Colecções Auras G+

Colecções Auras G+
Curadora Sessenta e Quatro

Publicação em destaque

Algumas considerações sobre a visualização espontânea de auras

domingo, 28 de julho de 2013

Teoria das Cores de Goethe






O interesse de Johann Wolfgang von Goethe pelas cores foi instigado pela natureza ótica do fenômeno e pela tradição colorística das pinturas da Renascença com as quais teve contato em sua primeira viagem à Itália entre os anos de 1786 e 1788. 


A Teoria das Cores (Zur Farbenlehre) de Goethe foi originalmente publicada em 1810. Com seu tratado sobre as cores de 1400 páginas, Goethe reformulou a teoria das cores de uma maneira inteiramente nova, sendo o primeiro a ousar confrontar as ideias de Newton sobre luz e cor. Newton via as cores como um fenômeno puramente físico, envolvendo a luz que atinge objetos e penetra nossos olhos. 


Goethe concebeu a ideia de que as sensações de cores que surgem em nossa mente são também moldadas pela nossa perceção – pelos mecanismos da visão e pela maneira como nosso cérebro processa tais informações.


O trabalho de Goethe continuou a fascinar cientistas por muitos anos, dentre eles podemos destacar grandes nomes como Hermann von Helmholtz, Werner Heisenberg, Walter Heitler e Carl Friedrich von Weizsäcker. 


Recentemente, o teórico do Caos, Mitchell Feigenbaum, consultando o trabalho de Goethe, surpreendeu-se ao descobrir que “Goethe já tinha realizado um extraordinário conjunto de experimentos investigando as cores” e estava correto em suas observações.


Para sustentar a sua visão na qual as principais característica das cores são a simetria e a complementaridade, Goethe propôs modificar o círculo de Newton que possuía sete cores sustentadas sob ângulos desiguais. Cria um círculo simétrico, onde as cores complementares localizam-se em posições diametralmente opostas no círculo. 


Epígrafe utilizada na introdução da Teoria das Cores de Goethe. “Se nossas coisas são verdadeiras ou falsas, assim serão, ainda que a defendamos por toda a vida. Após nossa morte, as crianças, que agora brincam, serão nossos juízes.”


Para Newton, apenas as cores do espectro poderiam ser consideradas como fundamentais. Goethe, baseando-se em seus experimentos, conclui que cores, como o magenta, uma cor não espectral, possuem um importante papel para completar o círculo das cores, o que é sustentado até nos sistemas de cores mais modernos. 


Artistas que lidavam com cores sentiram-se mais atraídos pela proposta de Goethe do que pela de Newton. 


Um pintor fortemente influenciado pelas ideias de Goethe foi J. M. W. Turner (1775-1851), cuja pintura “Luz e Cor (Teoria de Goethe)” é exposta no ‘Tate Britain’ em Londres.


Teoria de Aristóteles


Os primeiros estudos sobre cores foram feitos na Grécia antiga por Aristóteles. Segundo ele as cores existiam na forma de raios enviados por Deus. Sua teoria não foi contestada até a Renascença quando sistemas de cores mais sofisticados foram desenvolvidos por Aguilonius e Sigfrid Forsius.


Para Aristóteles, as cores mais simples seriam aquelas dos elementos: terra, ar, fogo e água. 


Sua visão era baseada na sua conceção de cor, na observação de que a luz do sol, ao atravessar ou refletir em um objeto, tem sua intensidade reduzida, escurece. 


Através desse processo a cor seria produzida, ou seja, a cor seria derivada de uma transição do claro para o escuro, ou ainda, de outra forma, Aristóteles as via como uma mistura, uma composição, uma sobreposição de preto e branco. 


Essa visão, que permaneceu até a época de Newton (1642 a 1727), tem a luz do sol como luz pura e portanto sem cor, a cor deve ser algum tipo de constituinte permitindo objetos e meios serem opacos ou transparentes, sendo capazes de degradar a pureza da luz incidente. 


Algumas dúvidas com relação à teoria de Aristóteles começaram a ser levantadas no inicio do século XVII devido à descoberta das cores interferentes – cores de películas muito finas, tais como uma bolha de sabão – que mudam drasticamente conforme o ângulo de observação. Essas películas pareciam possuir todas as cores em si ao mesmo tempo e degradar a luz solar incidente de diferentes maneiras dependendo do ângulo de observação.


Leonardo da Vinci, como Aristóteles, acreditava que as cores são propriedade dos objetos. Em seu tratado sobre pintura escreveu: “A primeira de todas as cores simples é o branco, embora os filósofos não irão aceitar tanto branco como preto como cores porque branco é a causa ou recetor de todas as cores, e o preto é a privação total delas. Mas como os pintores não podem ficar sem ambas, as colocaremos dentre as demais. (...) Podemos colocar o branco como representante da luz sem o qual nenhuma cor pode ser vista, amarelo para a terra, verde para água, azul para o ar, vermelho para o fogo e preto para a escuridão.”


A maior dificuldade com a abordagem da perceção proposta por Aristóteles é a afirmação de que as faculdades sensoriais relevantes dos sentidos tornam-se semelhantes aos objetos a que percebem. “O conhecimento sensível, a sensação, pressupõem um fato físico, a saber, a ação do objeto sensível sobre o órgão que sente, imediata ou à distância, através do movimento de um meio. Mas o fato físico transforma-se num fato psíquico, isto é, na sensação propriamente dita, em virtude da específica faculdade e atividade sensitivas da alma. O sentido recebe as qualidades materiais sem a matéria delas, como a cera recebe a impressão do selo sem a sua matéria. A sensação embora limitada é objetiva, sempre verdadeira com respeito ao próprio objeto; a falsidade, ou a possibilidade da falsidade, começa com a síntese, com o juízo. O sensível próprio é percebido por um só sentido, isto é, as sensações específicas são percebidas, respectivamente, pelos vários sentidos; o sensível comum, as qualidades gerais das coisas tamanho, figura, repouso, movimento, etc. são percebidas por mais sentidos. O senso comum é uma faculdade interna, tendo a função de coordenar, unificar as várias sensações isoladas, que a ele confluem, e se tornam, por isso, representações, perceções.”

Teoria de Newton


O conhecimento atual sobre luz e cor iniciou-se com os trabalhos de Isaac Newton (1642-1726), uma série de experimentos cujos resultados foram publicados na chamada “Nova Teoria da Luz e Cores”, em 1672, numa carta formal à Royal Society of London. O principal experimento realizado consistiu em dispor um prisma próximo a sua janela, projetando um espectro, criado pela refração de um raio circular de luz branca, em uma parede, mostrando as cores componentes:


vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta. 


Principiando pela observação de que a imagem criada não era circular, como o raio original, Newton inferiu os princípios de sua nova teoria: a luz solar seria formada de uma mistura de raios de diferentes “refratabilidade”. 


Para mostrar que o prisma não estava colorindo a luz, a luz refratada foi colimada novamente, obtendo assim o branco.


Os artistas ficaram fascinados com a demonstração de Newton de que apenas a luz seria a responsável pela cor e criaram uma disposição das cores em círculo de conceitos, permitindo dispor as cores primárias (vermelho, amarelo, azul) em posições diametralmente opostas às suas complementares (por exemplo, o vermelho ficaria em oposição ao verde), de maneira a mostrar que as cores complementares ficariam opostas umas às outras através de um efeito de contraste ótico.


Newton foi o primeiro a organizar as cores em um círculo. Seu círculo possuía sete cores principais que estava relacionadas aos sete planetas e às sete notas musicais da escala diatônica: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil, violeta. A teoria das três cores primárias: vermelho, amarelo e azul foi proposta originalmente um século depois pelo francês Jean C. Le Bon, sobre a qual foi publicado um tratado de mistura de pigmentos. Essa teoria tornou-se a partir de então a base para qualquer trabalho envolvendo pigmentos coloridos.


Teoria de Goethe


Goethe defende que o olhar é sempre crítico. Apenas olhar não seria um estímulo, um estímulo é uma experiência que vai além do simples observar, cria um vínculo teórico e leva o observador a tirar suas próprias conclusões.

Jedes Ansehen geht  über in Betrachten, in ein jedes betrachtendes Sinnen,  verknüpft in ein jedes Sinnen, und so kann man sagen, dass wir schon bei jedem aufmerksamen Blick in die Welt theoretisieren. Dieses aber mit Bewusstsein, Selbsterkenntnis, mit Freiheit und eines sich Wagens und des Wortes, auch mit Ironie zu tun und vorzunehmen,. Dafür ist eine solche Wort-
gewandheit nötig, wenn die Abstraktion, vor der sich jeder scheut  unschädlich und
als Erfahrungsresultat dargestellt wird in der Hoffnung, dies recht lebendig und nützlich zu gestalten. (Zur Farbenlehre. Didaktischer Teil - Vorwort - Goethe)


Cada olhar envolve uma observação, cada observação uma reflexão, cada reflexão uma síntese: ao olharmos atentamente para o mundo já estamos teorizando. Devemos, porém, teorizar e proceder com consciência, autoconhecimento, liberdade e – se for preciso usar uma palavra audaciosa – com ironia: tal destreza é indispensável para que a abstração, que receamos, não seja prejudicial, e o resultado empírico, que desejamos, nos seja útil e vital. (Doutrina das Cores. Esboço de uma Doutrina das Cores - Goethe (tradução de Marco Giannotti)
 
Para Goethe a sensibilidade não é apenas recetividade, mas também impulsividade.
 
As cores devem ser interpretadas duplamente como Leiden (paixão) e como Tat (ação) da luz.
 
Die Farben des sind Taten Lichts, Taten und Leiden. In diesem Sinne können wir von denselben Aufschlüsseüber erwarten of Licht. Licht und Farben stehen Zwar untereinander in dem genausten
Verhältnis, aber wir müssen each beide als der Natur ganzen angehörig denken: sie denn es ist ganz, die sich dem Sinne des dadurch Peeks besonders offenbaren will. (Zur Farbenlehre. Didaktischer Teil - Vorwort - Goethe)


As cores são ações e paixões da luz. Nesse sentido, podemos esperar delas alguma indicação sobre a luz. Na verdade, luz e cores se relacionam perfeitamente, embora devamos pensá-las como pertencendo à natureza em seu todo: é ela inteira que assim quer se revelar ao sentido da visão. (Doutrina das Cores. Esboço de uma Doutrina das Cores - Goethe (tradução de Marco Giannotti)
 
A natureza é algo construído pelos nossos olhos, e que existe apenas quando se revela aos sentidos. 
 
“As leis naturais são feitas e relacionadas umas com as outras como se a Faculdade de Julgar as houvesse produzido para o seu próprio uso.” 
 
A cor não é apenas a luz, mas também a impulsividade que nasce na paixão, no olhar como forma de criar a natureza. 
 
A luz não só está dentro de cada um, como acaba se identificando com o próprio sujeito. 
 
Nesse ponto, Goethe parece se aproximar da obra de Kant. Em sua Crítica do Juízo a natureza é colocada de forma “estetizada”, pois o homem julga a natureza da mesma maneira que interpreta uma obra de arte.
 
O estilo dessa obra de Goethe é alternadamente um discurso rigorosamente científico ou um discurso poético, sendo as vezes chamado de uma literatura científica. Por um lado a obra mostra-se como um relato de um escritor versátil, poeta hábil e investigador da natureza, herdeiro do Aufklarung, por outro é um relato tortuoso, fruto de uma longa investigação que perdurou por mais de vinte anos e que jamais pareceu estar concluída sendo chamada de ein Entwurf (um esboço).
 
O trabalho de Goethe é uma tentativa de ordenar e combinar os fenômenos cromáticos para entender os princípios que os regem e como essa ordenação nos leva a uma diferenciação em termos de estética.
 
Die Lust zum Wissen wird bei dem Menschen zuerst dadurch angeregt, dass er bedeutende Phänomene gewahrt, auf die sich seine seine Aufmerksamkeit richtet. Damit diese andauern,  muß es zu einer  innigeren Teilnahme kommen, die nach und nach jeden Gegenstand miteinander  bekannter macht. Alsdann bemerken wir erst eine größere Mannigfaltigkeit, als die, die jede  Menge für sich darbringt. Wir sind  dann wieder genötigt, wieder Unterscheidungen zusammenzustellen, wodurch zuletzt eine Ordnung entsteht, die sich mit mehr oder weniger Zufriedenheit übersehen lässt. (Zur Farbenlehre. Didaktischer Teil - Einleitung - Goethe)
 
O homem só é levado ao desejo de conhecer se fenômenos notáveis lhe chamam a atenção. Para que esta perdure, é preciso haver um interesse mais profundo, que nos aproxime cada vez mais dos objetos. Observamos então uma grande diversidade diante de nós. Somos obrigados a separá-la, distingui-la e recompô-la, daí resultando uma ordenação que pode ser apreciada com maior ou menor satisfação. (Doutrina das Cores. Esboço de uma Doutrina das Cores - Introdução- Goethe (tradução de Marco Giannotti)
 
Os estímulos incidentes são primeiramente analisados, e assim separando, decompondo a multitude do mundo que observamos. Após esse processo de desagregação inicia-se a etapa de síntese, montagem, através da qual extraímos informações, características e significados, tornando possível a memorização, a comparação e a apreciação.
 
A natureza se revela ao sentido da visão através da luz e das cores e assim é possível distinguir um objeto de outro, ou as várias partes de um objeto. O mundo visível é reconstruído, e cria-se uma dissociação entre o que é e o que aparenta ser. Goethe retoma, nesse ponto, a ideia de Kepler 3, quem define o olho humano como um produtor mecânico de pinturas, definindo o “ver” como “pintar”, e a pintura como formativa de imagem retiniana não-linear. Kepler foi o primeiro a separar o problema físico da formação das imagens retinianas (o mundo visto) dos problemas psicológicos da perceção (o mundo percebido).


Iluminismo
 
Kepler foi uma figura marcante na revolução científica. Nascido na Alemanha, tornou-se astrônomo, matemático e astrólogo. É mais conhecido pelas suas leis de movimentação dos planetas. As vezes é referenciado como o primeiro astrofísico teórico, embora Carl Sagan prefira chamá-lo de o último astrólogo cientista.
 
Und wir - erbauen aus diesen so sichtbaren Dreien  die Welt und diese mit der  Malerei zusammen machen es dadurch zugleich möglich,  welche auf der Tafel eine weit  vollkommenere sichtbare Welt als sein kann als die Wirkliche hervorzubringen vermag. (Zur Farbenlehre. Didaktischer Teil - Einleitung - Goethe)
 
E assim construímos o mundo visível a partir do claro, do escuro e da cor, e com eles também tornamos possível a pintura, que é capaz de produzir, no plano, um mundo visível muito mais perfeito que o mundo real.(Doutrina das Cores. Esboço de uma Doutrina das Cores - Introdução- Goethe (tradução de Marco Giannotti)
 
Goethe estava convencido de que a totalidade da natureza se revela, como através de um espelho, ao sentido da visão, através da dialética entre dividir e fundir, intensificar e neutralizar. É pois através da oposição e da transposição para o mundo da perceção que nascem os conceitos, e resulta assim a apreciação e cria-se a estética como objeto.
 
Die Farbe ist ein elementares Naturphänomen als die sie sich wie alle übrigen auch durch Trennung Gegensatz, Durchmischung durch und Vereinigung demn flüchtigen Blick darstellt. Ebenfalls durch Neutralization, Mitteilung und so weiter wird eine Verbreitung manifestiert. Dies kann allgemein und am besten als naturgegeben angeschaut und  begriffen  werden . (Zur Farbenlehre. Didaktischer Teil - Einleitung - Goethe)
 
(...) a cor é um fenômeno elementar da natureza para sentido da visão, que, como todos os demais, se manifesta ao se dividir e opor, se misturar e fundir, se intensificar e neutralizar, ser compartilhado e repartido, podendo ser mais bem intuído e concebido nessas fórmulas gerais da natureza. (Doutrina das Cores. Esboço de uma Doutrina das Cores - Introdução - Goethe (tradução de Marco Giannotti)
 
“Para Goethe o princípio vital da natureza é, ao mesmo tempo, o da própria alma humana, ambas tendo a mesma igualdade de direitos, mas procedentes da unidade do ser, que, na diversidade de suas configurações, desenvolve a igualdade do princípio criador, de sorte que o homem pode encontrar em seu próprio coração todo o segredo do ser, e talvez também a solução.” (Simmel)
 
“Outro aspeto importante a ser mencionado é o fato de que a divergência de Goethe em relação a Newton não se reduz a uma disputa pessoal, pois acabou envolvendo uma polêmica entre o idealismo alemão e os físicos newtonianos. Na verdade, o que estava por trás dessa dissensão é o confronto de dois modos completamente distintos de pensar a natureza. O idealismo alemão recusa a ótica mecanicista, já que interpreta tanto a natureza quanto a arte a partir da ideia de organismo, de uma finalidade interna. A cor não pode ser simplesmente causada pela luz, devendo ser pensada na sua relação com o órgão específico.”(Marco Giannotti)
 
As três primeiras seções da obra de Goethe trata das cores sobre o ponto de vista fisiológico, físico e químico: Cores Fisiológicas (Physiologische Farben), Cores Físicas (Physische Farben) e Cores Químicas (Chemische Farben).
 
Also betrachteten wir die Farben zuerst, insofern sie dem Auge moit dem Auge wahrnehmbar sind  beruhend auf einer Wirkung und Gegenwirkung desselben ; ferner als die  Aufmerksamkeit auf sich ziehend, indem wir sie an farblosen Mitteln oder durch deren Mithilfe wahrnehmen. Bemerkensert wurden jedoch erst, wenn sie als dem anderen Objekt als zugehörig angesehen und betrachtet wurden. Die ersten nannten wir physiologische, die zweiten physische, dritten chemische  Farben. Erdtere sind als unaufhaltsam fließend in ihrer eigenschadt zu bezeichnen, die anderen als ineinander übergehend aber allenfalls verweilend, und die letzten als weitgehend andauernd festzuhalten. (Zur Farbenlehre. Didaktischer Teil - Einleitung - Goethe)
 
Consideremos, em primeiro lugar, as cores na medida em que pertencem ao olho e dependem de sua capacidade de agir e reagir. Em seguida, despertam a atenção na medida em que as percebemos através dos meios incolores ou com o auxílio destes. Por fim, são dignas de nota na medida em que podemos pensá-las como fazendo parte do objeto. Chamamos as primeiras de fisiológicas, as segundas de físicas e as terceiras de químicas. As primeiras são constantemente fugidias, as segundas são passageiras, embora tenham uma certa permanência. As últimas têm longa duração. (Doutrina das Cores. Esboço de uma Doutrina das Cores - Introdução - Goethe (tradução de Marco Giannotti)
 
A quarta seção é uma perspetiva geral das relações internas sendo abordados os aspetos do surgimento e determinação das cores. Segundo Goethe, um jogo de cores é criado pela incidência da luz sobre a retina, o que é uma reação legítima devido à sensibilidade do olho à luz. As cores podem ser determinadas pela oposição, polaridade entre azul e amarelo; ação e privação; luz e sombra; força e fraqueza; claro e escuro; quente e frio; proximidade e distância; repulsão e atração; afinidade com ácidos e afinidade com álcalis.
 
In dieser steten Reihehaben wir, soviel wie möglich Erscheinungen zu bestimmen und zuzuordnen versucht. Jetzt können wir, da wir nicht mehr befürrchten müssen, sie zu vermischen oder sie durcheinander zu bringen, es unternehmen, erstlich als allgemein anzugeben, was sich von diesen Erscheinungen innerhalb des geschlossenen Kreises darstellt, zweitens ebenfalls darauf hinzuweisen,  wie sich dieser besondere Kreis an die übrigen Glieder verwandter Naturerscheinungen anschließt und sich mit Ihnen verkettet. (Zur Farbenlehre. Vierte Abteilung - Allgemeine Ansichten nach Innen - Goethe)

Na medida do possível, procuramos determinar, separar e ordenar os fenômenos segundo essa série contínua. Já que agora não tememos misturá-los ou confundi-los, podemos empreender em primeiro lugar a tarefa de julgar, no círculo, o que é universal nos fenômenos, para em seguida apontar como esse círculo particular se encadeia e se une ao resto dos fenômenos naturais afins. (Doutrina das Cores. Quarta Seção - Goethe (tradução de Marco Giannotti)
 
Na quinta seção Goethe analisa as diferentes relações que a cor estabelece com as mais diversas disciplinas: Filosofia, Matemática, Técnica de Tingir, Fisiologia e Patologia, História Natural, Física Geral, Música, Linguagem e Terminologia.
 
Dass ein gewisses Verhältnis der Farbe zum Ton/Schattierung stattfindet, hat man jeher von gefühlt, was Vergleiche des öfteren   teils vorläufig, teils auch sehr umständlich beweisen. Der Fehler, den man hiebei oft begangen hat,   beruht nur auf folgendem: Vergleichen lassen sich untereinander Ton und Farbe auf keine Weise, aber beide lassen sich auf eine Formel  bringen die obere Höhe betreffend. Beide, jedoch jede Farbe für sich allein. Wie zwei Flüsse, die auf einem Berg entspringen jedoch  unter verschiedenen Bedingungen in zwei ganz entgegengesetzte Weltgegenden laufen, so dass auf dem ganzen beiderseitigen Wege keine Stelle einzeln mit der anderen verglichen werden kann. So sind auch Farbe und Ton. Beide sind allgemein elementare Wirkungen nach dem Gesetz des allgemeinen Trennens und Wieder-Zusammenstrebens, des Aufsteigens und des Abschwächens, wirkend im Hin und Herwägens jedoch nach ganz verschiedenen Seiten, in verschiedenen Weisen und für verschiedene Sinne reagierend auf verschiedene Zwischenelemente. Möchte jemand die Art und Weise, wie wir die Farbenlehre an die allgemeine Naturlehre anknüpfen, recht fassen und dasjenige, was dabei übersehen wurde, durch Glück und Genialität zu ersetzen, so wird die Wellen-Tonlehre sich nach unserer Überzeugung an die Allgemeine Physik vollkommen anzuschließen sein. Zur Zeit stellt sie sich  nur innerhalb derselben gleichsam als historisch abgesondert dar. Jedoch darin eben  liegt die gtößte Schwierigke. Für die in jeder Musik  auf seltsamen positiven - empirishen - zufälligen Wegen mathematischen, ästhetischen, genialischen Ursprungs Befürwortung zu Gunsten einer physikalischen Behandlung zerst zu hören und dann erst ihre  in physische Elemente aufzulösen. Vielleicht wären wir hier auch auch zu dem Punkte gelangt, wo sich Zeit und Gelegenheit anbietet, daß sich Wissenschaft und Kunst nach manch einer schöne Vorarbeit zusammenfinden . (Zur Farbenlehre. Vierte Abteilung - Allgemeine Ansichten nach Innen - Goethe)
 
Sempre se percebeu que existe certa relação entre cor e som, como demonstram as frequentes comparações, por vezes passageiras, por vezes suficientemente pormenorizadas. O erro nelas cometido se deve ao seguinte: Cor e som de maneira alguma podem ser comparados, embora ambos remetam a uma fórmula superior, a partir da qual é possível deduzir cada um deles. Ambos são como dois rios que nascem na mesma montanha, mas devido a circunstâncias diversas correm sobre regiões opostas, de modo que em todo o percurso não há nenhum ponto em que possam ser comparados. Ambos são efeitos gerais e elementares segundo a lei universal que tende a separar e unir, oscilar, pesando ora de um lado, ora de outro lado da balança, mas conforme aspetos, maneiras, elementos intermediários e sentidos completamente distintos. (Doutrina das Cores. Quinta Seção - Goethe (tradução de Marco Giannotti)

Na última seção Goethe discorre a cerca dos efeitos sensíveis, morais e estéticos que surgem. Para cada cor, para cada tonalidade de uma cor, Goethe analisa suas características e os seus efeitos sobre nossos olhos. Estabelece relações de harmonia, totalidade e complementaridade entre as cores do círculo cromático.
 
Hier liegt also das Grundgesetz aller Harmonie der Farben und davon mag sich jeder durch eigene Erfahrung überzeigen kannwovon sich jeder kann, indem er sich mit den Versuchen, die wir in der Abteilung der physiologischen Frben aufgezeigt habn, genau bekannt macht. Wird nun die Farbentotalität außen vor das Auge als Objekt gebracht, so erscheint sie dem Auge erfreulich, weil ihm die Summe der eigenen Tätigkeit zuerst von dieser harmonischen Zusammenstellung als Netzwerk der Realitätt entgegen kommt. (Zur Farbenlehre. Sechste Abteilung - totalität  und Harmonie - Goethe)
 
Aqui reside a lei fundamental de toda harmonia cromática, a respeito da qual qualquer um poderá se convencer por experiência própria, ao travar conhecimento dos experimentos descritos na seção das cores fisiológicas.
 
Se a totalidade cromática se apresenta exteriormente ao olho como objeto, torna-se agradável para ele, pois o resultado de sua própria atividade lhe parece como realidade. Trataremos em primeiro lugar dessas composições harmônicas. (Doutrina das Cores. Sexta Seção - Totalidade e Harmonia - Goethe (tradução de Marco Giannotti)
 
Por Leonardo Carneiro de Araújo
Teoria das Cores de Goethe
 

Sem comentários:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

copyscape

Protected by Copyscape

Adam Kadmon

Meridianos MTC

Kundalini

Toroide - Energia Livre

Formas de Pensamento

A Grande Invocação

Meditação pela Paz

Meditação fora do espaço e tempo (a qualquer hora e em qualquer lugar, sem inscrições nem regras)Apelo ao envio de Luz...

Posted by Auras, Cores e Números on Sábado, 11 de Julho de 2015

Aura - o que é?

Controlo da Mente

Vida ET


"Se não existe vida fora da Terra, então o universo é um grande desperdício de espaço."- Carl Sagan
Posted by Auras, Cores e Números on Sábado, 29 de agosto de 2015

Chakras

Deva Premal - playlist