas também utilizando um tipo de escrita idêntico ao do alfabeto desde, pelo menos, o ano 6 000 a.C. De facto, em Dispilio, no lago de Kastoria, no norte da Grécia, o professor G. Houmouziadis descobriu uma prato com escrita muito semelhante à do alfabeto; prato esse que remonta ao ano 5 250 a.C., segundo os testes de Carbono-14 radioactivo e os métodos visuais foto-térmicos utilizados na sua datação. (ver, Davlos, número 147). Três anos mais tarde, N. Samson, o curador do Departamento de Antiguidades Pré-históricas e Clássicas, descobriu pedaços de vasos (‘ostraka’) com letras idênticas às do actual alfabeto grego quando estava a efectuar escavações na ‘Gruta do Ciclope’, na ilha deserta de Yioura, perto da ilha habitada de Alonnissos, no agrupamento de ilhas que constitui as Espórades do Norte. Estes vasos datam de 5 500 até 6 000 a.C. utilizando os mesmos métodos (ver Davlos, número 185, Maio de 1997). Este mesmo arqueólogo, quando estava a fazer escavações na ilha de Milos, descobriu recipientes do período proto-cicládico (meados do terceiro milénio a.C.) com letras idênticas às letras gregas: ‘X’, ‘N’, ‘M’, ‘K’, ‘?’ [ksi], ‘?’ [p], ‘O’, e ‘E’. (Ver a entrevista de N. Samson in Davlos, número 204, Dezembro de 1998, página 12749.)»
«Todos sabemos que aqueles dados que saem fora dos limites do nosso paradigma histórico são rejeitados ou diminuídos na sua importância ou, o que é pior, entregues às revistas de ciência ou esoterismo-ficção, que os desacreditam – muitos deles de enorme importância – no seio de hipóteses fantásticas, próprias de alucinados. Mas, no entanto, dados são dados, e interpretações são interpretações. A não ser que seja fraudulento, não se pode negar a veracidade de um dado só porque contradiz a opinião triunfal do momento.»
Um exemplo desta inferiorização ou esquecimento de dados importantes, e relacionados com a escrita atlante que procuramos, é o conjunto de gravações enigmáticas de Peña Escrita, perto de Canales de Molina, Ciudad Real (Espanha). Em duas ocasiões, e em ambas com um grupo de estudantes da Nova Acrópole, tive a oportunidade de visitar este local, ao qual não é nada fácil chegar se não houver alguém da localidade que sirva de guia entre matas e pedras pela ribeira do arroio de Dehesa. Em ambas ocasiões fiz fotografias e filmagens detalhadas que, por vários motivos, infelizmente já não possuo. Ao procurar na Internet, pensando na extrema importância destes testemunhos em pedra, que são conhecidos e estudados há mais de um século, encontrei só uma página web, de um frio, sisudo e torpe estudo académico(7). A repetição dos signos permite dizer que se trata, sem dúvida, de uma escrita e não só de representações simbólicas. Estão, para além disso, junto a uma grande rocha calcária – formavam parte da mesma até que esta se rompeu – em que aparecem inscritas na sua pedra três figuras humanas: duas delas mais pequenas do que a estatura média (são de 1.20 m e 1.40 m, respectivamente) e a outra, gigantesca (de 3 metros, aproximadamente). A inferior, pela sua calvície e a sua túnica parece um sacerdote egípcio; a do meio, com capacete e cimeira, que recorda as figuras de várias estelas tartéssicas e aos povos do mar, é muito semelhante ao glifo que aparece no Disco de Faístos; o gigante bem poderia representar, devido ao seu tamanho e às suas feições tão «duras», um atlante… É difícil de saber! Mas, em todo o caso, a escrita não se parece a nada que este autor conheça. Aparecem signos geométricos, alguns deles iguais aos que formam parte do alfabeto tartéssico-ibero-grego-fenício-etrusco. Alguns são de importância simbólica fundamental, como a cruz dentro do círculo, representações da palma da mão e da planta do pé, ferraduras, signos ovoidais e outros semelhantes ao hieróglifo egípcio da placenta (e associado ao Deus Upuaut, o que abre caminhos). Misteriosos signos de uma misteriosa língua aos quais foram dados pouca publicidade.
 

Outra pista de interesse na busca de uma «escrita atlante» pode vir dos «Tijolos de Comalcalco», muito estudados por Neil Steed(8) e Barry Fell(9). Comalcalco é uma importante cidade maia situada em Tabasco, a sudeste do México. Uma cidade singular, sem dúvida, entre outras cidades maias, por estar construída integralmente com tijolos cerâmicos: milhares e milhares de tijolos de argila cozida formam as 375 estruturas desta cidade, incluindo uma pirâmide escalonada. As escavações do Instituto Nacional de Antropologia e História, desde 1977, permitiram saber que a cidade inteira estava feita com estes tijolos (semelhantes na sua medida àqueles que usavam os romanos nas suas muralhas) e que os ditos tijolos tinham inscrições na sua face interna, tornando-se visíveis ao serem separados da massa de conchas de ostra, que lhes servia de união.
Neil Steed fotografou mais de 4 600 destas inscrições que revelaram, na sua maior parte, glifos maias, mas outros (10) tinham signos fenícios, líbios, egípcios, ogâmicos, Tifinag, Chineses, Burmeses e Paliburmeses!!! (Interrogo-me: não se tratarão de signos que seriam comuns em todas as línguas?) Outros tinham desenhos e modelos em relevo, e 308 eram os signos ou motivos desconhecidos ou indecifráveis. Em alguns, por exemplo, aparecem representados elefantes e outros animais que não são oriundos das Américas.
Embora a cidade seja situada, pelos arqueólogos académicos, num período que vai desde o século VIII até ao século X d.C., no entanto, a datação da linguagem, inequívoca, atribui-lhe uma antiguidade maior, até ao século I d.C. Esta cidade deve ser uma caixa de surpresas, pois ainda não foram examinados nem 1 por cento do total de tijolos e é assombroso o que é que nos pode reservar o futuro.
Em primeiro lugar, estes tijolos eram secos ao Sol e depois cozidos em fornos cerâmicos, que vitrificavam a sua estrutura e fixavam os signos inscritos neles. Tal como também encontrámos em Roma, achamos nos mesmos, pegadas de mãos e pés de crianças e mesmo as pegadas de um cão.
Barry Fell realizou um estudo surpreendente das «marcas de canteiro» que aparecem em mais de 1 500 destes tijolos provando que são idênticas, na sua maior parte, àquelas que aparecem nos tijolos romanos na Europa e no Norte de África e – isto é o que realmente nos interessa – às marcas de canteiro da Hélade (desde o Período Geométrico), do Minóico Médio, e a muitos dos signos da língua tartéssica-ibero-etrusca-fenícia a qual estamos a referir neste artigo como «escrita atlante». O alfabeto fenício, bem como grande parte do ibérico e do etrusco, encontra-se reproduzido integralmente nestes tijolos.

Recordemos a sacralidade que estes signos ou «marcas de canteiro» tinham na Idade Média, sacralidade – valor mágico-religioso – que também pode ter tido no Império Romano ou no Minóico, 1 500 anos antes. Recordemos, também, que estes signos aparecem gravados nos silhares de muitos templos egípcios (como o de Debod, presentemente em Madrid) e são atribuídos aos mestres construtores cretenses. E cada um deles tem um valor simbólico e um significado-chave, de extrema importância. Tal como explica Platão no Crátilo, na filosofia destas altas culturas dominava a ideia de que, da mesma maneira que o Logos usou um número de forças, arquétipos ou números para construir o Cosmos, os alfabetos ou silabários das diferentes línguas, a grega, por exemplo, eram uma série de símbolos-chave para entender a estrutura racional do mundo, a alma da Natureza. Foi este o significado e a importância que os kabalistas deram às suas letras hebreias (de origem fenícia) e os filósofos gregos aos seus lexaritms, ou os sacerdotes brahmanes aos seus signos devanagari:
 
 
 
um sistema codificado pelos Iniciados que expressasse o código com que a Mente Divina ordenou o caos, um sistema orgânico de ideias-base que servisse de filosofia verdadeira e que permitisse, como se de chaves se tratasse, abrir as diferentes portas da Natureza. Serão estes signos uma forma adaptada daquela misteriosa linguagem Senzar, de que nos fala H. P. Blavatsky, e que servia de língua de origem divina e de uso comum entre todos os Iniciados, fosse qual fosse a civilização em que trabalhassem?
Encontramos alguns destes signos espalhados por toda a Terra, com um significado mágico-religioso e, muitas vezes, incorporados nas diferentes línguas. Por exemplo:
- As Águas Primordiais, matriz de toda a geração.
- A Estrela de Oito Pontas, símbolo de Vénus, pois cinco revoluções anuais da Terra coincidem com oito de Vénus.
- A Suástica, signo da Vontade Divina e do Sol e, como o seu nome em sânscrito indica, «aquilo que se agita a si próprio», quer dizer, «o auto-engendrado».
- A Cruz que a alma humana forma com o seu horizonte natural e o espírito com a matéria.
- A Pata de Ganso ou pegada do dragão-sabedoria, tão presente no românico jacobino.
- O Machado de Duplo Gume, a Acção que objectiva, que diferencia e que abre o caminho para as Vidas; a concretização das Ideias Divinas.
- O Triângulo, símbolo do equilíbrio, da harmonia e do Fogo e, portanto, do Logos no sentido platónico.
- O Losango ou Tetraktis, um modo de simbolizar a acção na Natureza da Década Divina. O triângulo reflectido no espelho da Natureza.
- O Fogo que se eleva e a Água que desce e fertiliza: Espírito e Matéria em movimento.
- O Olho, a consciência, o Sol, o Mundo.
- O Raio ou Ziguezague criador, a Serpente de Luz (Fohat) que desce do Céu até à Terra.
- O «axadrezado», símbolo da alternância dos opostos e dos ciclos-medida do tempo. Símbolo-chave no Neolítico e tantas vezes figurado nos petróglifos.
- O Ponto, síntese da Realidade-Una, o «Um-Ilusório» que desenha, com o seu movimento, os mil e um rostos da Divindade (as Figuras Geométricas). A consciência humana ou divina sintetizada na sua raiz.
- O Tau ou a Árvore da Vida.
- A Resh hebreia ou Ribero-tartéssico, a cabeça, a primeira emanação ou manifestação vital do círculo divino.
E tantos e tantos outros dos quais podemos especular mas não encontramos o seu significado. De todas as formas, é importante recordar que, na Antiguidade, os alfabetos ou silabários eram construídos «cientificamente» de acordo com a Geometria Sagrada para expressarem a matriz de significados-chave da Natureza. Mas, talvez devamos retroceder mais no tempo e descobrir que estes signos de «escrita atlante» estão inscritos desde o Mesolítico, e com mais de dez mil anos de antiguidade. Que importância devem ter tido o simbolismo e a magia associados aos mesmos, para se perpetuarem através dos milénios e em dezenas de culturas diferentes! Na localidade de Mas d’Azil, em França, perto dos Pirinéus, e numa caverna habitada no Neolítico, encontraram-se dezenas de peças artísticas de grande beleza e significado: representações zoomorfas, ossos gravados com cenas de renas e peixes, uma estatueta – belíssima! – de uma Deusa Mãe e outra de um cervato e… outra vez os signos mencionados gravados nestes mesmos ossos e em pedras de rio. Destes signos, 8 formam parte do alfabeto «egeu», 9 do cipriota e 11 são fenícios. Trata-se, sem dúvida, de uma língua mãe que originou os posteriores alfabetos.

É um infortúnio que o nosso mundo, que valoriza só o económico, esquecendo-se do honorável e do sagrado, projecte a sua visão mesquinha sobre todo o passado humano

Mas há mais. Encontramos estes signos nas pinturas rupestres nas grutas. Com uma antiguidade de 14 000 anos (segundo os especialistas) em Les Eysles, de 19 000 para uns cavalos na Gruta de Conquer e de 20 000 para um bisonte em Peche Merle. Isso sim, os signos estão em grupos de três ou quatro pelo que se poderia dizer que são motivos «alfabetiformes» ou que é casualidade que apareçam. Mas será isso verdadeiramente?
Onde não há dúvida de que se trata de uma escrita e que os signos são os que depois se vão repetir no fenício, nas distintas línguas do Mar Egeu, no etrusco, no tartéssico, no ibérico e mesmo no alfabeto sabeu (que deriva, ao que parece, do etíope), o brahmi da Índia, etc., etc., são os textos ou signos isolados que apareceram, repartidos em todo o mundo e associados sempre ao Neolítico (antes mesmo de termos conhecimento de que se trabalhavam os metais). Estes signos, pela sua antiguidade e pela sua provável origem, encontramo-los, exactos e sempre com uma antiguidade que oscila entre os 3 000 a.C. e os 7 000 a.C. no povoado neolítico de Banpo, na China; nas misteriosas e polémicas sepulturas, já mencionadas, de Glozel, em França; na cultura dolménica de Huelva, em Espanha; do Alvão, no Nordeste de Portugal (em Trás-os-Montes); em inscrições em osso na Galiza, na mais primitiva Grécia Micénica; na Macedónia; na chamada Cultura Vinca, junto ao Danúbio, no Egipto pré-dinástico, etc. Isto é o que está claramente documentado e conheço, é certo que há muita informação que não é fácil de compilar. Quero referir uma conversa com o director do Museu de Tiahuanaco, que dizia tê-los encontrado nas cerâmicas Tiahuanacotas, na Bolívia, sendo também encontrados em petróglifos nas Ilhas dos Açores.

Examinemos, uma a uma, as culturas das quais dispomos informação:

A escrita da cultura dolménica em Huelva

Não iremos referir aqui os motivos iconográficos e certamente com um valor simbólico muito profundo, que aparecem em muitos dos megálitos, de toda a Península Ibérica, da Bretanha, em Inglaterra, etc… Tão-pouco referiremos as denominadas «caçoletas» ou pequenas concavidades que aparecem nestes, reproduzindo a forma de uma serpente ou numerosas e caóticas possíveis representações de conjuntos estelares ou expressão de leis geométricas e matemáticas, mas a signos escritos e semelhantes ou idênticos à escrita que estamos a denominar «atlante». Como nos pode estranhar uma língua escrita, tão antiga, no sudoeste peninsular quando Estrabão nos dizia que os Turdetanos tinham leis escritas desde há mais de 6 000 anos? A Dra. Ana M.ª Vasquez Hoys, do Departamento de História Antiga da UNED, em Madrid, realizou um estudo sobre várias peças depositadas no Museu Arqueológico de Huelva e resgatou informação do arqueólogo Carlos Cerdán, que participou nas referidas escavações, em 1946, informação à qual, como não era o momento, não se atribuiu a importância devida. Esta entrevista aparece na revista Arqueologia, Madrid, de Março de 2005 (11). A Dra. Ana Mª Vazquez identifica dois tipos de escrita, uma que ela chama linear, tipo San Bartolomé (devido ao lugar de procedência) ou Huelva I, que está composta por 24 signos que aparecem, todos na mesma peça de uma tumba, uma espécie de vulva ou raspador para flechas, encontrado no Dólmen da Cúpula na propriedade de Cabezo de las Palmas, na localidade de San Bartolomé. Alguns dos seus signos são os mesmos que os da escrita «atlante» que estudámos e foram identificados, no momento da sua escavação, como «letras ibéricas», estranhamente, pois são dois mil e quinhentos anos anteriores. E uma segunda escrita, denominada «quadrada», com somente quatro signos, numa espécie de cerâmica em forma de embarcação, pertencente a um enxoval funerário encontrado no dólmen de Zarcita. Estes signos são semelhantes aos de Ftelia, em Miconos, na Grécia e a peça faz lembrar outras semelhantes das culturas cicládicas, diz a Dra. Ana Mª Vazquez. Estas peças foram datadas como sendo do 4.º ou 3.º milénio antes da nossa era.

A escrita de Banpo, na China

Um dos mais surpreendentes achados das últimas décadas, relacionado com o nascimento da escrita e com as provas de uma fonte comum (atlante?), para terras tão distantes como Portugal e a China, é o do povoado neolítico de Banpo, perto da moderna cidade de Xiân, pertencente à denominada cultura de Yangsho. Encontraram-se numerosas e belíssimas cerâmicas com desenhos geométricos e cores que recordam as cerâmicas neolíticas gregas. Várias destas cerâmicas tinham uma série de inscrições, com um sistema de 30 signos, da qual se supõe que cinco seriam numerais (foram interpretados como o 1, o 2, o 5, o 7 e o 8), e não menos de 13 são idênticos aos encontrados nos silabários ibero-tartéssicos-fenícios. Segundo os testes de radiocarbono foram datados entre 4 770 e 4 085 a.C. Os académicos chineses ficaram surpreendidos pelo «carácter não pictográfico dos primeiros signos da escrita» e «estão em paz» porque não se decidiram a compará-los com os signos fenícios e os dos dólmenes de Portugal; ou se o fizeram, nada disseram. Acontece que, segundo todas as evidências arqueológicas, contrariamente ao que se ensinou durante quase um século, os primeiros signos não são pictogramas, quer dizer, representações naturalistas esboçadas, mas sim signos geométricos, ideogramas, portanto, representando cada um deles uma ideia, um conceito abstracto. Na realidade cada um destes signos que referimos e que aparecem, também, na cultura Vinca (4 500 a.C.) e macedónica (até 7 000 a.C.), são símbolos mágicos e poderosos, portadores de uma «revelação», quer dizer, de um profundíssimo significado filosófico, de um poder da natureza, de um signo da Mente Divina, uma dádiva, segundo as primitivas culturas, dos Deuses aos homens. É a Geometria que se converte em letra e signo escrito e não a imagem (pictograma) que evolui até se simplificar em signo. Pelo menos assim acontece com esta língua neolítica, uma das mais antigas que conhecemos e de provável origem atlante. É a própria Geometria, o Número, que se converte na Natureza e não é só a nossa percepção da Natureza que assume uma forma geométrica.
 
 

De qualquer modo, os especialistas chineses podem descansar porque, em 1999, encontraram-se, em Jiahu, na província de Henan, tumbas datadas entre 6 600 a.C. e 6 200 a.C., com carapaças rituais de tartaruga onde se puderam identificar 11 signos iguais aos que aparecem na dinastia Shang (1 700 – 1 100 a.C.) e que esses sim, são pictogramas, mas que nada têm a ver com os de Banpo aos quais nos estamos a referir. Estes pictogramas seriam os signos mais antigos conhecidos até ao presente na China e são a base da futura escrita chinesa. Se isto é assim devemos falar de uma continuidade cultural (não civilizatória) de mais de 8 000 anos. É claro que tanto a Índia, como o Egipto e a China podem-nos reservar este tipo de surpresas.
Lu Wei e Max Aiken, no seu artigo Origins and evolution of chinese writing systems and preliminary counting relationship, dizem-nos que os signos que mais se repetem na mais primitiva forma de escrita, sobre cerâmica (referência à escrita de Banpo) são os números, do qual deduzem que o propósito da criação ou inovação do sistema de escrita, na China, foi poder contar. ISTO É ABSURDO! Os números, isolados, como símbolos, têm um valor sagrado e, como dissemos, pleno de significado. Cada letra-número representa um princípio da Natureza, tal como, embora com outro sentido, expressou Galileu Galilei, quando disse que a matemática é o alfabeto com o qual Deus construiu o Universo.
 
 

Pensemos, por exemplo, numa cena que aparece no Códice maia de Dresden, na qual encontramos uma imagem que chamam «o vidente», envolta numa espécie de âmnio, como se estivesse dentro de um ovo. Dos seus olhos, ou melhor, da sua testa, nasce uma espécie de braço que atravessa este âmnio, sai do ovo e agarra uma linha horizontal que, na matemática maia, significa o número cinco. Este «cinco» não é uma conta nem a medida de «algo», mas o número Cinco como princípio, que a ciência filosófica de todas as civilizações vinculou à Mente Divina no Homem, à Visão Interior, ao Homem Novo ou Perfeito, o mesmo que Leonardo da Vinci representa como um homem desenhando com o seu gesto esforçado um pentáculo ou estrela de cinco pontas, o Quincôncio azteca ou Sol de Movimento. O Quatro, neste contexto, representa as limitações, o Homem em cruz, o Karma, o espírito crucificado na matéria, incapaz de ver; a alma rodeada de um âmnio formado pela sua própria ignorância, pelas suas próprias opiniões e paixões que o atam ao mundo e à sua própria personalidade egocêntrica, dos seus próprios detritos que surgem das reacções violentas com o seu redor. Enfim, a alma que ainda não saiu do ovo, o que a impede de conhecer a realidade como verdadeiramente é, pois vencer as próprias limitações e sair do Ovo como uma serpente, era e é somente possível para os Iniciados. Todos nós, que não somos Iniciados, devemos conformar-nos com os rectos pensamentos e com acostumarmo-nos a ouvir o próprio coração pro-fundo, pois as rectas e perfeitas evidências ainda esperam.
Dizem, também, estes autores, que «a escrita nasceu para expressar direitos financeiros e obrigações entre os cidadãos». Mas então os números não apareceriam isolados, mas em tabelas. É um infortúnio que o nosso mundo, que valoriza só o económico, esquecendo-se do honorável e do sagrado, projecte a sua visão mesquinha sobre todo o passado humano. O comunismo e a sua filosofia, o marxismo, fracassaram estrondosamente, e ainda estudamos e concebemos o passado de acordo com o materialismo dialéctico. A sociedade de consumo e o utilitarismo só nos permitem ver a sociedade de consumo e o utilitarismo ali, até onde chega o nosso olhar. Triste e sombrio panorama! Em relação ao número de signos diferentes que apareceram na tribo neolítica de Banpo, são só 30, e sendo 13 deles idênticos aos signos da escrita «atlante-ibero-fenícia», torna impossível que isto seja fruto do acaso. E a prova é que o seguinte estilo de escrita, o Jiaguweu, que aparece 2 000 anos depois, com muitíssimos mais signos, não tem praticamente nenhum que possa ser identificado com o sistema antigo de Banpo (12), nem com a língua fenícia.
Este, até há pouco tempo considerado como o segundo período da escrita chinesa, o Jiaguweu (13) é característico porque os seus signos encontram-se em carapaças de tartaruga e em ossos de animal, com mais de 150 000 peças, que incluem mais de 4 600 caracteres chineses. Foi deste estilo que se desenvolveram os caracteres chineses actuais, depois de uma longa evolução, segundo ensinam os escriptólogos chineses. O lamentável é que este achado de Banpo fez-se em 1952 e poucos são os que até agora perceberam a importância vital do mesmo, ao estabelecer uma inegável conexão entre as culturas primitivas do Mediterrâneo, Egipto, a dolménica em Espanha e Portugal, a arte neolítica de França, as culturas da Macedónia e do Danúbio (sem mencionar nada sobre os tijolos de Comalcalco). A transmissão e importância destes achados vão sempre contra a corrente num paradigma sobre a escrita obsoleto, rígido e com um forte instinto de sobrevivência. Quantos historiadores conhecem a tribo neolítica de Banpo?
Tão-pouco devemos esquecer que se encontraram carapaças de tartaruga em Jiahu, na China, com representações estelares datadas em 5 600 a.C., e que nelas, tal como sucede no Egipto com Anúbis e na Grécia, a Constelação de Cão Menor era representada por um cão (14).

A antiga língua e escrita macedónica

Esta escrita é, hoje, a mais antiga de todas as conhecidas, com inscrições, como a de Osinchani, datadas entre 7 000 e 6 000 a.C., com claro vínculo com os signos que apareceram gravados nas pedras do rio de Mas d’Azil, com mais de 12 000 anos de antiguidade. É evidente que estas datas, a serem certas, se sobrepõem à data do afundamento de Poseidon, último resto da Atlântida, segundo Platão, há 11 500 anos. As recentes – por desgraça não tão recentes mas sim quase ignoradas – descobertas na Macedónia permitem assegurar, por exemplo, que o antigo alfabeto eslavo não nasceu do alfabeto grego, dado que existe uma grande semelhança dos seus signos com o antigo macedónico.
Extraímos do artigo de Vasil Ilyov, Oldest written monuments as testimonies to dispersion and continuity of the Macedonian Civilisation, tudo quanto agora iremos referir sobre esta língua. Neste artigo e comparando as inscrições macedónicas e os seus signos com a cultura Vinca, Etrusca e, enfim, todas estas línguas que nós estamos a fazer derivar de uma fonte, mãe, mais antiga, a «atlante», diz:
«Tendo em conta a idade das antigas inscrições macedónias, decorre claramente daí que foi a civilização macedónia quem forneceu o substrato a todos os posteriores alfabetos de letras derivados, que têm um número extremamente reduzido de sons e signos gráficos e que estão ajustados e são apropriados às peculiaridades sonoras dos diferentes dialectos e línguas. Assim, por exemplo, o chamado alfabeto Vinca, aproximadamente de 4500 anos a.C., que é o alfabeto dos Víndios das redondezas de Vinca, tem apenas 26 valores sonoros para os seus grafemas; o alfabeto de letras fenício, aproximadamente de 1 150 a.C., tem apenas 22 signos gráficos; o alfabeto etrusco, aproximadamente do século VIII a.C., tinha apenas 26 valores sonoros para os seus grafemas no elemento etrusco, o alfabeto venético tem apenas 24 letras; o alfabeto de letras grego, aproximadamente do século IX a.C., tinha apenas 22 letras, ao passo que o alfabeto grego clássico tem 24 letras e, claro, tem 8 suplementos ortográficos e 2 sons fonéticos duplos (ditongos); o alfabeto lídio, aproximadamente do século VII a.C., tinha 22 signos gráficos, ao passo que o alfabeto lício, aproximadamente do século VI a.C., era formado por apenas 20 letras, caso semelhante ao alfabeto frígio, aproximadamente do ano 750 a.C., ao alfabeto panfliano e ao alfabeto cário, aproximadamente do ano 600 a.C.; o antigo alfabeto hebraico do período 1 150 - 1 050 a. C. tinha apenas 20 letras; o alfabeto rúnico escandinavo tinha 26 letras; o alfabeto caratépico de dois sons, aproximadamente do século VIII a.C., tinha apenas 20 letras; o alfabeto púnico, aproximadamente do século V a.C., tinha apenas 22 letras. O alfabeto latino antigo tinha 6 vogais, 16 consoantes e 6 ditongos, por outras palavras, apenas 22 letras, etc. Entretanto, o sistema de sons macedónio específico dos alfabetos macedónios pré-históricos era o único que oferecia 38 letras para o glagolítico e 44 letras para o cirílico médio no qual o valor numérico por vezes variava do glagolítico.»

Meditação interessante, nas civilizações de carácter mistérico...cada ideologia, cada cosmovisão, é portadora dos seus próprios símbolos e uma mudança dos mesmos não pode significar outra coisa senão um enxerto de uma ideologia nova ou uma decadência da mesma. É a estabilidade, e não a mudança permanente, o signo da perfeição, algo que os egípcios sabiam muito bem

Estas inscrições primitivas, como todos os alfabetos e silabários antigos, têm um valor filosófico e mágico evocativo. É assim que, por vezes, encontramos combinações de signos aparentemente incoerentes, ou signos isolados, ou se há uma leitura ou mensagem na língua oral, há também uma linguagem encriptada no valor dos seus signos, tal como ocorre com a kabala, hebreia ou grega ou os escritos devanagari para os sábios brahmanes. Em relação a estes signos da escrita macedónica, o monge Tsrnorizets Hrabar, da primeira metade do século X a.C., na sua obra «Acerca das Letras» diz que «Os eslavos careceram de livros até muito tarde mas, no entanto, com linhas e signos adivinhavam, prediziam e pressagiavam o futuro, porque eram pagãos.»

Também a este autor parece suspeita a declaração de Heródoto sobre a origem fenícia da escrita grega e, comparando esta com a macedónica diz: «Os dois alfabetos têm características comuns e é óbvio que, num período muito posterior, deles surgiram como derivações o inicial (unificado, constitucional) e minúsculo alfabeto chamado helénico e, de facto, um derivado do alfabeto macedónio antigo, mas com uma grande redução no sistema de vogais e consoantes, porque o chamado alfabeto helénico tem apenas 24 letras. No seguimento disto, torna-se muito suspeita a natureza do anúncio de Heródoto de que, supostamente, os Helenos foram buscar o seu alfabeto aos Fenícios, quando nos Balcãs já havia um alfabeto sonoro em Osinchani, Lepenski Vir e Govrlevo no período 7 000 - 6 000 anos a.C.»
Entre os dados importantes que este autor traz, destacam-se os achados de cerâmica com desenhos geométricos em Borutnika, Anzabegovo (7 000 – 6 000 a.C.), alguns deles com letras macedónicas inscritas. Também o texto numa placa de madeira, junto a uma série de palafitos perto do lago Kostur, próximo de Rupishta. Ou a inscrição encontrada em Osinchani, perto de Skopje e datada, também, entre 7 000 e 6 000 a.C., quer dizer, finais do Mesolítico e início do Neolítico. É um altar ao ar livre, com uma inscrição que ainda pode ser lida com a língua antiga macedónica e que diz assim: «KRESHT SE SI U L’T S’L S ILJU», RESPLANDECE NO TEU VOO, SÓ DIANTE O SOL, máxima de profundo carácter filosófico e iniciático – é o que representa o Sol no Céu, quer dizer, Deus, o Logos Platónico, o Eu Superior, que deve presenciar o nosso voo, não o mundo, nem a fama perecedoura, porque assim o nosso voo seria fictício, artificial e tão perigoso como o voo de Ícaro com asas de cera que, alienado, caiu nas turbulentas ondas do mar da vida, outra vez.

Outra inscrição, também de grande beleza poética, antiguidade e significado místico e filosófico é um epitáfio de uma jovem, R’SLIE, descoberto perto da vila de Dolno Lupeni, nas proximidades de Resen que, traduzida do macedónio, murmura no seu sonho de pedra:

«ELA JAZ AQUI E ESCONDE-SE AQUI
R’SLIE MORREU AQUI
E NO MESTRE SUMIU-SE A SUA MENTE INTEIRA»

Como dizia Shakespeare, o corpo para a tumba, o nome para o mundo e a alma para o Céu, a sublime região dos Ideais sempre vivos. Assim o manifestou o autor destas linhas de 7 000 anos de antiguidade.

O mais interessante desta língua e escrita é que coexistem duas formas conhecidas, simultâneas, uma língua, para todos, e uma secreta, para os iniciados, na criptografia dos seus signos. Encontrou-se, por exemplo, uma inscrição bilingue num selo de cerâmica em Tzerje, perto de Govrlevo e datado em 6 000 a.C. com ambas escritas, que lido em Antigo Macedónico diz algo assim como: «NINGUÉM ESTÁ SÓ SE ESTÁ COM DEUS, ou SÓ COM DEUS, ou COM DEUS, SEMPRE ESTAMOS EM SOLIDÃO.»

É muito interessante a declaração que faz o autor de que as palavras «História» e «Cosmos» procedem da antiga língua macedónica, apresentando razões muito convincentes para isso. A primeira, que não tem etimologia na língua grega (há outros termos para se referir aos factos passados, como Cano), na macedónica significaria, diz, algo assim como «o impulso ou a acção do Deus das Tempestades», uma definição muito precisa para referir-se como História a «Acção do Karma» ou o «Destino ou inexorabilidade que se desprende dos factos passados», sendo esta última a definição que Cícero dá de «História». O que é evidente é que a História é uma força que impulsiona a evolução humana e que é a acção contínua do Deus das Tempestades, que cavalga sempre as negras nuvens do passado, reclamando a sua promessa de futuro.
Cosmos, diz, provém dos termos macedónicos COS, «inclinado pelo vento» e MOS, «ponte», pois os macedónios referiam-se com estes termos, diz, à Via Láctea.
 
 

Também chamada «Escrita Europeia Antiga», com um conjunto de signos idênticos, em grande parte aos da «língua atlante» que estamos a formular, que abarcam desde a China (Banpo) até ao Egipto (desde o período pré-dinástico) passando por toda a Europa e pelas ilhas do Mediterrâneo, etc, etc. Pertence à cultura Vinca, que habitou a região do Danúbio desde 6 000 a.C. até 4 000 a.C., embora os seus signos escritos se tenham encontrado na Grécia, Bulgária, Roménia, Este da Hungria, Moldávia, Sul da Ucrânia e na antiga Jugoslávia. Esta escrita foi descoberta em 1875, nas escavações arqueológicas de Zsófia Torma, em Turdas (Tordos) na actual Roménia. Mais tarde, em 1908, apareceram objectos e escrita similares em Vinca, um subúrbio da cidade sérvia de Belgrado, e depois em Banjica, também em Belgrado. Assim, a cultura e a escrita foram chamadas de Vinca Tordos, identificando nela vários períodos. Mas só depois de Nicolae Vassa ter descoberto as Tábuas de Tartaria, na Roménia, em 1961, e que tinham sido datadas, através do Carbono 14, como sendo de 4 000 a.C., é que se iniciou verdadeiramente o debate. Os textos inscritos são sempre muito curtos e também aparecem os signos isolados, como ideogramas, especialmente a Suástica e a chamada Cruz de Malta. Apareceram nas tumbas, em milhares de figurinhas de argila, do que se supõe que seja um ritual doméstico, em tábuas talismãs (as Tábuas Tártaras), ou em vasilhas cerâmicas de uma beleza muito delicada. Esta cultura distinguiu-se também pelos seus trabalhos em cobre.

Shan M. M. Winn, no seu artigo sobre a escrita Vinca, The Old European script. Further Evidence, tenta diferenciar os diferentes signos e símbolos que mostram as suas cerâmicas.

«Este padrão de comunicação normalizado era composto por vários elementos:

• Marcas simples em caldeirões, provavelmente representando marcações rituais ou magia;
• Marcas distintivas no vasos de cerâmica ou perto da sua base, possivelmente reflectindo: a) aspectos económicos – indicando o número de objectos produzidos – ou b) uma forma de identificação, como o dono/produtor ou c) eles podem identificar «poderes» convocados durante um ritual;
• Vários motivos ou símbolos comuns, alguns dos quais podem ser esquematizações ou abstracções de motivos decorativos;
• Um número limitado de pictogramas, muito poucos para estabelecer um sistema baseado em representações naturais;
• Signos que podem representar conceitos (p. ex. ideogramas), o que ocorre frequentemente em grupos de signos.»
Estes signos não evoluíram, são sempre os mesmos, persistem nesta cultura por mais de 1 500 anos, o que faz reflectir Shan Win: «A ausência de mudança ou desenvolvimento no sistema pode simplesmente indicar que uma ideologia estabelecida, adequadamente expressa em signos e símbolos, não necessita de uma evolução posterior». Meditação interessante, nas civilizações de carácter mistérico, e esta sem dúvida era, cada ideologia, cada cosmovisão, é portadora dos seus próprios símbolos e uma mudança dos mesmos não pode significar outra coisa senão um enxerto de uma ideologia nova ou uma decadência da mesma. É a estabilidade, e não a mudança permanente, o signo da perfeição, algo que os egípcios sabiam muito bem, já que fizeram da Ordem o símbolo da Verdade e da Justiça, e que representaram o seu Rei-Deus, Osíris, como o pilar Djed, hieróglifo egípcio que significa «estabilidade».

tudo isso leva-nos a pensar que há uma civilização «por detrás» e que esta é a mítica Atlântida, submersa nas inquietas águas do oceano que tem o seu nome

Na Wikipedia, democrática e nem sempre rigorosa enciclopédia, num dos seus links recomendados sobre a escrita Vinca, diz que «a linguagem representada não é conhecida e é altamente improvável que seja alguma vez decifrada»(!!!). No entanto, Clyde Ahmad e Vamos Toth Bator, no seu artigo Magyar Origins and Ancient Europe propõem uma tradução desde o proto-magiar para as Tabuinhas de Tartária, depois de encontrar afinidades desta língua escrita com o proto-sumério, o Egipto pré-dinástico, a escrita líbio-berber, a proto-elamita e a troiana. Lemos neste artigo declarações de grande interesse:
«Muitos signos gravados em potes Vincas são similares às marcas da cerâmica da Ásia Menor, especialmente cerâmica de Tróia. Hood observou que: ‘Muitos destes vasos, feitos por oleiros Vinca, têm formas que são basicamente semelhantes aos de Tróia. Objectos com superfícies escuras e polidas, frequentemente decorados com incisões preenchidas com uma pasta branca, são comuns tanto no primeiro assentamento em Tróia, como na fase inicial da cultura Vinca. A cerâmica Vinca também mostra afinidade com a cerâmica tardia em Tróia.’
As Tábuas Tártaras foram encontradas no que N. Vlassa, o arqueólogo que trabalhou no sítio em 1961, chamou um «fosso ritual» juntamente com 26 ídolos de cerâmica queimados, e dois ídolos de alabastro cicládicos mais os ossos chamuscados e separados de um homem. Ele descreveu este sítio como um complexo mágico-religioso. No entanto, o Dr. Vlassa sugeriu que este homem era, provavelmente, resultado de um sacrifício, porém a nossa pesquisa indica que este homem foi, provavelmente, um sacerdote que tinha morrido num incêndio e enterrado com os artigos rituais a que dava valor enquanto vivo.»
Destas tábuas chegou-se a pensar (15) que representavam talismãs astrológicos, mas os autores deste artigo usam os valores fonéticos da escrita proto-sahara e lêem várias das mesmas na língua Magiar. Uma que aqui refere seria, dizem, portada por um dignitário proto-magiar e eleva uma oração ao Deus que é a fonte da abundância e da unidade.

Jo taj dogo ko.
«A bondade aqui adere (a ti desde) a Divindade.

Taj-a to bo.
Aqui a fonte da abundância.

To egybe.
(A Divindade é) a fonte da Unidade.

Ko ne.
A Divindade (é) para mim.

Mi ont ke
Que integra (a mim) na Unidade (com a Divindade).»

E destacando o monoteísmo e a religiosidade destes povos dizem que:
«O uso do termo Ko para indicar Deus, pelo proto-magiar no amuleto tártaro, sustenta a origem Kushita do povo Magiar que fez este amuleto.» O autor relaciona este termo de «Deus», com o inglês «God» e com o próprio KO, que na língua dravidiana significa «Deus, governador, rocha», e no magiar «Poder, rocha», e na língua mandinga (falado no Mali, Gambia, Guiné, Costa do Marfim e Burkina Faso) também «rocha, governador, Deus».

Recapitulando e meditando sobre todo este aluvião de dados, a realidade é que, de um modo objectivo, e sem preconceitos de paradigmas carcomidos, não nos cabe considerar mais do que duas hipóteses em relação à procedência destes signos:

1 – Hipótese neolítica: Uma cultura mãe indo-ária no seio do Neolítico, com uma antiguidade compreendida entre 7 500 a.C. e épocas já históricas. Onde nasceu ou onde tinha os seus focos a referida cultura? A escrita, actualmente, mais antiga que encontramos é a da Macedónia, logo esta poderia ser, quiçá, o centro de difusão, ou talvez tenha sido a cultura Vinca, no Danúbio, ou alguma das culturas que originaram as do Vale do Nilo, cuja datação mais antiga é já de 7 000 a.C. Tão-pouco podemos confiar, totalmente, nas datações de radiocarbono e de termoluminiscência que, especialmente com esta antiguidade, dão muitos erros e dependem de muitas variáveis não controladas (por exemplo, a radiação cósmica ou de outras fontes, nesse momento e nesse lugar). Este sistema de datação tem que ir acompanhado de outros como o da dendrocronologia, que não serve para mais longe do que os 3 000 anos de antiguidade.
2 – Hipótese de uma escrita atlante: a extensão, não só pelo continente Euro-Asiático, mas também na América, nas Ilhas dos Açores, no Mediterrâneo; unida aos testemunhos de Platão e de tantos outros clássicos; unida ao facto de encontrarmos esta escrita numa infinidade de focos culturais mas não numa civilização ou num Império que permitisse sustentar a unidade de todos estes dados; tudo isso leva-nos a pensar que há uma civilização «por detrás» e que esta é a mítica Atlântida, submersa nas inquietas águas do oceano que tem o seu nome, e da qual ainda as suas montanhas nevadas de outrora se elevam desafiadoras sobre as ondas com o nome de Açores.

José Carlos Fernández

Director Nacional da Nova Acrópole

1. As cidades mais antigas do Vale do Indo que já tinham a língua escrita estão datadas com uma antiguidade de mais de 8.000 anos.
2. A crónica completa de Salomón Reinach em Glozel está no seu livro Éphémérides de Glozel, disponível integralmente no Project Gutemberg.
3. Em 1972 Henry François, engenheiro na Comissão da Energia Atómica, ao visitar Glozel, extraiu amostras e levou para as datar em três laboratórios estrangeiros, aplicando a datação por Carbono 14 para os ossos gravados e a termoluminiscência para as cerâmicas e para a terracota. Os resultados foram claros, contundentes e irrebatíveis, Glozel era muito antigo.
Em 1983 e até 1990 foram realizadas novas escavações em vários quilómetros do «Campo dos Mortos» de Glozel e não se publicou nenhum resultado. Porquê? É evidente que encontraram peças e dados muito comprometedores. Porque é que quando, em 1995, devido a um programa de televisão que exerceu uma grande pressão pública, se divulgou um resumo das referidas escavações, somente se confirmou a disparidade na antiguidade das peças de Glozel e nada se disse das centenas ou milhares de peças que deviam ter encontrado? Pois o campo estava literalmente semeado de objectos arqueológicos e os magnetómetros demonstravam que muitos dos tesouros ainda esperavam sob a terra.
É importante referir que todos os ossos encontrados, tanto de homens como de animais, apresentam um estado de fossilização avançada, o que não se consegue em poucas centenas de anos, que os machados de pedra polida eram votivos, e que os objectos de cerâmica, ídolos, vasos mortuários com máscaras sem boca e as tabuinhas com inscrições nesta misteriosa língua, foram fabricados num forno ovalado, que inicialmente pensou-se que era uma tumba.
4.  É admirável este conhecimento nesta data tão remota, é evidente que no início do século XX os preconceitos não estavam tão cristalizados nem as mentes eram tão indolentes na hora de serem audazes e estabelecer relações lógicas.
5. Assim é referido na ficha técnica com que aparece descrita a peça na exibição do Instituto de Paleografia e Filologia Histórica da Academia de Ciências e Letras da Noruega, no ano de 2004.
6. Este artigo apareceu no número de Janeiro de 2000 da revista Davlos, pp. 13741-13750, e foi escrito por Dimitris I. Lambrou, editor.
7. Este estudo inclui, no entanto, fotografias e desenhos interessantes. Recomendo ao leitor interessado procurar em
www.molina-aragon.com/historia/pena/escrita.htm
8. Neil Steed, The Bricks of Comalcalco, ANCIENT AMERICAN 1:8 September/October 1994.
9. Barry Fell, The Comalcalco Bricks: Part 1. The Roman Phase  Ocassional Papers, Epigraphic Society 19: 299, 1990.
10. 499 destes tijolos tinham inscrições «fora do contexto» de acordo com o nosso actual paradigma histórico.
11. Ver na página web:
http://www.uned.es/geo-1-historia-antigua-universal/escrituras_paleohispanicas_Huelva%201%20y%202.htm
12. Mas, no entanto, o achado de Banpo não é único, pois 4 dos seus signos encontram--se em Lintong e foram datados entre 4 671 a.C. e 4 545 a.C., e são chamadas inscrições de Jiangzhai.
13. Acontece que os achados de 1999, em Jiahu, atiram por terra todo o castelo de cartas, com signos semelhantes aos de Jiaguweu, mas que aparecem 4 000 anos antes.
14. Most Ancient Writing Found? Artigo de Rosella Lorenzi.
15. Tibor Barath, nas suas obras, The Early Hungarians, Montreal, 1983 e Magyar Nepek Ostordenete, Montreal, 1974, citadas no artigo que estamos a comentar.

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